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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Esquisitão 2015



Quem tem por volta dos 30 anos tem em sua memória o campeonato paulista como um dos mais disputados, fortes e emocionantes de se acompanhar.
Mesmo com a supremacia dos quatro grandes em número de conquistas, as disputas eram mais acirradas, os jogadores mais talentosos e os estádios mais cheios. Até os nomes dos atletas eram mais engraçados.

O objetivo principal era o futebol, pelo menos era essa a visão - ou ilusão - quando criança, e não apenas o lucro, fazendo do esporte pura especulação, como hoje vemos pela atitude de diversos dirigentes, empresários e dos meios de comunicação, principalmente a TV.
Nos últimos anos vemos times de aluguel, baixa qualidade técnica e aumento exorbitante dos ingressos com o surgimentos das novas arenas. Se o futebol é o esporte do povo, que povo é este que consegue pagar 80 reais num ingresso?

Dizem que os tempos mudam e a modernidade um preço. Neste caso, paga-se o distanciamento de grande parte da torcida que não pode arcar com tais gastos. É a gourmetização do futebol.

Além disso, alguém consegue entender este regulamento? O time que luta para avançar às quartas de finais perde e é rebaixado. Time com um único jogador no banco de reservas. Os primeiros colocados com a falsa vantagem de se jogar em casa podem ser eliminados logo de cara porque o jogo não é de mata-mata. É só mata. E mata o torcedor de raiva, de desgosto e ilusão. Porque o futebol, este sim, já morreu há tempos.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Futebol pelo Mundo - Alagoas


Sábado, 14 de janeiro de 2012. Pouco mais de meio-dia.

Estava passando férias em Arapiraca, Agreste do estado de Alagoas. Segunda maior cidade do estado, com 220 mil habitantes, é conhecida como a Capital do Fumo, por ser uma das maiores produtoras de tabaco do país. Apesar das grandes empresas beneficiadoras de tabaco tenham saído para a região Sul, ainda é muito comum ver enormes plantações de fumo, pessoas destalando as folhas na porta de suas casas e enormes rolos secando ao sol.

A viagem foi uma das experiências mais bacanas que já tive: 2.500 quilômetros de estradas pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Sergipe, revezando a direção com meu sogro; conhecer e nadar no Rio São Francisco; conhecer as praias mais bonitas do Brasil; e conhecer a maravilhosa família da minha namorada, que me adotou de fato.

Mas o que tudo isso tem a ver com futebol, afinal?

Como publicado em outro post, no início do blog, gosto de ver partidas de futebol quando viajo a outros lugares, nem que seja de várzea. Dessa vez não foi diferente.

Nesse exato dia 14 de janeiro, tive uma experiência fantástica assistindo a partida de abertura da Primeira Divisão do Campeonato Alagoano, ASA X CEO. É engraçado perceber que boa parte dos times alagoanos, tem nomes em forma de siglas: ASA, CEO, CRB, CSA, CSE...

No meu caso: Agremiação Sportiva Arapiraquense X Centro Esportivo Olhodaguense, de Olho d’Água das Flores, do sertão alagoano.

Estávamos acomodados no povoado do Pau D’Arco, pouco mais de 10 quilômetros do centro de Arapiraca. Um clima bastante agradável de cidade do interior, onde quase toda a família de minha namorada, a Sika, reside.

Durante a semana, ficamos especulando de ir ao jogo. Uma prima da Sika se animou e organizou tudo para que pudéssemos ir. Chegando o dia, lá fomos nós esperar o ônibus (que passa de hora em hora), para ir a cidade acompanhar a partida: Sika, Jé (meu cunhado), Alexandra, Bombom e Alice (primas da Sika) e eu.

Chegamos ao centro da cidade e caminhamos por cerca de vinte minutos até o estádio. Era pouco depois das 14h, quando estávamos na bilheteria do Estádio Coaracy da Mata, conhecido como Fumeirão.  O nome é em homenagem ao prefeito da cidade na década de 1950 e também fundador do ASA; o apelido, é justamente pela cidade ser conhecida como grande produtora de fumo.

Vinte reais o ingresso, mas o casadinho saía pelo mesmo preço. No entorno do estádio, aquela esfera que não existe mais em São Paulo: uma série de barracas de ambulantes, vendendo uma variedade de lanches e bebidas.

Antes de entrar, uma revista policial bem truculenta.

E um sol de rachar mamona. Calor dos bravos para um jogo as 15h.

Ao entrar no estádio, uma surpresa. Tudo muito bonito, bem cuidado, gramado em ordem, banheiros limpos. Coisa rara nos estádios, principalmente os de times menores.

O ASA, como todos sabem, ficou conhecido no cenário nacional ao desclassificar o Palmeiras da Copa do Brasil de 2002. Hoje é uma das forças do futebol alagoano, disputando a Série B do Campeonato Brasileiro desde 2010 e foi vice-campeão da Copa do Nordeste em 2013.

Já o CEO era um time recém-promovido a divisão principal do campeonato estadual.

O pessoal ficou meio chateado ao saber que o craque do time, Didira, não iria para o jogo. Antes de o jogo começar, chutei 2 X 0 para o ASA. Fiz minhas apreciações sobre os jogadores que pareciam que jogavam bem:  Jorginho, camisa 8 e Lúcio Maranhão, camisa 9 do ASA e o Luciano, camisa 2 do CEO.

O jogo começou com cara de que ia ser bom: logo nos primeiro minutos Danilo Bahia, que substituía o craque Didira, abriu o placar e fez o primeiro gol do campeonato. A partir daí, o ASA começou a cozinhar o jogo que ficou truncado. O ASA não fazia a bola fluir e não chutava em gol. O CEO jogava fechado, explorando contra-ataque.

A torcida não poupava ninguém: jogadores do ASA e do CEO e principalmente o técnico Leocir Dall’Astra. Xingamentos como Febre do Rato e seus derivados (Filho da Febre de Rato, Filho da Doença da Febre do Rato) eram bastante comum. As provocações mais comuns ao adversário são “volta pra fazenda”, “jogador de sítio” ou “isso aqui é gramado de Série B e não aquele chiqueiro onde vocês jogam”, garantiram nossos momentos de alegria no estádio.

Acabou o primeiro tempo.

Lúcio Maranhão, dando jóinha pra torcida!
No começo do segundo tempo, o que parecia difícil de acontecer – diante a fragilidade do CEO – ocorreu: gol de empate do CEO, marcado por Danilo Souza. Torcida é tudo muito parecido e a pressão no time só aumentou. Contudo, aos 15 minutos da etapa final, Lúcio Maranhão, o excelente camisa 9 do ASA, passou a régua e de cabeça e deu números finais ao placar.

O restante do segundo tempo foi muito bom e bastante corrido. Chances para os dois lados, mas o jogo acabou mesmo 2 X 1 para o ASA.

O que mais me surpreendeu, foi saber que existia um jogador nigeriano no banco de reservas do ASA, chamado Alamir e que entrou no segundo tempo. Foi uma contratação bastante alardeada na cidade, mas o jogador era muito fraco e os torcedores ficaram decepcionados.

No mais, voltei com a impressão de que logo o Jorginho e o Lúcio Maranhão estariam na mira de algum clube grande. Excelente jogadores: um volante bastante participativo e um centroavante bom de bola. Já o lateral-direito Luciano não foi tão bem quanto eu imaginava.

Na volta, paramos num lugar denominado Sandubaria Escritório, onde fazem lanches sensacionais. Em homenagem ao jogo, encarei um glorioso ASA Gigante, uma espécie de X-Tudo reforçado, o qual eu recomendo muito.

FICHA TÉCNICA
ASA 2 x 1 CEO
Árbitro: Charles Hebert Cavalcante
Auxiliares: Pedro Jorge Santos de Araújo e Benílson dos Santos Silva


ASA: Zandoná, Chiquinho Alagoano, André Nunes, Edson Veneno e Vitinha; Cal, Jorginho, Valdívia(Henri) e Danilo Bahia (Marcelo Costa); Lúcio Maranhão e Tiago (Alamir).
Técnico: Leocir Dall’astra

CEO: Humberto, Luciano, Humberto Recife, Ítalo e Júlio Tatu; Miranda, Danilo Souza (Jesiel), Alex (Léo) e Pitolo; Deizinho (Buiu) e Neto Bala.
Técnico: Alisson Dantas

Cartões Amarelos: Jorginho e Alamir(ASA); Ítalo(CEO)
Gols: Danilo Bahia 1min 1T e Lúcio Maranhão 15min 2ºT(ASA) Danilo Souza 5min 2ºT(CEO)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Campeões Estaduais - 2012

Você sabe quem são os Campeões espalhados pelo Brasil? Veja aqui, já temos 17 definições até o momento. Vamos aguardar o Campeonato Brasileiro que começa no dia 19 de maio, logo mais um post especial sobre o assunto. Parabéns aos Campeões!!!

Alagoas
Campeão: CRB - CRB 0 x 0 ASA
Artilheiro: Lucio Maranhão (ASA) 21 gols

Bahia
Campeão: Bahia - Bahia 3 x 3 Vitória
Artilheiro: Neto Baiano (Vitória) 27 gols

Ceará
Campeão: Ceará - Ceará 1 x 1 Fortaleza
Artilheiro: Felipe Azevedo (Ceará) 16 gols

Espírito Santo
Campeão: Aracruz - Aracruz 4 x 1 Conilon
Artilheiro: Paulinho Pimentel (Conilon) 18 gols  


Goiás
Campeão: Goiás - Goiás 1 x 1 Atlético-GO
Artilheiro: Patric (Vila Nova) 17 gols
 
Mato Grosso
Campeão: Luverdense - Luverdense (3) 0 x 1 (0) Cuiabá
Artilheiro: Valdir Papel (Luverdense) 12 gols

Mato Grosso do Sul
Campeão: Águia Negra - Águia Negra 0 x 0 Naviraiense
Artilheiro: Tardelli (Sete de Setembro) 12 gols

Minas Gerais
Campeão: Atlético-MG - Atlético-MG 3 x0 América-MG
Artilheiro: Wellington Paulista (Cruzeiro) 11 gols


Pará
Campeão: Cametá - Remo 2 x x Cametá
Artilheiro: Rafael Paty (Cametá) 12 gols

Paraíba
Campeão: Campinense - Campinense 4 x 0 Sousa
Artilheiro: Warley (Campinense) 21 gols

Paraná
Campeão: Coritiba - Coritiba (5) 0 x 0 (4) Atlético-PR
Artilheiro: Baiano (Operário) 13 gols

Pernambuco
Campeão: Santa Cruz - Sport 2 x 3 Santa Cruz
Artilheiro: Dênis Marques (Santa Cruz) 15 gols

Rio de Janeiro
Campeão: Fluminense - Fluminense 1 x 0 Botafogo
Artilheiro: Alecssandro (Vasco) e Somália (Boavista) 12 gols

Rio Grande do Norte
Campeão: América-RN - ABC 0 x 2 América-RN
Artilheiro: Zé Paulo (Santa Cruz-RN) 10 gols 


Rio Grande do Sul
Campeão: Internacional - Internacional 2 x 1 Caxias
Artilheiro: Leandro Damião (Internacional) 11 gols

Santa Catarina
Campeão: Avaí - Avaí 2 x 1 Figueirense
Artilheiro: Rafael Costa (Metropolitano) 14 gols

São Paulo
Campeão: Santos - Santos 4 x 2 Guarani
Artilheiro: Neymar (Santos ) 20 gols