quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Racismo no Futebol
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Futebol pelo Mundo – São Thomé das Letras
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| Vista do lado interno do Arizão |
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| São Thomé Esporte Clube |
Se o jogo não primou pela qualidade técnica, garantiu diversão através do Zé Carlos e dos torcedores que apelidaram o juiz de “bunda baixa”. Fora a bateria menos animada que eu já vi e os gritos de guerra que a gente usava no primário.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Futebol pelo Mundo - Alagoas
Chegamos ao centro da cidade e caminhamos por cerca
de vinte minutos até o estádio. Era pouco depois das 14h, quando estávamos na
bilheteria do Estádio Coaracy da Mata, conhecido como Fumeirão. O nome é em homenagem ao prefeito da cidade
na década de 1950 e também fundador do ASA; o apelido, é justamente pela cidade
ser conhecida como grande produtora de fumo.![]() |
| Lúcio Maranhão, dando jóinha pra torcida! |
O que mais me surpreendeu, foi saber que existia um
jogador nigeriano no banco de reservas do ASA, chamado Alamir e que entrou no
segundo tempo. Foi uma contratação bastante alardeada na cidade, mas o jogador
era muito fraco e os torcedores ficaram decepcionados.quinta-feira, 29 de novembro de 2012
"O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)" x Estatísticas no futebol
"O Homem que Mudou o Jogo", título original "Moneyball", é um filme estadunidense de 2011, estrelado por Brad Pitt, no papel de Billy Beane, gerente do Oakland A's na temporada de 2002. Beane tem que montar um time competitivo, à revelia de um orçamento que chega a ser 1/3 do das grandes equipes da liga.
A pergunta de 1 milhão de dólares então seria: E o que um filme que fala sobre beisebol faz num blog dedicado a "História, Futebol e Futilidades"? A resposta se resume a uma palavra: Estatísticas.
As estatísticas são utilizadas na hora de selecionar os jogadores para o time levando em conta estritamente a sua função e posição no campo de jogo. Não entendo lhufas de beisebol, mas a ideia é bem interessante: um jogador que tem em sua função apenas rebater a bola, precisa saber lançar ou receber? A resposta, segundo Peter Brand (Jonah Hill), o coadjuvante do filme, é não. Um rebatedor que tem bom aproveitamento em rebatidas que resultam em pontos é um jogador a ser contratado; por eventualmente não conseguir grande desempenho em lançamentos ou algo do tipo, esse jogador então seria barato, já que o pensamento até então seria o de que os jogadores a contratar seriam aqueles mais "completos".
Após muita resistência e percalços, com essa filosofia a dupla Beane/Brand consegue 20 vitórias consecutivas, um recorde na liga americana. Ao final da temporada, Beane recebe uma proposta do Boston Red Sox, o que o tornaria o gerente mais bem pago da história. Ele recusa a oferta, permanecendo em Oakland, e dois anos depois, baseando-se nas idéias de Brand e Beane, o Red Sox é campeão.
Para além da qualidade fílmica (fotografia, roteiro, atores e etc), o filme traz uma questão bastante interessante que talvez possa ser extrapolada ao futebol, por exemplo. Todos querem ter Messi, Cristiano Ronaldo e Iniesta em seus times, porém, ter esse tipo de jogador é muito caro. A saída então para os times com menos recursos poderia ser encontrada na análise das características dos jogadores de forma absolutamente racional? Para mim, sim.
Quais as qualidades do volante Ralf, do Corinthians? Desarme e marcação. Qual função ele desempenha em campo? Primeiro volante, que requer "desarme e marcação". Assim como Pierre, ex-Palmeiras, atual Atlético-MG, Ralf não possui boas habilidades de passe ou drible; porém, se observarmos sua função em campo, essas qualidades não são requeridas, do mesmo modo que Iniesta não precisar saber dar botes ou Cristiano Ronaldo tirar bolas de cabeça em sua área. Por mais que pareça algo óbvio, nem sempre essa observação é feita, o que resulta em contratações desastrosas, como por exemplo, Daniel Carvalho pelo Palmeiras. Daniel não é péssimo em nada, apenas no peso. Como um meia que tem a responsabilidade de organizar o jogo e puxar o time pode não ser ágil?
Assim como no filme, apenas estatísticas não bastam nas horas de decisão. Por outro lado, apenas o individual também não. O conceito de equipe coesa, com funções e obrigações bem definidas é colocado no filme como sendo a chave do sucesso do A's. Se observarmos a Inter de Milão 09/10 com Mourinho, o Brasil 94/02 e o Corinthians 11/12, o conceito de equipe está bem claro. Nessas equipes, quando muito existiam 2 craques que desequilibravam as partidas: Sneijder e Etoo; Bebeto e Romário; Ronaldo e Rivaldo; Emerson e Paulinho. O resto do time ficava longe de ser constituído de craques. Em alguns casos encontramos até jogadores que fora daquele contexto, não seriam nem titulares.
Supertimes dão certo? Sem dúvidas. Os "galácticos" do Real Madrid (01 - 07, 09 - ), provam isso. Contudo, não parece que será possível contratar um Zidane, Ronaldo, Figo e Beckham por 200 milhões de euros em um contexto em que a UEFA vem com o "Fair Play financeiro". Não obstante, dirigentes vivem reclamando que não dá para montar uma equipe competitiva para a disputa do campeonato brasileiro sendo que a receita de seu time é em alguns casos 20% da dos times de ponta. Como resolver?
Além de acessar o futhistfut.blogspot.com, acho que os dirigentes deveriam assistir ao "Moneyball" acompanhados de leituras sobre "Periodização Tática", também já comentada no citado blog...
sábado, 8 de setembro de 2012
O amor não tem distância
terça-feira, 3 de abril de 2012
Futebol pelo mundo* – Rio Grande do Sul

Sempre gostei muito de assistir futebol no estádio, mas confesso que ultimamente isso tem sido algo raro na minha vida. Não porque desgostei do futebol ou de vê-lo in loco, mas, sobretudo pelos altos preços do ingresso que inviabilizam a ida de pessoas ao estádio, que como eu, não tem uma remuneração muito alta, que pode permitir pagar trinta ou quarenta reais em um ingresso (sem contar transporte, alimentação e outras besteiras que você sempre acaba gastando).
Entretanto, resolvi que sempre que viajar para algum lugar fora de São Paulo e passar um tempo suficiente, irei assistir a um jogo local, nem que seja de várzea e/ou categorias de base. Minha primeira aventura se deu a pouco menos um ano atrás, no dia 27 de julho de 2011. Fui passar um período de férias com minha namorada no Rio Grande do Sul, na casa dos pais de meu grande amigo Gustavo Dhein, todos gremistas doentes. Disse a ele, que uma de suas missões seria me levar para assistir um jogo no estádio Olímpico Monumental.
Estávamos em Porto Alegre, uma noite fria (mas nem tanto), e lá fomos nós: Sika, Gustavo, seo Rivaldo (pai do Gustavo) e eu rumo ao Olímpico. Eles moram próximo ao estádio, então fomos caminhando, se “encontrando” com outros torcedores pelas ruas e começando a sentir aquele clima que só quem vai a estádios sabe qual é. Como era um jogo de meio de semana, as 19h30, o movimento não era dos maiores, mas grande para um jogo de meio de semana as 19h30.
Compramos os ingressos para o anel inferior, entramos. O primeiro impacto foi bem positivo: apesar de não haver cadeiras, as arquibancadas de cimento conferem certo romantismo ao estádio; o campo bem próximo e uma vista excelente de todo ele. Foi engraçado perceber que mesmo em jogo contra um time de menor expressão (América-MG) o clima do jogo é completamente diferente do daqui: muitas famílias, crianças e grupos de “gurias” vão ao jogo, pois a atmosfera é bem diferente da de São Paulo: o clima não é tenso. Foi engraçado notar que as mulheres no sul são muito engajadas com o futebol; não que aqui na haja mulheres engajadas, mas lá o lance é diferente e não sei bem como explicar.
O Olímpico estava vazio até quinze minutos antes do jogo. De uma hora para outra, sem mais nem menos, as arquibancadas começaram a encher. O jogo começa e noto que a torcida gremista é bastante vibrante e a Alma Castelhana canta e toca o jogo inteiro, inclusive nos intervalos.
O Grêmio jogou pessimamente e levou o primeiro gol numa falha do bom goleiro Victor que completava 200 jogos com a camisa gremista. Gol de Willian Rocha aos 15 minutos do primeiro tempo. O jogo foi arrastado até os 15 do segundo tempo, quando Miralles empatou a partida, e mesmo com sua expulsão aos 26 minutos, o Grêmio sufocou o adversário até o fim e quase virou após o jovem atacante Leandro perder um gol inacreditável. Fim da partida, Grêmio 1 X 1 América-MG.
É engraçado como uma partida vista do estádio muda sua opinião em relação a alguns jogadores. Eu não gostava do Fábio Rochemback e do Gilberto Silva e percebi que são baitas jogadores: o primeiro é o sujeito que empurrava o time para frente, um verdadeiro motor; o segundo é um baita de um marcador e dificilmente perde uma jogada. Sobre o América, tive ao menos a possibilidade de xingar aos montes o Fábio Junior e o delegado Antônio Lopes. E mais: tive a possibilidade de assistir um jogo de futebol no Olímpico Monumental que vai ser demolido ano que vem. É uma pena, pois é um templo sagrado do futebol brasileiro, onde inclusive, foi palco de uma imensa alegria quando o Timão foi campeão, pela primeira vez, da Copa do Brasil em 1995 e também de uma das maiores tristezas que o futebol me proporcionou: o rebaixamento em 2007.
Futebol a parte, quando for ao sul, recomendo três experiências gastronômicas: o clássico café colonial em qualquer restaurante de beira de estrada; a pizza de coração de frango; e por fim e não menos importante, o X-Gordo ou X-Trator em qualquer lanchonete de Porto Alegre. Para acompanhar, uma Polar bem gelada ou um algum bom vinho seco gaúcho.
Ficha Técnica do jogo:
Campeonato Brasileiro 2011 - 12ª rodada
27/julho/2011
Grêmio 1 x América - MG 1
Local: Olímpico Monumental, Porto Alegre (RS)
Árbitro: Péricles Cortez (RJ)
Público: 15.033
Renda: R$ 210.249,50
Gols: Willian Rocha 15 do 1º; Miralles 15 do 2º
Cartão amarelo: André Lima, Carleto, Amaral, Dudu, Caleb, Fábio Júnior e China
Expulsão: Miralles 26 do 2º
GRÊMIO: Victor, Saimon, Mário Fernandes, Rafael Marques e Lúcio; Gilberto Silva, Fábio Rochemback, Escudero (Marquinhos, 18 do 2º) e Douglas (Leandro, 11 do 2º); Miralles e André Lima. Técnico: Julinho Camargo
AMÉRICA/MG: Neneca, Willian Rocha, Micão e Amaral; Marcos Rocha, Dudu (Eliandro, 35 do 2º), China, Caleb (Rodriguinho, 20 do 2º) e Carleto (Gabriel, 13 do 2º); Léo e Fábio Júnior. Técnico: Antônio Lopes
* Esta é uma seção em que vou falar das minhas experiências futebolísticas em outras cidades e estados do Brasil, e quem sabe em outros países, em um futuro não muito distante.







