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terça-feira, 13 de maio de 2014

A mulher e o impedimento



Olá, pessoal que acompanha nosso blog. A vida acadêmica nos impede de escrever mais frequentemente e, também, o futebol se mostra cada vez mais chato que fica difícil até de arrumar um assunto legal pra escrever.

Além da falta de qualidade do espetáculo, o que se vê é banana atirada em campo, vaso sanitário atirado na rua, preconceito, racismo, machismo e intolerância atirados aos quatro ventos. Onde isso vai parar? Daqui a pouco mudaremos o nosso blog para Futebol, História e Bestialidades, porque do jeito que está não dá.

Domingo passado tivemos o caso da auxiliar de arbitragem Fernanda Colombo, no jogo Cruzeiro x Atlético Mineiro, em que ela cometeu um erro marcando um impedimento não existente do jogador cruzeirense Allison. Bandeirinhas erram, juízes erram. Mas, no caso de Fernanda, ela paga um preço maior por ser mulher.

As mesas redondas e especialistas em futebol dizem que sua pouca idade e experiência em jogos importantes foram cruciais em suas atuações no campo, mas será que é só isso mesmo? A declaração de um diretor do Cruzeiro foi clara: ela teria que pousar nua e não ir trabalhar na beira do campo. E quando um juiz ou bandeirinha erra, o que fazemos? Xingamos suas mães!

Futebol é um esporte machista ou ele é só mais um elemento que compõe este comportamento presente em todos os âmbitos de nosso cotidiano? 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Futebol pelo Mundo – São Thomé das Letras



Foram três dias intensos de heavy metal em Varginha. Festival Roça’n Roll, acontecendo na fazenda Estrela.

De lá íamos esticar nossa viagem até São Thomé das Letras, fazer umas trilhas, ver umas cachoeiras, tomar umas cachaças.

Tudo começou com o fim do último dia de evento do festival. Desmontamos acampamento, colocamos as mochilas nas costas e rumamos para pegar o ônibus que nos levaria até a cidade.

Uma caminhada até a rodoviária, um lanche e uma dormida das 3h30 da madrugada até as 6h da manhã, já que o ônibus que ia para Três Corações sairia meia hora depois. Parada na cidade que o Pelé nasceu e pegamos outro ônibus até São Thomé.

Chegamos na cidade por volta das 9h da manhã, encontramos o camping, montamos acampamento e demos uma boa descansada.

Depois do descanso, o mercado. Compramos os suprimentos e na volta para o camping, um carro de som anunciava: “É hoje, às 14h, o jogo entre o São Thomé Esporte Clube e Sociedade Esportiva Juventus de São Bento Abade, no Arizão. Prestigiem!”

Na mesma hora, Gustavo e eu nos olhamos e dissemos: “vamos ver esse jogo”.

Vista do lado interno do Arizão
Almoçamos, pegamos a máquina fotográfica e lá fomos nós para o Arizão.

Chegamos às 14h em ponto. E tudo muito vazio, muito tranquilo. Começaram a chegar os primeiros torcedores e descobrimos, que na verdade, o jogo seria às 15h. Resolvemos que iríamos tomar uma cerveja.

Nesse ínterim surge o torcedor-símbolo do São Thomé, o Zé Carlos: já entra embriagado, tumultuando e dizendo que ia tocar o terror no bandeirinha. Também sentou um senhor do nosso lado. Começou a contar história da época em que jogou e também treinou o time da cidade. Que jogavam num campo de pedregulhos, com barranco para todos os lados do campo.

Eis que surge o time da casa. 14h45 e nada do time adversário. Passam-se uns dez minutos e o time de São Bento chega, junto com sua torcida barulhenta. Ficamos sabendo que a viagem atrasou porque o motorista do ônibus, que trouxe o time e a torcida, atropelou um motoqueiro no caminho.

A torcida adversária interrompeu o nosso papo com o senhor, que estava interessante.

14h55 entra o goleiro adversário para se aquecer e junto com ele o trio de arbitragem. Uma enrolação sem fim e a gente a fim de mais uma cerveja.

Ambos os times em campo, saúdam a torcida e mais demora. Por fim, o jogo começa com uns 20 minutos de atraso.

São Thomé Esporte Clube
Grudamos no alambrado e começamos a conversar sobre quem seriam os destaques. Gustavo apostou no camisa 7 do time de São Thomé, dizendo que parecia o líder do time e também pelos passes no aquecimento. Eu apostei no camisa 9, que tinha jeito de fazedor de gol. Do time de São Bento, quem chamou a atenção foi um sósia do Ronaldinho Gaúcho.

Só um parêntese: é incrível que quase em toda pelada que participo ou assisto tem um sósia do R10. Em Alagoas foi assim, por exemplo...

Jogo começa e vai amarrado até o fim do primeiro tempo. A única coisa que salvava era o volante do time de São Thomé: sujeito franzino e com perfil de veterano que não perdia uma bola dividida e antecipava a marcação como poucos que eu vi. Usava a camisa 17.

Mas o jogo continuava tão ruim que o bandeirinha que estava do nosso lado, virou para gente e disse: “esse jogo está ruim demais, parece que os dois times estão com medo de perder”. Assim, sem o mínimo de decoro mesmo. E para seu azar ainda teve que escutar o Zé Carlos dizendo que ia arrancar a orelha dele, arrancar o carrapato que supostamente estaria preso na orelha dele com o dente, para finalizar com “o bandeirinha, não fica triste não”.

Fim do primeiro tempo e um pulo ao mercado para comprar mais uma cerveja.

Começa o segundo tempo mais agitado. O goleiro de São Thomé não segurava uma bola e assustava a torcida. Mas aí que os craques de São Thomé resolveram a partida: primeiro o camisa 7 num bate e rebate na área do Juventus; e o segundo do camisa 9, gol de centroavante, entrando por trás da zaga e fuzilando o goleiro, mesmo depois de um escorregão.

Infelizmente as intempéries climáticas não permitiram que assistíssemos ao jogo até o fim. Uma chuva colossal se aproximava e preocupados com a possibilidade de um dilúvio destruir nossas barracas, voltamos ao camping para montá-las num local mais protegido.

Assim terminou uma das experiências mais engraçadas da minha vida, no que diz respeito ao futebol.

Se o jogo não primou pela qualidade técnica, garantiu diversão através do Zé Carlos e dos torcedores que apelidaram o juiz de “bunda baixa”. Fora a bateria menos animada que eu já vi e os gritos de guerra que a gente usava no primário.

Não é só pelos cinco títulos mundiais com a seleção. Não é só pelo domínio dos clubes brasileiros nos campeonatos continentais. Não é só pelo Pelé, Romário, Ronaldo, Ronaldinho e outros gênios dentro de campo (as vezes não tão gênios fora deles).No fim das contas, é vendo que existe futebol e campeonatos amadores em lugares tão ermos e pequenos como São Thomé e São Bento é que faz sentido a afirmação: “Brasil, a pátria de chuteiras”.

Ficamos devendo a ficha técnica. Nesse caso, nem a internet pode nos salvar.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Futebol pelo Mundo - Alagoas


Sábado, 14 de janeiro de 2012. Pouco mais de meio-dia.

Estava passando férias em Arapiraca, Agreste do estado de Alagoas. Segunda maior cidade do estado, com 220 mil habitantes, é conhecida como a Capital do Fumo, por ser uma das maiores produtoras de tabaco do país. Apesar das grandes empresas beneficiadoras de tabaco tenham saído para a região Sul, ainda é muito comum ver enormes plantações de fumo, pessoas destalando as folhas na porta de suas casas e enormes rolos secando ao sol.

A viagem foi uma das experiências mais bacanas que já tive: 2.500 quilômetros de estradas pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Sergipe, revezando a direção com meu sogro; conhecer e nadar no Rio São Francisco; conhecer as praias mais bonitas do Brasil; e conhecer a maravilhosa família da minha namorada, que me adotou de fato.

Mas o que tudo isso tem a ver com futebol, afinal?

Como publicado em outro post, no início do blog, gosto de ver partidas de futebol quando viajo a outros lugares, nem que seja de várzea. Dessa vez não foi diferente.

Nesse exato dia 14 de janeiro, tive uma experiência fantástica assistindo a partida de abertura da Primeira Divisão do Campeonato Alagoano, ASA X CEO. É engraçado perceber que boa parte dos times alagoanos, tem nomes em forma de siglas: ASA, CEO, CRB, CSA, CSE...

No meu caso: Agremiação Sportiva Arapiraquense X Centro Esportivo Olhodaguense, de Olho d’Água das Flores, do sertão alagoano.

Estávamos acomodados no povoado do Pau D’Arco, pouco mais de 10 quilômetros do centro de Arapiraca. Um clima bastante agradável de cidade do interior, onde quase toda a família de minha namorada, a Sika, reside.

Durante a semana, ficamos especulando de ir ao jogo. Uma prima da Sika se animou e organizou tudo para que pudéssemos ir. Chegando o dia, lá fomos nós esperar o ônibus (que passa de hora em hora), para ir a cidade acompanhar a partida: Sika, Jé (meu cunhado), Alexandra, Bombom e Alice (primas da Sika) e eu.

Chegamos ao centro da cidade e caminhamos por cerca de vinte minutos até o estádio. Era pouco depois das 14h, quando estávamos na bilheteria do Estádio Coaracy da Mata, conhecido como Fumeirão.  O nome é em homenagem ao prefeito da cidade na década de 1950 e também fundador do ASA; o apelido, é justamente pela cidade ser conhecida como grande produtora de fumo.

Vinte reais o ingresso, mas o casadinho saía pelo mesmo preço. No entorno do estádio, aquela esfera que não existe mais em São Paulo: uma série de barracas de ambulantes, vendendo uma variedade de lanches e bebidas.

Antes de entrar, uma revista policial bem truculenta.

E um sol de rachar mamona. Calor dos bravos para um jogo as 15h.

Ao entrar no estádio, uma surpresa. Tudo muito bonito, bem cuidado, gramado em ordem, banheiros limpos. Coisa rara nos estádios, principalmente os de times menores.

O ASA, como todos sabem, ficou conhecido no cenário nacional ao desclassificar o Palmeiras da Copa do Brasil de 2002. Hoje é uma das forças do futebol alagoano, disputando a Série B do Campeonato Brasileiro desde 2010 e foi vice-campeão da Copa do Nordeste em 2013.

Já o CEO era um time recém-promovido a divisão principal do campeonato estadual.

O pessoal ficou meio chateado ao saber que o craque do time, Didira, não iria para o jogo. Antes de o jogo começar, chutei 2 X 0 para o ASA. Fiz minhas apreciações sobre os jogadores que pareciam que jogavam bem:  Jorginho, camisa 8 e Lúcio Maranhão, camisa 9 do ASA e o Luciano, camisa 2 do CEO.

O jogo começou com cara de que ia ser bom: logo nos primeiro minutos Danilo Bahia, que substituía o craque Didira, abriu o placar e fez o primeiro gol do campeonato. A partir daí, o ASA começou a cozinhar o jogo que ficou truncado. O ASA não fazia a bola fluir e não chutava em gol. O CEO jogava fechado, explorando contra-ataque.

A torcida não poupava ninguém: jogadores do ASA e do CEO e principalmente o técnico Leocir Dall’Astra. Xingamentos como Febre do Rato e seus derivados (Filho da Febre de Rato, Filho da Doença da Febre do Rato) eram bastante comum. As provocações mais comuns ao adversário são “volta pra fazenda”, “jogador de sítio” ou “isso aqui é gramado de Série B e não aquele chiqueiro onde vocês jogam”, garantiram nossos momentos de alegria no estádio.

Acabou o primeiro tempo.

Lúcio Maranhão, dando jóinha pra torcida!
No começo do segundo tempo, o que parecia difícil de acontecer – diante a fragilidade do CEO – ocorreu: gol de empate do CEO, marcado por Danilo Souza. Torcida é tudo muito parecido e a pressão no time só aumentou. Contudo, aos 15 minutos da etapa final, Lúcio Maranhão, o excelente camisa 9 do ASA, passou a régua e de cabeça e deu números finais ao placar.

O restante do segundo tempo foi muito bom e bastante corrido. Chances para os dois lados, mas o jogo acabou mesmo 2 X 1 para o ASA.

O que mais me surpreendeu, foi saber que existia um jogador nigeriano no banco de reservas do ASA, chamado Alamir e que entrou no segundo tempo. Foi uma contratação bastante alardeada na cidade, mas o jogador era muito fraco e os torcedores ficaram decepcionados.

No mais, voltei com a impressão de que logo o Jorginho e o Lúcio Maranhão estariam na mira de algum clube grande. Excelente jogadores: um volante bastante participativo e um centroavante bom de bola. Já o lateral-direito Luciano não foi tão bem quanto eu imaginava.

Na volta, paramos num lugar denominado Sandubaria Escritório, onde fazem lanches sensacionais. Em homenagem ao jogo, encarei um glorioso ASA Gigante, uma espécie de X-Tudo reforçado, o qual eu recomendo muito.

FICHA TÉCNICA
ASA 2 x 1 CEO
Árbitro: Charles Hebert Cavalcante
Auxiliares: Pedro Jorge Santos de Araújo e Benílson dos Santos Silva


ASA: Zandoná, Chiquinho Alagoano, André Nunes, Edson Veneno e Vitinha; Cal, Jorginho, Valdívia(Henri) e Danilo Bahia (Marcelo Costa); Lúcio Maranhão e Tiago (Alamir).
Técnico: Leocir Dall’astra

CEO: Humberto, Luciano, Humberto Recife, Ítalo e Júlio Tatu; Miranda, Danilo Souza (Jesiel), Alex (Léo) e Pitolo; Deizinho (Buiu) e Neto Bala.
Técnico: Alisson Dantas

Cartões Amarelos: Jorginho e Alamir(ASA); Ítalo(CEO)
Gols: Danilo Bahia 1min 1T e Lúcio Maranhão 15min 2ºT(ASA) Danilo Souza 5min 2ºT(CEO)

domingo, 18 de novembro de 2012

A Queda

E chega ao fim o suplício da torcida palmeirense. Porém o time não caiu hoje. Não com tantos gols perdidos, falhas banais da zaga, erros de arbitragem, falta de qualidade dos atacantes na hora de finalizar. Caiu em 2002, ou antes ainda, com o fim da co-gestão com a Parmalat, a diretoria não teve capacidade ou quiçá intenção de manter  a qualidade de jogadores que fizeram do Palmeiras o campeão do século XX. 

Com a campanha da série B, o time voltou à elite com a esperança de tempos melhores. Passaram 10 anos do descenso, vieram um campeonato paulista, em 2008, em parceria com a Traffic e neste ano a Copa do Brasil. Também vieram times "bons e baratos", técnicos sem alguma expressão e também o que havia de melhor no mercado e, ainda assim, nada foi suficiente para reverter esta situação.

O Palmeiras tornou-se motivo de piada. O legado deixado por Ademir, Dudu, César, Edmundo, Marcos, Evair, Alex, Rivaldo etc foi aos poucos se esvaindo por vários motivos: a incompetência da diretoria, a violência da torcida, muitos jogadores que não souberam envergar o manto sagrado, não suportando o peso que a camisa alviverde carrega, fazendo do time um celeiro de jogadores genéricos, no nome e na bola.

Surgiram, dentro dessa balbúrdia, os chamados pseudo-ídolos, Valdivia e Kleber, vitoriosos no Paulista-08 e... só. Além disso, Diego Souza e Vágner Love saindo pela porta dos fundos, vítima de uma parte da torcida que acha que na porrada podem resolver alguma coisa. Podem sim, ajudar a afundar o time ainda mais. 

A reformulação, ou melhor, a revolução se faz mais que necessária. É imprescindível. Tem que ser agora. Chega de jogadores medíocres, de repatriar jogadores que já passaram e, principalmente, chega de uma diretoria omissa, desunida e que só pensa em benefício próprio em detrimento do clube.

Que venha a série B, que venha a Libertadores e que venha um Palmeiras de verdade pro ano que vem.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fluminense: o Campeão Brasileiro de 2012


Numa conversa de boteco há uns três meses atrás, os autores desse blog, discutíamos se o Atlético-MG sendo campeão brasileiro de 2012 seria uma chaga para o futebol brasileiro, já que marcaria a redenção do Ronaldinho: a vitória do jogador insolente, que só joga quando tem vontade e faz sempre o que quer.

A divergência foi grande, mas passados três meses o campeão brasileiro deste ano saiu com três rodadas de antecedência: o Fluminense.

A pergunta que fica é: será que o título do Fluminense não seria também uma chaga para o futebol brasileiro?

Digo isso porque o triunfo do tricolor carioca é a redenção do amadorismo que marcam o futebol carioca: falta de estrutura para treinamentos, ingerência do dono do patrocinador no departamento de futebol, uma diretoria/presidência de fachada e uma grande injeção de recursos financeiros que saem do bolso do consumidor que contratam a operadora de plano de saúde e que muitas vezes não torcem pelo time carioca.

A maior folha salarial do Brasil é do time carioca e faz com que seja um excelente time de futebol, sem dúvidas. São R$7,5 milhões de reais por mês, sendo que R$5,5 milhões saem dos cofres da patrocinadora, que paga R$10 por consulta para os médicos cadastrados.

Ninguém nega que o time do Fluminense é muito bom e muito bem montado por Abel Braga. Ninguém nega que a campanha do tricolor carioca foi quase perfeita: apenas 3 derrotas em 35 jogos, incríveis 72,4% de aproveitamento.

Mas enfim.

Os atletas, comissão técnica e torcida merecem todos os cumprimentos pelo título e pela campanha.

Mas esse modelo de gestão merece ser questionado. Se a patrocinadora sair amanhã, o que vai ser do Fluminense?

Enquanto o dono da operadora de saúde brinca de cartola, o clube – enquanto instituição – se enfraquece.

A pergunta que fica é: será que a vitória do Fluminense é bom para o futebol brasileiro?

sábado, 3 de novembro de 2012

Ética no Futebol


Fim de campeonato chegando e a grande discussão do momento está nas mãos da CBF. Discussão essa fruto da mão do artilheiro, puxado pelas mãos do zagueiro, que o juiz não viu mas depois ouviu o que alguém de fora havia visto. Essa tamanha sinestesia é fruto de uma anestésica e letárgica decisão do uso ou não da tecnologia dentro da partida de futebol para a solução de questões polêmicas, como a da semana passada, entre Internacional e Palmeiras. É esse 'pode' ou 'não-pode' que leva a debates intermináveis nas mesas de bar (até baixarem as portas) e que nós convidamos o leitor a participar dizendo o que pensa sobre ética no futebol. 

O conceito de ética, através da História, altera-se tanto pelo tempo como pelo grupo social que o formula. Na Grécia Antiga, Aristóteles, em Ética a Nicômacoassume o papel de um pai preocupado com a educação e a felicidade de seu filho, mas não somente isso, como também a intenção de fazer com que as pessoas reflitam sobre as suas ações e coloque a razão acima das paixões, buscando a felicidade individual e coletiva, pois o ser humano é um ser social e suas práticas devem visar o bem comum.

Já na Roma de Nero, em se tratando de ética política, há conceitos que hoje não se aplicariam mais como éticos, por exemplo, a submissão do Senado e a centralização do poder nas mãos do imperador, ou seja, o tempo pode nos mostrar que o homem busca, ou ao menos tenta, maneiras diferentes de entender e de viver com determinado conceito.

Fazendo um paralelo com o futebol, será que já está na hora da implementação de tecnologias que venham a suprir qualquer tipo de erro ocasionado por uma interpretação errônea por parte da arbitragem? Isto fere a ética? Isto cria uma nova ética?  Até que ponto o chamado fair play não é induzido pela equipe adversária para adquirir uma certa vantagem durante a partida? Talvez tais perguntas ainda levarão um certo tempo a serem respondidas, o fato é que, quando elas surgem, quem fica em segundo plano é o próprio futebol.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

04 de maio de 2006 - Parte 2


Por AMFP e Martins

Quando o Corinthians parecia próximo de marcar outro gol, o River matou o jogo com outro gol, agora de Higuaín que se tornaria o carrasco do Timão, num contra-ataque rápido.

Protestos e vaias começaram a ecoar nas arquibancadas. Nessa hora eu já estava em um momento catártico e confesso que só me lembro de relance o que ocorria em meu redor.

Em outro contra-ataque, o golpe de misericórdia: Higuaín marcou o terceiro gol do River.

A partir disso, o clima no estádio ficou pesadíssimo. Pressenti que algo de ruim parecia próximo e resolvi que iria embora antes do jogo terminar. Ia voltar de transporte público mesmo, não iria esperar o pessoal da organizada. Só queria chegar logo na minha casa, com o coração destruído mais uma vez, por uma das derrotas mais sofridas que vi no estádio.

Em todas as minhas idas ao estádio acompanhar o Corinthians, era a primeira e única vez que saí antes do jogo terminar. Na verdade, não consegui sair...

Lembro que o gol que sacramentava a vitória inconteste do River e a eliminação do Corinthians bateu em mim como um meteoro. Do gol adversário, lembro apenas do som de desgosto da torcida. Nesse momento, por mais estranho que possa parecer, entrei em algum tipo de estado de choque, que deve ter contribuído para a alteração já citada de minhas lembranças desse dia.

Quando estava me dirigindo ao portal principal, fui interceptado por uma horda de corinthianos vindos das arquibancadas amarelas e verdes. Num piscar de olhos, me vi no meio da multidão, um monstro sem rosto e coração como diria Mano Brown. Comecei a ser espremido e empurrado: não pensei duas vezes! Como sou macaco velho de estádio, comecei a empurrar, xingar...fui tomado por aquela ira coletiva que pairava no Pacaembu aquela noite.

Depois de contidos por uma dúzia de PM’s, a multidão se dispersou. Eu, entre eles.

Da indesejável reação do gol argentino até ser chamado à realidade por meu amigo, no momento da dispersão da torcida subindo as arquibancadas, não consigo lembrar de nada.

Quando retomei consciência de si, rumei para o portão principal, cabisbaixo. E dores, muitas dores: pela derrota sofrida e pelos empurrões e borrachadas entre a multitudão.

Por onde saí do estádio, não sei. Como era acostumado nos jogos de quarta-feira em que íamos eu e Bro’z, por morarmos perto ele me deixava em casa. Mesmo forçando, não consigo lembrar do caminho ou algo do tipo, se conversamos no trajeto. O que sei é que amanheci em casa. Triste. Foi a primeira derrota realmente sentida que acompanhei no estádio. As outras, contando a Copa do Brasil do ano anterior, superei como se fossem acidentes normais de percurso. Essa não...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

04 de maio de 2006 - Parte 1*


Por AFMP e Martins

Mais um dia de aula da minha graduação na PUC. O tradicional migué na aula de quarta seria necessário, já que o Corinthians 2h15 após o início da aula jogaria no Pacaembú pela Libertadores da América em busca do título até então inédito.

E lá vou eu mais uma vez assistir o Corinthians in loco. As 21h45 começaria mais uma das fatídicas partidas do meu time na Libertadores da América.

Sempre gostei de chegar cedo ao estádio. Ficava sempre junto das organizadas, na arquibancada amarela. Cheguei na praça Charles Miller com o busão da Estopim da Fiel, umas duas horas antes do início da partida, não me lembro bem. Entramos no estádio sem muitos problemas e nos acomodamos nos assentos de sempre.

O adversário? River Plate, da Argentina.

Assim como o tradicional migué na aula, naqueles tempos eu tradicionalmente deixava para comprar o ingresso na última hora junto com um camarada, o apelidado Bro’z, confiando na sorte e nos cambistas. Quando pegamos os ingressos, ao preço de R$ 80, os dois, percebi uma coisa estranha: os ingressos eram diferentes...

A escalação que ficaria marcada pelo fracasso? Silvio Luiz, Coelho (Eduardo Ratinho), Marcos Vinícius, Betão e Rubens Júnior; Marcelo Mattos, Xavier (Roger Chinelinho) Ricardinho e Carlos Alberto (Rafael Moura); Tevez e Nilmar. O técnico a época, o coroa metrossexual Ademar Braga.

Dada a diferença visual nos ingressos, deixei o camarada passar primeiro na catraca, já que se o ingresso dele não funcionasse, voltaríamos para tirar satisfação com o cambista. Quando ele colocou o ingresso na catraca, nenhum problema. Resultado? Provavelmente o meu que estaria “zoado”. Quando fui passar, escutei em alto em bom som, à revelia do barulho do estádio, o “estrondo” característico da catraca quando o ingresso é falso. O “catraqueiro” prontamente disse: “O ingresso é falso. Pode ‘sair fora’”.

Perdi aula, gastei quase o triplo comprando o ingresso e não consigo entrar no estádio. Como último arroubo de insistência, fui na última catraca do lado direito, completamente contrário a que tinha ido. Escutei o mesmo som. O “catraqueiro” deste lado, por sua vez, pegou meu ingresso na catraca e disse, dando uma rasgadinha no ingresso: “Pula aí...”. Pulei.

Se eu disser que me lembro de tudo que aconteceu naquela noite, estarei mentindo para vocês. Do que me lembro do jogo em si, foi que o jogo começou nervoso com muitas faltas e muitos passes errados para os dois lados. Lembro-me que o Corinthians tinha muito volume de jogo, mas não finalizava.

Primeiro tempo quase indo embora. 0 x 0.

O Corinthians perdera o jogo de ida em Buenos Aires por 3x2 e uma vitória simples nos colocaria nas quartas-de-final. E com moral: afinal passaríamos pelo grande River Plate!

Aquela agonia pelo gol que não saía, quando na reta final do primeiro tempo Nilmar desviou uma cobrança de falta com a cabeça e o Pacaembu explodiu em festa.

Acabou o primeiro tempo e todos estavam confiantes. Sair para o intervalo vencendo a partida, sem levar gols era tudo que sonhávamos: o resultado parecia perfeito! No segundo tempo era cozinhar o galo e tentar matar o jogo num contra-ataque.

Mas não foi bem assim.

Logo no começo do primeiro tempo, Gallardo – que voltou com o diabo no corpo para a segunda etapa – cobrou uma falta (ou escanteio, apenas me lembro que foi uma bola cruzada) e Coelho marcou contra.

Para mim, até 15s atrás, imaginava que o gol contra de Coelho tinha sido o terceiro e que tinha colocado fim ao sonho da Liberta. Porém, segundo Martins, o co-autor, e o Google, realmente o gol de Coelho foi apenas o de empate do River. Como explicar então essa memória selecionada que guardei? Provavelmente o fim trágico do jogo assim como o nervosismo no estádio forçou meu cérebro a alterar essa lembrança e tornar ainda mais trágico esse momento...

A alegria virou agonia, nervosismo. Ainda mais quando o River se retrancou.

*Como o post ficou extenso, os autores optaram por dividir o texto em duas partes. Próximo capítulo vem na próxima semana.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Medo de Fantasma

"No creo en brujas pero que las hay las hay". Este ditado castelhano, conhecido por muitos, nos mostra que a crença no mundo espiritual é internalizada, ou seja, posso até acreditar em fantasmas mas ninguém ficará sabendo.

Não sei se bruxas, fantasmas, vampiros e demais monstros que habitam nosso imaginário são de fato reais mas existe um que é muito verdadeiro e todo ano assombra àqueles que não fazem o necessário para mantê-lo longe: o fantasma do rebaixamento.

O ano de 2012, considerado ano do fim do mundo, ficará eternamente marcado na memória do torcedor palmeirense. Seja pela redenção causada pela Copa do Brasil que, eventualmente, mascarou os problemas do elenco, seja por esta fase fúnebre pela qual o time passa neste momento, patinando entre seus maus resultados que não permitem sua saída desta areia movediça chamada Z-4.

Alguns dizem que dos remédios mais amargos saem as mais fortes curas, talvez tenha funcionado quando Corinthians e Vasco caíram, revolucionaram suas diretorias e fortaleceram-se novamente. Em 2002, o Palmeiras caiu, a diretoria manteve-se incólume em sua dinastia perene e o resultado mais uma vez pode ser o descenso.

Há tempo para sair desta situação? Sim. Há condições favoráveis para tal? Confesso não saber responder, mas cabe ao torcedor apoiar o time incondicionalmente, seja qual o for o rumo a se percorrer. E muita reza para espantar o fantasma. "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar."

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Torneio Olímpico de Futebol Masculino - Londres 2012


Terminou hoje a primeira fase do torneio olímpico de Futebol masculino.

Algumas barbadas e algumas enormes surpresas e as duas principais foram a eliminação da Espanha e do Uruguai. Ambas vinham fortes e como favoritas a disputa por medalhas, inclusive ao ouro olímpico, mas sucumbiram diante de seleções com menos expressão como Senegal e Honduras.

No geral, o Futebol, História e Futilidades acertou em cheio os classificados dos Grupos B e C: México e Coréia do Sul no primeiro; Brasil e Egito, no segundo. Já nos grupos A e D a bola de cristal falhou, e acertamos apenas um dos classificados: a Grã Bretanha no A; o Japão no D.

As outras seleções classificadas foram as surpresas Senegal no Grupo A, em que sugerimos o Uruguai e Honduras no Grupo D, em que o palpite era a Espanha que foi desclassificada sem marcar nenhum gol nos três jogos disputados.

Nesse sentido, os principais favoritos ao ouro são Brasil e México, nessa ordem. Os times africanos, Egito e Senegal, requerem um olhar especial já que as seleções do continente costumam aprontar nos torneios olímpicos de Futebol, onde a Nigéria e Camarões já levaram o ouro em 1996 e 2000 respectivamente.

Como de costume, os confrontos de quartas-de-final e os palpites:

Japão (1º do D) x Egito (2º do C) – É o duelo mais equilibrado dessa fase. O Japão se mostrou forte ao bater a Espanha na primeira partida da fase de grupos, enquanto o Egito mostrou força e bom futebol, principalmente no segundo tempo na partida contra o Brasil. Palpite: Japão

México (1º do B) x Senegal (2º do A) – Será uma partida do futebol de posse de bola do México, contra o futebol força e incisivo do Senegal. O México confirmou os prognósticos de possuir uma boa equipe, com jogadores de experiência internacional. Enquanto isso, o Senegal surpreendeu no Grupo A e promete aprontar na fase eliminatórias. Palpite: Senegal

Brasil (1º do C) x Honduras (2º do D) – O Brasil confirmou-se como a melhor campanha da primeira fase do torneio com três jogos e três vitórias, além de ter tido um ataque bastante positivo, com nove gols. Honduras surpreendeu a Espanha, em que venceu por 1x0 e vem empolgada pelo bom desempenho. Palpite: Brasil

Grã Bretanha (1º do A) x Coréia do Sul (2º do B) – Apesar da surra que levou do Brasil, a Grã Bretanha mostrou a força em jogar em casa e bateu o favorito Uruguai. Já a Coréia do Sul vem demonstrando evolução na prática do futebol e vem se consolidando como uma das boas seleções asiáticas. Acredito numa partida difícil, com vitória da seleção da casa. Palpite: Grã Bretanha

Após as partidas das quartas-de-final, que ocorrerão neste sábado, dia 04/08, voltaremos comentando as partidas e falando dos confrontos semi-finais.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Campeonato Brasileiro 2012 - 13ª rodada


Ponderações e destaques sobre a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro 2012:

O primeiro apontamento é sobre a vitória de1x0 do Botafogo sobre o Figueirense, a primeira vitória do time carioca após a estréia do craque holandês Clarence Seedorf. O jogo em si foi bastante morno e o time do Rio de Janeiro jogou para o gasto e venceu o time catarinense pelo placar mínimo no Engenhão. O time de Santa Catarina vem decepcionando esse ano e é forte candidato ao descenso, já que nos últimos torneios teve bons times e revelou bons jogadores.

Já nos jogos de domingo, o São Paulo amenizou a crise ao bater o Flamengo por 4x1. Destaque para a volta do goleiro Rogério Ceni, fazendo sua primeira partida oficial no ano, e também para a boa partida do contestado Luís Fabiano, autor de 2 gols. Por outro lado, a vitória do time paulista afundou ainda mais o rubronegro carioca na crise e ratificou o péssimo momento vivido pelo time do Rio de Janeiro, mesmo com a troca de comando técnico com a chegada de Dorival Junior.

A ponderação da hora: foi uma boa para o técnico Dorival Junior ter aceitado o convite do Flamengo, no momento de crise mais aguda desde o título de 2009?

Também no domingo tivemos outra derrota do Palmeiras, por 2x1 contra o Cruzeiro no Independência. Muito provavelmente tenha sido a melhor atuação do time mineiro no ano, mas mesmo assim o resultado foi bastante contestado pelo time paulista, que foi prejudicado pela arbitragem de Fabrício Neves: o pênalti que originou o primeiro gol cruzeirense foi na verdade uma falta fora da área. O resultado colocou o time alviverde na zona de rebaixamento e acendeu o sinal amarelo no Parque Antártica.

Outro destaque foi a boa vitória da Portuguesa sobre o Naútico por 3x1, de virada. A Lusa fez uma boa partida e teve força para buscar o resultado, mesmo tendo levado o primeiro gol. O resultado foi fundamental para o time paulista sair da zona de rebaixamento e ter algum respiro até a próxima rodada. Destaque para as boas mexidas de Geninho, que mudaram a cara do time da Portuguesa e foi importante para a reação lusitana.

No mais, os líderes do campeonato apenas empataram em 0x0 – o Atlético-MG contra o Fluminense e o Vasco contra o Internacional – e ratificaram suas posições na tabela do certame: Atlético-MG em primeiro e o Vasco em segundo.

Resultados da 13ª rodada:

Internacional 0 x 0 Vasco da Gama – Beira Rio

Coritiba 2 x 1 Grêmio – Couto Pereira

Botafogo 1 x 0 Figueirense – Engenhão

Fluminense 0 x 0 Atlético-MG – Engenhão

São Paulo 4 x 1 Flamengo – Morumbi

Sport 0 x 0 Atlético-GO – Ilha do Retiro

Bahia 0 x 0 Corinthians – Pituaçu

Santos 2 x 1 Ponte Preta – Vila Belmiro

Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras – Independência

Portuguesa 3 x 1 Naútico – Canindé




sexta-feira, 27 de julho de 2012

Brasileirão 2012 - 12ª Rodada


Post por Sousa e Martins

Noite repleta de gols e surpresas em mais uma rodada do gigantesco Brasileirão 2012.

Em 7 jogos tivemos 21 gols, alguns desses verdadeiros golaços, como o de Paulinho na vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro por 2x0 no Pacaembu e de Rafael Tolói na derrota do São Paulo para o lanterna Atlético-GO por 4x3 em Goiânia; vale lembrar que o Dragão fizera 4x1 no primeiro tempo. Se o problema do São Paulo não é de técnico, nem de jogador, vocês acham que é de quem? Da diretoria? É o fim do absolutismo de JJ?

Vários testes para cardíacos, como diz nosso querido Galvão, não é mesmo?

Além desses jogos, tivemos o Grêmio ganhando de 1x0 do Fluminense – o único invicto do campeonato até então – na gélida Porto Alegre, com gol de Kleber, que fora expulso. A Ponte Preta empatou com o Sport em Campinas por 1x1. O Internacional do técnico Fernandão bateu o esquálido Figueirense pelo placar mínimo, saído dos pés de Dagoberto. O Coxa reagiu pra cima do Naútico, nos Aflitos, com 4x3 e o Vasco assumiu momentaneamente a liderança ao vencer o clássico com o Botafogo por 1x0, gol do artilheiro Alecsandro. Seedorf pé frio?

Nos jogos de quinta-feira tivemos o Bahia ganhando do atual campeão da Copa do Brasil, o Palmeiras, por 2x0 com gols do contestado Souza na Arena Barueria. No Independência, o Atlético-MG manteve a boa campanha ao vencer o desfalcado Santos por 2x0, mantendo assim a liderança do torneio e a boa fase sob comando do técnico Cuca. Por fim, na estréia de Dorival Junior o Flamengo ficou apenas no empate em 0x0, em jogo morno com a Portuguesa.

Destaques da rodada: os mais de 30 mil presentes no jogo do Corinthians, em plena quarta-feira no Pacaembu, no horário mais ingrato do mundo: 21h50 (provavelmente faremos um post contestando esse horário mais que absurdo, para quem vai ao jogo de transporte público); a perda da invencibilidade do Fluminense; os dois placares de 4x3 no Aflitos e no Serra Dourada; a derrota do Palmeiras, em plena Arena Barueri para o Bahia; a consolidação de Bernard como o melhor jogador do campeonato após 12 rodadas.

Os resultados da 12ª rodada:

Ponte Preta 1 x 1 Sport – Moisés Lucarelli

Figueirense 0 x 1 Internacional – Orlando Scarpelli

Vasco da Gama 1 x 0 Botafogo – Engenhão

Náutico 3 x 4 Coritiba – Aflitos

Corinthians 2 x 0 Cruzeiro – Pacaembu

Grêmio 1 x 0 Fluminense – Olímpico

Atlético-GO 4 x 3 São Paulo – Serra Dourada

Flamengo 0 x 0 Portuguesa – Engenhão

Palmeiras 0 x 2 Bahia – Barueri

Atlético-MG 2 x 0 Santos – Independência.