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terça-feira, 16 de junho de 2015

Dezesseis anos depois

Há 16 anos atrás, eu era um garoto de 16 anos que morava longe de São Paulo, cidade que foi o palco daquela final de Libertadores, na noite de 16 de junho. A possibilidade da conquista de um título inédito do meu time era a maior motivação que eu podia ter até então. E, como a maioria das glórias alcançadas, só poderia vir com aquela carga de sofrimento que só os deuses são capazes de enviar.

E o Palmeiras no ardor da partida, tendo perdido a primeira partida por 1x0 para o Deportivo Cali na Colômbia, no saudoso Stadium Palestra Italia, fez 1x0 com Evair, tomou o empate e conseguiu, com Oséas, levar a partida para os pênaltis.

Dali em diante fica difícil lembrar com exatidão dos detalhes da partida. É a hora em que a noção de tempo e espaço se esvai, a realidade perde a forma, o universo inteiro se resume a uma coisa chamada disputa de pênaltis. No gol palmeirense todas as apostas na santidade de Marcos. Marcos era 12. O dia 16. Do outro lado o colombiano Zapata encarregado da última cobrança. Ele partiu para a bola e chutou. Marcos de um lado. Bola pra outro. Pra fora. Pra gritar. Pra morrer e reviver em uma questão de segundo. Pra ser Campeão da Libertadores. Pra 16 anos depois voltar a ser apenas um garoto de 16 anos, num dia 16.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

O dia em que dei um título para o Palmeiras

Dia 12 de Junho de 1993. Uma data histórica para todos os torcedores palmeirenses. Mais do que um simples dia dos namorados, esse dia se eternizaria por quebrar um jejum de 17 anos da equipe alviverde frente ao seu maior rival Corinthians, um 4x0 de um dos jogos mais eletrizantes entre os dois times, um clássico de tirar o fôlego de milhões de pessoas em todo o país.

Ontem comemorou-se 20 anos deste feito homérico. E esta epopéia palestrina foi contada de maneira brilhante representada na figura daquele que foi uns dos maiores centroavantes que o Palmeiras teve, cuja camisa número 9 era o símbolo de um guerreiro, de um artilheiro, de um matador, de um Evair. E ele mesmo nos conta nessa obra como foi a sua chegada ao Palmeiras, todos os percalços pelos quais teve que passar (e superar) para ser o grande representante da conquista de 1993.

Se, no campo, Evair contava com Zinho e Edmundo para arrasar as defesas adversárias, aqui ele forma outra parceria de imenso sucesso e talento, com o jornalista Mauro Beting e o historiador Fernando Galuppo, que nos fazem reviver toda a atmosfera daquela galáxia composta pelo próprio Evair e as demais estrelas palmeirenses.

À esta altura você deve estar se perguntando o que o título do post tem a ver com tudo isso. É muito simples e também muito louco. A poucos meses antes do lançamento da obra, Evair, lançou nas redes sociais que alguém sugerisse o nome do título do livro. O escolhido foi: Fim do Jejum, Início da Lenda.  E o autor foi este humilde blogueiro que vos escreve agora. A emoção foi muito grande e com certeza será eterna, como é a minha admiração por esses três palmeirenses (Evair, Beting e Galuppo). O primeiro fez história, os outros dois a contaram com extrema maestria e eu procurei resumir o sentimento de uma vida em uma frase pois, naquele 12 de junho, uma lenda nasceu.


SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS
1993 - Fim do Jejum, Início da Lenda
Evair Aparecido Paulino, Mauro Beting e Fernando Razzo Galuppo
BB Editora
178 páginas
2013

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)" x Estatísticas no futebol

Assim como as críticas de filme começam praticamente todas com um "cabeçalho", começarei nesse modelo por aqui também:


"O Homem que Mudou o Jogo", título original "Moneyball", é um filme estadunidense de 2011, estrelado por Brad Pitt, no papel de Billy Beane, gerente do  Oakland A's na temporada de 2002. Beane tem que montar um time competitivo, à revelia de um orçamento que chega a ser 1/3 do das grandes equipes da liga.
Muito bem, a história é essa. Mas qual esporte é o dos A's? Beisebol.
A pergunta de 1 milhão de dólares então seria: E o que um filme que fala sobre beisebol faz num blog dedicado a "História, Futebol e Futilidades"? A resposta se resume a uma palavra: Estatísticas.
As estatísticas são utilizadas na hora de selecionar os jogadores para o time levando em conta estritamente a sua função e posição no campo de jogo. Não entendo lhufas de beisebol, mas a ideia é bem interessante: um jogador que tem em sua função apenas rebater a bola, precisa saber lançar ou receber? A resposta, segundo Peter Brand (Jonah Hill), o coadjuvante do filme, é não. Um rebatedor que tem bom aproveitamento em rebatidas que resultam em pontos é um jogador a ser contratado; por eventualmente não conseguir grande desempenho em lançamentos ou algo do tipo, esse jogador então seria barato, já que o pensamento até então seria o de que os jogadores a contratar seriam aqueles mais "completos".
Após muita resistência e percalços, com essa filosofia a dupla Beane/Brand consegue 20 vitórias consecutivas, um recorde na liga americana. Ao final da temporada, Beane recebe uma proposta do Boston Red Sox, o que o tornaria o gerente mais bem pago da história. Ele recusa a oferta, permanecendo em Oakland, e dois anos depois, baseando-se nas idéias de Brand e Beane, o Red Sox é campeão.

Para além da qualidade fílmica (fotografia, roteiro, atores e etc), o filme traz uma questão bastante interessante que talvez possa ser extrapolada ao futebol, por exemplo. Todos querem ter Messi, Cristiano Ronaldo e Iniesta em seus times, porém, ter esse tipo de jogador é muito caro. A saída então para os times com menos recursos poderia ser encontrada na análise das características dos jogadores de forma absolutamente racional? Para mim, sim.
Quais as qualidades do volante Ralf, do Corinthians? Desarme e marcação. Qual função ele desempenha em campo? Primeiro volante, que requer "desarme e marcação". Assim como Pierre, ex-Palmeiras, atual Atlético-MG, Ralf não possui boas habilidades de passe ou drible; porém, se observarmos sua função em campo, essas qualidades não são requeridas, do mesmo modo que Iniesta não precisar saber dar botes ou Cristiano Ronaldo tirar bolas de cabeça em sua área. Por mais que pareça algo óbvio, nem sempre essa observação é feita, o que resulta em contratações desastrosas, como por exemplo, Daniel Carvalho pelo Palmeiras. Daniel não é péssimo em nada, apenas no peso. Como um meia que tem a responsabilidade de organizar o jogo e puxar o time pode não ser ágil?

Assim como no filme, apenas estatísticas não bastam nas horas de decisão. Por outro lado, apenas o individual também não. O conceito de equipe coesa, com funções e obrigações bem definidas é colocado no filme como sendo a chave do sucesso do A's. Se observarmos a Inter de Milão 09/10 com Mourinho, o Brasil 94/02 e o Corinthians 11/12, o conceito de equipe está bem claro. Nessas equipes, quando muito existiam 2 craques que desequilibravam as partidas: Sneijder e Etoo; Bebeto e Romário; Ronaldo e Rivaldo; Emerson e Paulinho. O resto do time ficava longe de ser constituído de craques. Em alguns casos encontramos até jogadores que fora daquele contexto, não seriam nem titulares.

Supertimes dão certo? Sem dúvidas. Os "galácticos" do Real Madrid (01 - 07, 09 - ), provam isso. Contudo, não parece que será possível contratar um Zidane, Ronaldo, Figo e Beckham por 200 milhões de euros em um contexto em que a UEFA vem com o "Fair Play financeiro". Não obstante, dirigentes vivem reclamando que não dá para montar uma equipe competitiva para a disputa do campeonato brasileiro sendo que a receita de seu time é em alguns casos 20% da dos times de ponta. Como resolver?

Além de acessar o futhistfut.blogspot.com, acho que os dirigentes deveriam assistir ao "Moneyball" acompanhados de leituras sobre "Periodização Tática", também já comentada no citado blog...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fluminense: o Campeão Brasileiro de 2012


Numa conversa de boteco há uns três meses atrás, os autores desse blog, discutíamos se o Atlético-MG sendo campeão brasileiro de 2012 seria uma chaga para o futebol brasileiro, já que marcaria a redenção do Ronaldinho: a vitória do jogador insolente, que só joga quando tem vontade e faz sempre o que quer.

A divergência foi grande, mas passados três meses o campeão brasileiro deste ano saiu com três rodadas de antecedência: o Fluminense.

A pergunta que fica é: será que o título do Fluminense não seria também uma chaga para o futebol brasileiro?

Digo isso porque o triunfo do tricolor carioca é a redenção do amadorismo que marcam o futebol carioca: falta de estrutura para treinamentos, ingerência do dono do patrocinador no departamento de futebol, uma diretoria/presidência de fachada e uma grande injeção de recursos financeiros que saem do bolso do consumidor que contratam a operadora de plano de saúde e que muitas vezes não torcem pelo time carioca.

A maior folha salarial do Brasil é do time carioca e faz com que seja um excelente time de futebol, sem dúvidas. São R$7,5 milhões de reais por mês, sendo que R$5,5 milhões saem dos cofres da patrocinadora, que paga R$10 por consulta para os médicos cadastrados.

Ninguém nega que o time do Fluminense é muito bom e muito bem montado por Abel Braga. Ninguém nega que a campanha do tricolor carioca foi quase perfeita: apenas 3 derrotas em 35 jogos, incríveis 72,4% de aproveitamento.

Mas enfim.

Os atletas, comissão técnica e torcida merecem todos os cumprimentos pelo título e pela campanha.

Mas esse modelo de gestão merece ser questionado. Se a patrocinadora sair amanhã, o que vai ser do Fluminense?

Enquanto o dono da operadora de saúde brinca de cartola, o clube – enquanto instituição – se enfraquece.

A pergunta que fica é: será que a vitória do Fluminense é bom para o futebol brasileiro?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O Alviverde Imponente Ressurge - Campeão da Copa do Brasil 2012

Decidimos juntar os posts dos dois autores palestrinos para que nossas emoções se identifiquem ainda mais com uma grande quantidade de torcedores-leitores:

André Alves: Na noite passada já não dormíamos sem pensar sobre o grande jogo. Só de tocar no assunto o coração já descompassava, a ansiedade e o suadouro ressurgiam a nos perturbar. Coração de palestrino sofre. Entramos mais uma vez num duelo de paixão x razão. Nosso time a um jogo de ser campeão e ainda tínhamos medo. Medo que o time não fizesse valer sua vantagem, medo que o time não se encaixe como no primeiro jogo, medo que os jogadores não estejam preparados para jogar uma final.

Aí chega a grande hora, todas as sensações que você sentiu ao longo do dia pioram. E, sinceramente, como é bom! Senti ontem o que não sentia há mais de dez anos. Por duas horas, voltei a ser criança, revivi momentos importantes na minha vida como a final de 1999, revivi a série B e lembrei da festa que fazíamos no Palestra em jogos aparentemente medíocres, relembrei momentos de família acompanhando nosso palestra e agradeci a Deus por ter vivido e sentido isso. Agradeci por ser palmeirense.

Durante o jogo fiz de tudo, roí unha, troquei de lugar, sintomas de apaixonado. Mas a maior parte do tempo fiquei estático, olhando pra TV, quase sem piscar. Mesmo com o gol que nos dava o título esperei ansiosamente o apito final e tinha um único grito preso na garganta: É CAMPEÃO PORRA! E depois disso chorei. Uma lágrima contida, sofrida, assim como esse título.

Parabéns a todo o elenco palmeirense. Em especial, parabéns São Marcos, que merecia levantar aquela taça. Parabéns Assunção por se mostrar tão apaixonado pelo Palmeiras e por ter se dedicado tanto. Parabéns Luan, por sair da adversidade de ser questionado e se impor na base do esforço e da raça. Ontem, dentro de campo,  o Palmeiras foi Palmeiras outra vez..

Somos campeões mais uma vez. Voltamos ao nosso lugar.
Parabéns Palmeiras. Parabéns torcida que canta e vibra."


Diógenes Sousa: O Palmeiras ganhou a Copa do Brasil. Parece notícia antiga, coisa do passado? Não, aconteceu ontem, diante dos olhos de mais de 15 milhões de torcedores espalhados pelo país. Eu sou apenas um deles, só mais um que aguentava calado as brincadeiras dos amigos torcedores rivais, que sofreu com o fatídico 6x0 do próprio Coritiba ano passado e com as infinitas crises internas dentro do time, que parecem uma novela. Enfim, vi muitas coisas boas e ruins, vários craques e diversos pernas-de-pau também que envergaram nosso manto sagrado. Claro que o título pode mascarar alguns problemas, mas por que não ser otimista e acreditar que as coisas podem melhorar? Afinal, a esperança também é verde.

E ainda me perguntam o porquê de torcer para o Palmeiras. Tem gente que acha que time não se escolhe e sim ele que acaba por nos escolher. Bom, se o Palmeiras me escolheu, eu só tenho a agradecer, não pelo título de ontem, pelas conquistas do passado, mas por um motivo muito mais importante e talvez muito difícil de se explicar com palavras. O Palmeiras é o time do meu pai e este, por sua vez, sempre viajou muito pelo Brasil afora, na cabine de um caminhão, para trazer o sustento para dentro de casa, com isso, às vezes, se passavam muitos dias sem que a gente estivesse juntos, até mesmo em datas especiais, aniversário, natal e finais de campeonato das quais o Palmeiras participara.

Então o Palmeiras é muito mais que um time. É o elo que nos une, pai e filho, pois ainda hoje moramos longe um do outro, pelas escolhas do destino. Mas cada vez que o Palmeiras joga, eu me sinto perto dele, como o garoto que ficava ao lado do portão esperando sua carreta apontar na rua de casa. Sim, eu sou palmeirense por causa do meu pai e tenho o maior orgulho em dizer isso, por tudo o que ele me ensinou na vida, inclusive a torcer por estas cores que carrego no peito agora.

Hoje o dia é de comemorar! Nosso Palmeiras venceu! O meu amor eterno! E essa conquista me faz sentir ainda mais perto daquele que mais estimo, o meu pai.







quarta-feira, 16 de maio de 2012

Campeões Estaduais - 2012

Você sabe quem são os Campeões espalhados pelo Brasil? Veja aqui, já temos 17 definições até o momento. Vamos aguardar o Campeonato Brasileiro que começa no dia 19 de maio, logo mais um post especial sobre o assunto. Parabéns aos Campeões!!!

Alagoas
Campeão: CRB - CRB 0 x 0 ASA
Artilheiro: Lucio Maranhão (ASA) 21 gols

Bahia
Campeão: Bahia - Bahia 3 x 3 Vitória
Artilheiro: Neto Baiano (Vitória) 27 gols

Ceará
Campeão: Ceará - Ceará 1 x 1 Fortaleza
Artilheiro: Felipe Azevedo (Ceará) 16 gols

Espírito Santo
Campeão: Aracruz - Aracruz 4 x 1 Conilon
Artilheiro: Paulinho Pimentel (Conilon) 18 gols  


Goiás
Campeão: Goiás - Goiás 1 x 1 Atlético-GO
Artilheiro: Patric (Vila Nova) 17 gols
 
Mato Grosso
Campeão: Luverdense - Luverdense (3) 0 x 1 (0) Cuiabá
Artilheiro: Valdir Papel (Luverdense) 12 gols

Mato Grosso do Sul
Campeão: Águia Negra - Águia Negra 0 x 0 Naviraiense
Artilheiro: Tardelli (Sete de Setembro) 12 gols

Minas Gerais
Campeão: Atlético-MG - Atlético-MG 3 x0 América-MG
Artilheiro: Wellington Paulista (Cruzeiro) 11 gols


Pará
Campeão: Cametá - Remo 2 x x Cametá
Artilheiro: Rafael Paty (Cametá) 12 gols

Paraíba
Campeão: Campinense - Campinense 4 x 0 Sousa
Artilheiro: Warley (Campinense) 21 gols

Paraná
Campeão: Coritiba - Coritiba (5) 0 x 0 (4) Atlético-PR
Artilheiro: Baiano (Operário) 13 gols

Pernambuco
Campeão: Santa Cruz - Sport 2 x 3 Santa Cruz
Artilheiro: Dênis Marques (Santa Cruz) 15 gols

Rio de Janeiro
Campeão: Fluminense - Fluminense 1 x 0 Botafogo
Artilheiro: Alecssandro (Vasco) e Somália (Boavista) 12 gols

Rio Grande do Norte
Campeão: América-RN - ABC 0 x 2 América-RN
Artilheiro: Zé Paulo (Santa Cruz-RN) 10 gols 


Rio Grande do Sul
Campeão: Internacional - Internacional 2 x 1 Caxias
Artilheiro: Leandro Damião (Internacional) 11 gols

Santa Catarina
Campeão: Avaí - Avaí 2 x 1 Figueirense
Artilheiro: Rafael Costa (Metropolitano) 14 gols

São Paulo
Campeão: Santos - Santos 4 x 2 Guarani
Artilheiro: Neymar (Santos ) 20 gols