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terça-feira, 13 de maio de 2014

A mulher e o impedimento



Olá, pessoal que acompanha nosso blog. A vida acadêmica nos impede de escrever mais frequentemente e, também, o futebol se mostra cada vez mais chato que fica difícil até de arrumar um assunto legal pra escrever.

Além da falta de qualidade do espetáculo, o que se vê é banana atirada em campo, vaso sanitário atirado na rua, preconceito, racismo, machismo e intolerância atirados aos quatro ventos. Onde isso vai parar? Daqui a pouco mudaremos o nosso blog para Futebol, História e Bestialidades, porque do jeito que está não dá.

Domingo passado tivemos o caso da auxiliar de arbitragem Fernanda Colombo, no jogo Cruzeiro x Atlético Mineiro, em que ela cometeu um erro marcando um impedimento não existente do jogador cruzeirense Allison. Bandeirinhas erram, juízes erram. Mas, no caso de Fernanda, ela paga um preço maior por ser mulher.

As mesas redondas e especialistas em futebol dizem que sua pouca idade e experiência em jogos importantes foram cruciais em suas atuações no campo, mas será que é só isso mesmo? A declaração de um diretor do Cruzeiro foi clara: ela teria que pousar nua e não ir trabalhar na beira do campo. E quando um juiz ou bandeirinha erra, o que fazemos? Xingamos suas mães!

Futebol é um esporte machista ou ele é só mais um elemento que compõe este comportamento presente em todos os âmbitos de nosso cotidiano? 

quinta-feira, 20 de março de 2014

O Futebol e a Cidade

Em ano de Copa do Mundo no Brasil, cada vez mais se fala da paixão do brasileiro sobre o esporte bretão. E você sabe quando este sentimento começou? Falaremos um pouco dele hoje no nosso blog.

A maioria das pessoas sabe que o futebol foi trazido ao Brasil por Charles Miller no final do século XIX, numa partida entre funcionários da São Paulo Railway e da Companhia de Gás, no bairro do Brás, em São Paulo.

Logo a elite paulistana se interessou pelo novo esporte e alguns espaços para a prática do futebol foram surgindo, como a Chácara Dulley, o Velódromo da Dona Veridiana e o Parque Antarctica - onde houve a primeira partida oficial em 1902. Quem não era pertencente a esta classe ficava resignada à Várzea do Carmo - daí surge a expressão "Futebol de Várzea", que usamos até hoje, ligada diretamente ao futebol amador.


A virada do século XIX para o XX também ficou marcada por várias transformações na cidade de São Paulo, uma delas é essa busca por espaços de lazer e entretenimento. Além disso, neste período começam a surgir algumas indústrias que levariam a cidade, juntamente com o café, a um novo patamar de desenvolvimento.

Pensando nesta questão e nas relações entre a indústria que surgia e a demanda por locais de lazer, este blogueiro e também historiador procurou trazer à tona a história do [click no link] Parque Antarcticano seu TCC defendido há poucos diascontando um pouco das relações de urbanização que São Paulo viveu desde então. Neste trabalho podemos ver como o Parque e depois Estádio Palestra Italia contribui para o entendimento de questões sociais, culturais e urbanísticas da nossa cidade. Leia, deixe seu comentário e até a próxima!


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dica de Leitura #9 - Como Viver em São Paulo sem Carro

A dica de leitura de hoje é para quem se depara todo dia com o trânsito caótico e a perda de tempo nos congestionamentos de São Paulo. O problema do trânsito remete ao tempo em que as políticas públicas priorizaram o uso do automóvel, em detrimento de um transporte coletivo que contemplasse a população, ou seja, o carro virou obrigação e não uma opção para as pessoas, já que existe toda aquela mística e glamour sobre o possante de quatro rodas, como o sonho de ter o primeiro carro e assim por diante.

Mas hoje este sonho é um pesadelo e sair às ruas com o carro é cada vez mais complicado, trabalhoso e estressante, seja pela dificuldade de locomoção ou até mesmo para encontrar um lugar para estacionar, haja paciência! Em contrapartida, parece ser a única solução de quem quer fugir de um transporte público precário, com milhares de pessoas aglomeradas em ônibus, trens e metrô com lotações máximas e problemas diários, além de tarifas não condizentes com a qualidade do serviço que prestam.









Será possível, então, viver em São Paulo sem carro? A resposta está no livro de mesmo nome, de Leão Serva e Alexandre Lafer Frankel, em sua segunda edição, com o depoimento de 15 pessoas, como a jornalista Maria Tereza Cruz, a atriz Natália Rodrigues, o médico Paulo Saldiva, entre outros,  que dão dicas de como aproveitar melhor a cidade e seus caminhos, seja de transporte público, bicicleta ou a pé mesmo.

Sabemos que a cidade necessita muito de melhorias em relação a esta questão, mas esse tipo de leitura nos faz refletir se nosso comportamento pode ser mudado para contribuir com este panorama. Procure a página do livro no Facebook, faça o download gratuito do guia e boa leitura!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Contra o Machismo

À medida em que o tempo passa, a sociedade altera seus modos e costumes comportamentais, de maneira que só percebemos isto na longa duração da História. Poucos de nós vimos os homens de antigamente levantarem levemente seus chapéus ao cumprimentarem alguém na rua, por exemplo. Podemos ter visto a evolução tecnológica do video-cassete para o dvd e depois blu-ray. Mas, infelizmente, algumas coisas não mudam.

A intolerância, o preconceito, a falta de respeito, parecem inerentes à condição humana. Esta semana, uma aluna da USP foi atacada no banheiro da Escola Politécnica. O triste caso ganhou notoriedade da mídia, contudo, quantos são os casos em que isso não acontece e o agressor escapa impunemente? A agressão, chegando às vias de fato ou não, talvez possa entendida como uma falsa superioridade que o homem tem pela mulher, o que sabemos que é uma construção ideológica histórica sem fundamento algum.

Um exemplo agressivo deste comportamento são as cantadas às quais as mulheres são submetidas todos os dias, tratadas como uma mercadoria, algo palpável e de fácil aquisição. A leitora do blog, Julia Sellanes, postou em seu perfil numa rede social o depoimento que aqui trazemos na íntegra:

"Vai virar quase um desabafo, mas pelo menos não será gratuito. E sinto, ficou mais longo do que imaginava.
Essa semana tive uma experiência absurdamente desagradável. Mas que me ensinou algo relevante: como o machismo é tão enraizado em nossa sociedade, e perpetuado fortemente pelo próprio sexo feminino. Que ( sem brincadeira) desconhece o que é Machismo.
Conto o caso: Estava eu andando até o banco, em plena avenida movimentada, horário de almoço. Na direção contrária vem vindo dois homens, e um deles, ao passar por mim resolve "mexer" comigo, incluindo uma tentativa física de " tirar um casquinha", enquanto ele passava por mim. Fiquei chocada, como que não acredita que está acontecendo, só com a reação de se afastar o mais rapidamente e correr.

(Você pode falar "Ah Julia, mas isso acontece toda hora". E eu concordo. Acontece toda hora. E por acontecer toda hora e ser algo "pequeno" para muitos, digo que o machismo está mais enraizado ainda.)

Tal foi minha surpresa que, contando para algumas colegas, recebi a seguinte resposta " Julia, isso não é machismo. Isso é desrespeito. Esse cara é um maníaco". E isso, senhoras e senhores, me deixou quase mais chocada do que o ato em si.

Como assim isso não é machismo?? É óbvio que é um desrespeito para com minha humanidade. Mas é também machismo!! Vamos tentar pensar com a cabeça daquele indivíduo, que se sentiu no direito de se aproveitar de mim naquele momento. O que esta pessoa pensa que uma mulher é? Para ele, somos como carne, como um objeto. Eu não tenho vontade própria. Não existe o mínimo achismo de imaginar que talvez eu não quisesse ser abordada por um estranho, me dizendo o que ele está afim de fazer comigo. Não existe o mínimo. Sou um cachorro vira-lata, uma lixeira, uma mulher. Existo para alguns fins específicos, dentre eles, ficar quieta e " agradecer" por ser elogiada por um estranho na rua. É óbvio que isso é machismo. Existe um sentimento de superioridade em relação a minha pessoa. Afinal "sempre ouvimos essas coisas. E sempre vamos ouvir".

Quer saber quando a coisa é "machismo" ou "sexismo"? Simplesmente troque os papéis da ação. Acha possível uma mulher INTIMIDAR um homem em plena rua movimentada? Óbvio, que existem os casos...mas é regra? É regra mulher bater em homem, dentro de casa, sem o mesmo poder se defender? É regra uma mulher estuprar um homem? É regra um homem estar andando sozinho na rua com medo de ser violentado de algum jeito por uma mulher? Não é regra, não é mesmo? Todo o contrário é muito mais possível, não? Isso é sexismo. Isso é machismo. São violências específicas, quase como uma tradição de violência, para com um ser que...bem...ninguém quer saber o que ela acha do seu "princesa", " gatinha" ou " ô la em casa", não é mesmo? Isso é sentimento de superioridade de um sexo em relação ao outro. Isso é machismo.

" Mas Julia ! Se não posso chamar a garota de gatinha na rua, como vou chegar nela?Como posso conhecê-la...afim de rolar uma linda história de amor???" . Já tentou um simples " bom dia" ? Que tal mostrar pra ela que ela é um ser humano, e não uma picanha?

Chamar o indivíduo que me abordou de " maníaco" é muito fácil. É tirar todo o teor de machismo que existe dentro dele. Ele não era um maníaco, um bêbado, cheio de crack. Tava na cara que ele saiu de algum serviço para almoçar. Era um cara normal. Pq é daí que sai o machismo! De caras absolutamente normais, pais de família. Ele não era uma maníaco. Simplesmente um cara acostumado a tratar mulher como carne. O machismo é normal. É regra. Estamos acostumadas. A tal ponto, que nem vemos o machismo, o sentimento de superioridade. Ou você não conhece nenhum homem que no mínimo um " ô lá em casa! " já não gritou para uma garota? Isso é tradição da violência. Isso é machismo."

O Futebol, História e Futilidades é totalmente contra qualquer tipo de desrespeito. 

Machismo aqui é bola fora!!! 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Andrés Sanches: O Bom, o Mau e o Feio


















Andrés Sanches pode ser enquadrado como sendo ao mesmo tempo os três personagens do clássico filme de Sergio Leone, "O Bom, o Mau e o Feio". Visto como "o Bom" por considerável parte da torcida do Corinthians; como "o Mau" por considerável parte dos torcedores adversários e, last but not least, "o Feio", tanto por sua figura do ponto de vista estético quanto por sua atuação em recentes casos, como o do "Clube dos 13", "CBF" e, mais recentemente, na reunião com Romário e Chilavert sobre o futebol sulamericano.

O Bom

Como já adiantado, Andrés é tido por considerável parte da torcida corinthiana como um grande, alguma parte o considera o maior, presidente do Corinthians. Além do "sonho da casa própria" realizado, Andrés de fato ajustou as contas do clube, agregou um novo significado e magnitude à marca Corinthians, foi responsável pela concretização dos planos de um CT moderno, o que os rivais já possuíam há boas décadas, enfim, uma série de realizações.
Ainda que muitos adeptos, e muitos adversários, consigam perceber que Andrés não é um personagem dos faroestes, maniqueísta, sua figura em muitas discussões toma forma de Deus pelos partidários e de Diabo pelos opositores. Em qualquer dos lados, o que ocorre é um pré conceito na avaliação de sua atuação como dirigente.

O Mau

Em estatísticas não oficiais, quer dizer, no puro achismo, 9 entre 10 torcedores rivais não "vão com a cara" de Andrés Sanches. Parte dessa "birra" pode se dever ao fato do status que o presidente corinthiano alçou o time de Parque São Jorge. Outra parte dessa visão dos torcedores dos demais clubes pode ser também uma reação ao modo como o ex presidente é tratado pelos torcedores alvinegros e pelo modo mais informal com que Andrés exerceu a presidência. Não me lembro de caso parecido com algum presidente de qualquer clube do mundo com aquele jogo em que Andrés assistiu junto da torcida, na arquibancada, lugar avesso ao conforto das tribunas ao qual estamos todos acostumados a ver os presidentes. Afora todo o exposto, Andrés sempre "brigou" pelos interesses do Corinthians. Quando saliento isso, quero explicitar o fato de que se a gestão encontrava algum entrave aos seus interesses gerado por algum clube, Andrés simplesmente optou pelo Corinthians em vez das soluções políticas. Caso exemplar foi o de não mais jogar alugando o estádio do Morumbi.

O Feio

Recentemente diversas reuniões "em prol do futebol como um todo" têm sido feitas. O movimento de jogadores "Bom Senso FC" em relação ao calendário vêm de uma tendência que, bem ou mal, podemos tomar como ponto a dissolução do "Clube dos 13". O monopólio do repasse dos direitos de transmissão exercido pelo "Clube dos 13" mostrava-se, no mínimo, improdutivo do ponto de vista econômico, já que as cifras no primeiro contrato negociado individualmente cresceram para todos os clubes.
A atuação de Andrés pós Corinthians, na CBF, se mostrou bastante conturbada em relação ao caso Mano Meneses. A aparente estreita relação com Ricardo Teixeira também deixava Andrés aos olhos da opinião pública como mais um vilão do futebol, já que Teixeira e sua atuação como presidente têm sido questionada há um bom tempo do ponto de vista ético. A mudança de presidente da instituição e a demissão de Mano, o técnico de Andrés, colocou anches em uma posição insustentável. A demissão era o único caminho.
O vulto de Andrés voltou a se manifestar no começo de setembro. Uma reunião para discutir o futebol sulamericano, criticado desde os tempos à frente do Corinthians, foi realizada no Parque São Jorge com as presenças mais repercutidas do deputado Romário, notabilizado no cargo com processos relativos à CBF, e Chilavert e Maradona. Os rumos ou os porquês da reunião ainda permanecem nas versões oficiais, que não cabem ser discutidas aqui graças às matérias presentes nos maiores sites de comunicação que podem facilmente ser acessadas. Porém, apenas pela presença de Andrés na reunião já foram ouvidos burburinhos em relação a esses rumos e porquês...


O objetivo deste post, autoral em seu conteúdo, não é de forma alguma encerrar ou "dar números finais à partida", mas sim oferecer um panorama do que posso perceber nessa questão. Creio que nos dois extremos das opiniões esse post não representará grande coisa. Porém, para aqueles que se colocam em posição de pensar sobre o futebol de forma mais "científica" esse post pode trazer argumentos e certa bagagem para continuarmos essa discussão que ainda está bem longe de terminar.

(Post publicado simultaneamente em http://ehtudohistoria.blogspot.com.br/)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Jogando Contra a Homofobia - O Beijo da Discórdia

Por Sousa e Martins

A história do futebol possui capítulos muito tristes em relação ao preconceito. No final do século XIX, quando o futebol foi trazido ao Brasil por Charles Müller, e os negros não podiam participar das partidas, em função da condição de escravizado recém-abolida e da sua condição de marginalizado. Nem a possibilidade de ver os jogos lhes era dada. Ainda nos dias de hoje vemos muitos jogadores sendo hostilizados em função de sua cor, inclusive na "democracia racial" chamada Brasil.

Nesse sentido, percebemos que o futebol, por estar inserido em nossa sociedade, acaba reproduzindo os padrões normativos preconceituosos do cotidiano. Incluindo o excluído quando é de seu interesse, e excluindo ainda mais o excluído quando lhe convém.

Crescemos ouvindo que o futebol é uma paixão que move milhões de pessoas por todo o mundo. Agora, leia essa frase novamente e responda: se o futebol move milhões, você acha realmente que todas essas pessoas são heterossexuais?

Humanos, demasiado humanos...

Sim, o futebol é um esporte praticado por seres humanos. Incrível como nos esquecemos disso, né? Ainda mais quando o foco é o time pelo qual torcemos. Emerson Sheik, jogador do Corinthians, é a polêmica da semana, pelo "selinho" dado em um amigo num restaurante em São Paulo, no último domingo. Assim foi com Ronny e Leandro Amaro, durante um treino no Palmeiras em março deste ano e diversos outros casos.

Não estamos aqui discutindo a opção sexual de A ou B. Mas um comportamento que foge os "padrões" heterossexuais estabelecidos é tratado como uma anormalidade que muitas vezes esbarra - quando não cai - na homofobia.

Também não estamos atacando torcedores de time A ou B. Alguns integrantes de organizadas do próprio Corinthians falaram tantas asneiras, que chegou a dar dó da tamanha ignorância e pequenez intelectual. São esse tipo de gente que hostiliza homossexuais na rua, que hostiliza sua namorada no estádio e que ainda fazem um mal sem tamanho ao clube a que torcem, a partir do momento que se sentem no direito de pedir a expulsão do jogador que marcou dois gols e teve a melhor atuação da final do torneio mais cobiçado pelos torcedores do clube: a Libertadores da América.

O problema é que já perdemos outras ótimas oportunidades para debater seriamente esse tema: quando Jorge Lafond -a eterna Vera Verão - declarou ter um caso com um jogador da Seleção Brasileira, ou o ódio/desprezo demonstrado pela torcida sãopaulina com o Richarlyson, ou no próprio caso do Ronaldo e os travestis.

Mas não! Preferimos contribuir com a propagação da normatividade homofóbica, machista e preconceituosa através de piadas de gosto duvidoso e que ridicularizam homossexuais, mulheres e outras minorias. As torcidas preferem apenas rivalizar, utilizando de apelidos jocosos para atingir os rivais, ao invés de engrandecer o próprio time. E digo mais: as organizadas que tanto batem na tecla de que não são uma corja de bandidos, que desenvolvem projetos sociais em suas sedes preferem é fomentar ainda mais a homofobia do que enfrentar um problema da sociedade de frente.

A imprensa também cumpre seu papel, quando trata o assunto como polêmica. Assistindo o Jogo Aberto, por exemplo, ambos os apresentadores trataram o tema como se fosse algo de outro planeta. Trataram de jogar mais combustível na fogueira deixando de lado, por exemplo, um assunto extremamente grave como o espancamento de um flamenguista por parte de uma torcida organizada do São Paulo, como se fosse algo menos relevante.

Pois é: uma demonstração de amor e afeto choca mais as pessoas do que a selvageria!

Estamos nos tornando fundamentalistas extremamente perigosos. Afinal, além de considerarmos os rivais inimigos, transformamos os homossexuais em um inimigo também!

"Os homens se parecem mais com sua época do que com seus pais" disse Marc Bloch, parafraseando um provérbio árabe. Acho que na maioria das vezes, somos piores como seres sociais do que nossos pais o foram.

Enfim, a intenção aqui não é tornar Emerson Sheik um heroi, um mártir, mas sim servir de alerta para pensarmos e refletirmos sobre as atitudes e julgamentos que a sociedade vem fazendo. É preciso pensar se o próximo passo para a homofobia e as outras formas de preconceito não transformarão o homem em um ser humanofóbico, em que valores como amor, carinho e respeito sejam jogados para escanteio ou deixados no banco de reservas.