domingo, 16 de setembro de 2012

Palmeiras - Sobrou pro matemático Oswald de Souza


13 rodadas pro fim do campeonato e já estamos fazendo contas. Não há quem imaginasse que o time campeão da Copa do Brasil lutaria contra o rebaixamente e chegaria ao ponto que chegou hoje. Não vou discutir as circunstâncias da derrota de hoje. O Palmeiras perdeu para a situação psicológica que vive.

Não vimos esse campeonato passar. Em plena euforia nos demos conta dessa situação. Talvez tarde demais para mudar alguma coisa. Fato é que essa situação evidencia que a falta de planejamento dentro de um clube de futebol gera problemas gravíssimos e nos trouxe a esse ponto lamentável. Os palmeirenses mais realistas afirmavam, logo após o título da Copa do Brasil, que deveríamos ter cuidado, o bom momento poderia esconder os problemas do nosso time desestruturado. Dito e feito.

Em 25 jogos temos 5 vitórias. Campanha de campeão, só que não. E nos resta somente torcer contra a desgraça, torcer para que existam forças ocultas a nosso favor, porque enquanto tivermos esse elenco de medrosos e essa diretoria incompetente, nada vai mudar. E antes que eu me esqueça, parabéns ao Felipão que tirou leite de pedra. Entra na categoria de incompetentes também porque cometeu erros que não podia cometer, mas ser campeão de qualquer coisa com esse time sem vergonha é milagre.

Entram em cena os matemáticos. 13 rodadas para fazer - segundo dizem os especialistas - pelo menos 22 pontos. Nem preciso dar voz à minha opinião, cabe a cada um dizer o que pensa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Medo de Fantasma

"No creo en brujas pero que las hay las hay". Este ditado castelhano, conhecido por muitos, nos mostra que a crença no mundo espiritual é internalizada, ou seja, posso até acreditar em fantasmas mas ninguém ficará sabendo.

Não sei se bruxas, fantasmas, vampiros e demais monstros que habitam nosso imaginário são de fato reais mas existe um que é muito verdadeiro e todo ano assombra àqueles que não fazem o necessário para mantê-lo longe: o fantasma do rebaixamento.

O ano de 2012, considerado ano do fim do mundo, ficará eternamente marcado na memória do torcedor palmeirense. Seja pela redenção causada pela Copa do Brasil que, eventualmente, mascarou os problemas do elenco, seja por esta fase fúnebre pela qual o time passa neste momento, patinando entre seus maus resultados que não permitem sua saída desta areia movediça chamada Z-4.

Alguns dizem que dos remédios mais amargos saem as mais fortes curas, talvez tenha funcionado quando Corinthians e Vasco caíram, revolucionaram suas diretorias e fortaleceram-se novamente. Em 2002, o Palmeiras caiu, a diretoria manteve-se incólume em sua dinastia perene e o resultado mais uma vez pode ser o descenso.

Há tempo para sair desta situação? Sim. Há condições favoráveis para tal? Confesso não saber responder, mas cabe ao torcedor apoiar o time incondicionalmente, seja qual o for o rumo a se percorrer. E muita reza para espantar o fantasma. "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar."

sábado, 8 de setembro de 2012

O amor não tem distância


Hoje trazemos um prisma diferente do futebol. Acreditamos realmente que a torcida pode influenciar no resultado do jogo, seja incentivando ou até mesmo vaiando e criticando. Tivemos o exemplo de Palmeiras x Sport essa semana, com vídeos motivadores, ingressos mais baratos por parte da diretoria, para incentivar o time alviverde na luta para sair da zona de descenso. O resultado foi positivo com mais de 30 mil pagantes no Pacaembu e o Palmeiras vencendo o jogo por 3x1.

Mas e quem mora longe do seu time de coração e não pode acompanhar os jogos ao vivo no estádio? Para ilustrar essa ligação entre o time e a torcida um depoimento de uma torcedora do Vasco, leitora do nosso blog, Mariana Rezende:

"Quando se ama o futebol não há barreiras para o torcedor, mas é certo que a distância tira um pouco o brilho do momento caloroso e único que é estar em um estádio.

Nasci em uma cidade do interior do Goiás, e isso nunca me impediu de torcer pelo Clube de Regatas Vasco da Gama. A paixão me foi passada de família, pela minha avó, torcedora fanática desde 1945.

Mesmo o futebol goiano não sendo muito forte, minha cidade, apesar de ser pequena, tem um time, a Jataiense, chamada de raposa do sudoeste goiano, que fazia a alegria da arquibancada nos clássicos goianos, e que já teve Borges (atualmente atacante do Cruzeiro) no time, e que hoje, infelizmente, está passando por um mau momento.


Não é que eu não goste ou não apoie os times goianos, eu gosto sim, eu torço sim, espero que eles se recuperem da má fase atual, e espero frequentar mais vezes os estádios goianos, mas minha paixão pelo Vasco foi algo muito natural, e que me inspirou a amar esse esporte ainda mais.

Tive a oportunidade de assistir jogos do Vasco em Goiânia, contra o Goiás (quando ainda fazia parte da série A) e mais recentemente contra o Atlético-GO. Hoje faço faculdade em Minas Gerais, e toda oportunidade que tenho de assistir aos jogos do Cruzeiro ou Galo contra o meu time (ou não) eu vou.


Esse ano na primeira rodada do Brasileirão, no jogo: Cruzeiro x Atlético-GO, em Minas Gerais, senti o que era estar no meio da torcida organizada, junto com a Máfia Azul. Foi algo extraordinário. Não existe nada tão forte quanto o futebol para unir tantas pessoas em um só coro, um só grito, e uma só paixão, como esse esporte.

É verdade que não sei o que é um jogo em casa, com a minha torcida, e estar na torcida adversária, fora de casa nunca é fácil, tem que ter sangue frio para aguentar a pressão, mas isso não me faz acompanhar ou torcer menos pelo Vasco do que um carioca, pelo contrário. Acho importante ir ao estádio, torcer, apoiar, vibrar junto com o time, mas essa paixão, essa alegria, tem que ser pelo time que realmente gostamos, e não pelo que moramos mais perto do estádio.

O meu grito de gol não é diferente do grito de um carioca, minhas lágrimas não são menos verdadeiras do que a de um carioca, e minha satisfação em vestir a camisa cruzmaltina não é menor que a de um carioca. Torcedor é torcedor. Independente do Estado onde mora e do time que ama".

sábado, 1 de setembro de 2012

Torcer é viver?

Talvez a maior característica de um torcedor seja transferir suas expectativas para o time pelo qual ele torce, ou seja, se vence ele se sente o melhor ser humano do mundo, se perde, sua auto-estima decresce de maneira muito considerável.

E sempre tem aquele discurso pronto na derrota: "ah! mas não era eu que tava em campo" ou "eles ganham milhões, treinam todos os dias e fazem isso???" Porém basta ganhar um jogo e alguns lançam suas "metralhadoras de "chupas" para todo o lado, com brincadeiras, provocações, algumas às vezes podendo ultrapassar algum limite.

É a atitude certa de um torcedor? Mover-se cega e unicamente pela paixão e esquecer da própria vida? Não é querer fugir dos problemas que fazem parte da vida simplesmente escondendo-se atrás de uma camisa de um time de futebol?

Nem sempre as coisas acontecem do jeito que queremos, mas enfrentar os percalços de alguma maneira ajuda no amadurecimento e o esporte torna-se algo mais prazeroso, ainda que haja derrotas, mas deixa de ser a válvula de escape que mascara alguma situação pessoal.

A vida é para ser vivida e o futebol faz parte dela. Faz parte, não é ela. E criar expectativas que dependem da realização de outras pessoas para nos satisfazer não é o melhor caminho. Torça pelo seu time, viva a sua vida e seja feliz.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Futebol Na TV é Mais Emoção. Será?



Olá amigos. Certa vez, assistindo a uma palestra na faculdade da renomada professora Marilena Chauí sobre a influência da mídia no cotidiano uma pergunta dela me intrigou e hoje, anos depois, ainda não encontrei uma resposta a esta indagação.

Ela perguntou a todos da plateia algo do tipo, por que precisamos de um narrador em um jogo de futebol na TV, se o que ele diz está diante de nossos olhos na tela? De fato, a professora tem razão mas, se o narrador não tem tanta importância na partida, o que dizer então dos comentaristas? Me parece até ser este o caminho natural de grande parte dos ex-jogadores: tornar-se técnico ou comentarista. Ou os dois, casos de Falcão e Júnior, por exemplo.

Mas o bom desempenho nos campos é garantia de sucesso ao microfone? Quem se lembra do “Pelé calado é um poeta” de Romário? Agora ele resolveu esculachar Mano Menezes via twitter pela campanha em Londres. Baixinho polêmico, no campo e na cabine de transmissão, tal qual Neto, o Craque e agora também Muller, que parece querer seguir a mesma linha de raciocínio que busca notoriedade e audiência de forma negativa. Há os que adotam o perfil de bom moço e procuram analisar o óbvio, como Caio Ribeiro e Denílson e os que, se não escondem suas preferências, tentam até demonstrar certa imparcialidade em seus comentários como Casagrande e Edmundo.

Voltando aos narradores, certamente sua importância maior se dá na hora do gol, pois eles são os responsáveis por transmitir somente uma parcela da emoção que é ver um gol ao vivo no estádio, no calor da torcida. E, quando são aqueles jogos terríveis de se ver, eles precisam prender a atenção do telespectador de alguma forma, por isso, na minha opinião, ninguém faz isso hoje melhor que Milton Leite. Que fase que ele está, hein!

Ouvir o jogo pelo radinho de pilha é uma tradição que passa de pai para filho, como a herança em torcer para o mesmo time, na maioria das vezes. E para o locutor este trabalho de narrar o jogo me parece ser ainda mais difícil pelo dinamismo que é e por mexer com a imaginação de quem está do outro lado com o ouvido colado ligado no jogo.

De qualquer forma, pelo amor dos seus filhinhos, não seja um corpo estendido no chão, acompanhe o seu time de coração, seja no rádio, na TV ou na Internet pois, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo! Que beleza!!!

sábado, 18 de agosto de 2012

A Crise Econômica e o Futebol


As crises econômicas são inevitáveis ao sistema capitalista, disse Karl Marx.

O mundo vem assistindo a uma grande crise econômica durante os últimos cinco anos. Tudo começou com a quebra do Lehman Brothers, tradicional banco de investimentos norte-americano, que desencadeou uma série de quebras de outras instituições financeiras. A crise não se restringiu apenas ao sistema econômico dos Estados Unidos: o efeito sistêmico ocorrido atingiu todo o mercado financeiro mundial e em poucas semanas começou a atingir a Europa e o primeiro “sintoma” foi à estatização de um dos maiores bancos islandeses.

Os países europeus – principalmente os da Zona do Euro – criaram pacotes na tentativa de evitar o colapso de seus sistemas financeiros. No entanto, nenhuma política econômica foi eficiente e em 2011 a crise se instalou de vez na Europa, pois faltou justamente uma melhor gestão política da União Européia em gerir os endividamentos públicos de países como Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e em maior gravidade na Grécia.

O resultado disso foi fuga de capital, falta de crédito, aumento de desemprego, queda do PIB e a possibilidade de uma recessão econômica de escala mundial.

E o que isso tem haver com Futebol?

O post originou-se de uma indagação do comentarista esportivo da ESPN Paulo Vinícius Coelho, o PVC, que diante da negociação do jovem zagueiro Marquinhos do Corinthians para o Roma questionava se valeria a pena para um jogador de futebol trocar o Brasil para ir para um país afundado na (talvez) maior crise econômica de todos os tempos.

O argumento do garoto é que no Corinthians ele é a quinta opção e tem poucas chances de jogar, ao contrário do time italiano que só possui dois zagueiros – Burdisso e Leandro Castán – e suas chances de atuar são maiores.

No entanto, ele atuará em uma liga que não é mais tão forte como já fora um dia, em uma equipe tradicional, mas que, entretanto não tem muitas pretensões para a temporada. O Roma também vive uma época de vacas magras, de elenco enxuto e sem muito dinheiro para grandes investimentos. É o reflexo da crise do sistema capitalista no futebol profissional.

Na verdade, a maioria dos times europeus vive num período de pouco dinheiro em caixa. Até os poderosos e gastões espanhóis Barcelona e Real Madrid apertaram os cintos, mesmo levando em conta os quase 40 milhões de euros pagos pelo meia Modric, pelo time madrileno: uma temporada de poucas contratações, perante a gastação desenfreada de outrora.

Tirando exceções como o PSG, que contam com investimentos vindos do Oriente Médio e/ou dos magnatas russos, os times europeus tem procurado uma política de contratação moderada.

É engraçado perceber que nos dias atuais, as jovens promessas preferem ir para ligas menos importantes ou times que não disputam títulos no exterior para poder jogar. Nas décadas de 1980 e 1990, as jovens promessas eram emprestadas aos times do interior para jogar e adquirir experiência. Voltavam amadurecidos e logo viravam titulares, como o caso do Viola e do Casagrande que jogaram no São José e no Caldense respectivamente, assim que viraram profissionais.

Hoje o Marquinhos vai ganhar experiência no Roma. E os times europeus vêm atrás de jogadores com 18 anos, reservas nos times brasileiros, para reforçarem seus elencos.

Parece contra-senso...

Eu se fosse jogador e tivesse 18 anos, preferiria ficar no Brasil. Os salários são bons – equiparados aos da Europa – sendo o custo de vida relativamente baixo, perto das principais cidades européias. A estrutura de boa parte dos clubes brasileiros, sobretudo os de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são tão boas (ou melhores) que da maioria dos clubes europeus.

Se quisesse ter chance de atuar, pediria para ser emprestado para algum time de menor expressão, que dispute a Série B do Brasileiro. Atuaria por esse clube por uma ou duas temporadas, ganharia experiência e amadureceria disputando um campeonato complicado e voltaria para brigar por posição no meu time formador. Iria para Europa apenas se fosse para atuar num grande clube, com condições de ganhar a Champions League.

Entre ter oportunidade de jogar num grande clube Brasileiro como o Corinthians ou ir atuar na quinta ou sexta força do Calcio, é melhor ficar no Brasil e ter chances de ser campeão brasileiro ou sulamericano.

Infelizmente hoje os jogadores são alienados e fazem aquilo que seu staff quer. Não tem opinião própria, a compram de seus empresários e vão se esconder na Rússia ou na Ucrânia. Largam a possibilidade de jogar nos maiores clubes do Brasil para disputar posição em times médios da Europa, enquanto muitos fazem o caminho inverso.

A crise não é só financeira. É de personalidade...

sábado, 11 de agosto de 2012

Comunicado aos amig@s leitores...

Leitores amig@s do Futebol, História e Futilidades,

Vocês devem ter reparado que o blog anda meio parado essas últimas semanas. Isso ocorre porque apesar do blog ter completado poucos meses de vida, estamos pensando numa reformulação.

Achamos que os posts estão comentando demais os campeonatos: o blog está comentarista de futebol demais e História e Futilidades do futebol de menos, ou seja, vinha perdendo sua essência e o propósito ao qual foi criado.

A partir de agora, os campeonatos não serão mais comentados rodada a rodada, fase a fase. Faremos um comentário antes do início dos torneios, falando um pouco de sua Hstória, de curiosidades, de perspectivas e prognósticos. Ao final dos torneios, procuraremos fazer uma narrativa histórica do que ocorreu durante o campeonato, curiosidades, estatísticas e atenção especial ao time campeão.

No mais, retomaremos posts que narrem nossas aventuras em estádios, curiosidades sobre o esporte bretão, dicas de leitura, filmes e músicas, outros tipos de futebol que existem por aí, história dos clubes tradicionais do Brasil e do Mundo, entre outras temáticas que apareçam.

Agradecemos a compreensão e esperamos que continuem acessando o Futebol, História e Futilidades.