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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dica de Leitura #10 - Primeiros Passes

O futebol vem sendo, ao longo dos anos, tema de diversas pesquisas acadêmicas, devido sua importância e repercussão, direta ou indireta, na vida de todos nós. Um dos grupos responsáveis por estudar o esporte em vários aspectos é o LUDENS - NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DE PESQUISAS SOBRE FUTEBOL E MODALIDADES LÚDICAS, criado na USP em 2010 e com pesquisadores da UNICAMP, UNIFESP, UNESP, além da Universidade de Bristol, Universidade Lusófona de Lisboa e Universidade do Porto e de instituições como o Museu do Futebol.

Juntamente com a Biblioteca Mário de Andrade, sob organização de Wilson Gambeta, foi lançado nesta semana o livro Primeiros Passes: Documentos para a História do Futebol em São Paulo (1897-1918), inaugurando o selo da biblioteca que permite o acesso ao acervo de obras raras lá existente. 

O livro é dividido em quatro partes, com textos de Hans Nobiling (Primórdios e dados históricos da implantação do futebol em São Paulo), Mario Cardim e Luiz Fonseca (Guia de Football), um resumo histórico do Club Athletico Paulistano e finaliza com Antonio Figueiredo mostrando a história do football em São Paulo.

Através dos fac-símiles existentes no livro, o leitor fica mais próximo dos documentos produzidos entre o final do século XIX e começo do XX, período em que o futebol surge e se consolida como preferência, mostrando dados como ficha técnica dos times e o estatuto da Liga Paulista de Football.

É uma obra que possui uma contribuição ímpar a todos os que se interessam pelo tema, com um caráter enriquecedor pelo acesso a uma documentação que tem muito a nos contar e ajudar a entender as dinâmicas socioculturais através do esporte.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dica de Carnaval em São Paulo

Para você que sempre acompanha nosso blog, pedimos desculpas pelo longo período sem postagens novas, a vida acadêmica é algo que nos consome por completo e nos deixa sem tempo para coisas mais legais, como escrever para todos.

Falaremos hoje de algo muito significativo com a história da cidade de São Paulo, infelizmente, uma história um pouco esquecida pela maioria das pessoas. Trata-se dos rios que compõem a cidade. Ficamos atentos somente ao Tietê, Pinheiros e Tamanduateí porque, além de estarem visíveis, são motivos de preocupação quando vem as chuvas e mostram claramente a ação do homem na transformação da cidade.

Mas existem tantos outros rios, retificados e canalizados, escondidos sob a manta de asfalto que fazem sua história ser esquecida. Um deles é o Rio Saracura, que corre onde hoje é a Avenida Nove de Julho. Para trazer o rio à tona, ou ao menos a sua história, e aproveitando o clima de carnaval que já percorre pela cidade, foi criado o BLOCO FLUVIAL DO PEIXE SECO, que sairá pela avenida cantando sobre o Saracura e mostrando a importância que o rio tem para toda a cidade.

Venha fazer parte desta navegação, vista-se de azul e branco e vamos todos navegar pelas águas do Saracura, com muita alegria e diversão neste carnaval! Até lá!!


sábado, 18 de janeiro de 2014

São Paulo 460 Anos - Andando pela Cidade #4

Lançar um post no blog no sábado à noite combina muito com o passeio que iremos fazer. Trata-se de uma das ruas mais instigantes e com a energia mais efervescente que a cidade de São Paulo possui. Você deve imaginar, estamos falando da Rua Augusta.


De acordo com o Dicionário de Ruas, o nome "Augusta" não indica uma homenagem à alguém conhecida e sim um título de nobreza ou adjetivo, ou seja, no sentido de dizer o quão importante e imponente a rua é, já que o desejo do português Mariano Antonio Vieira,  proprietário da "Chácara do Capão", local onde hoje passa a rua, no final do século XIX, criou ali também o bairro de Bela Cintra e a rua Augusta serviria de acesso do novo bairro à Avenida Paulista, importante local da elite paulistana, como dissemos no post anterior.

A rua tem seu início nas proximidades da Praça Roosevelt, subindo até a Avenida Paulista e depois segue rumo ao bairro dos Jardins. Nos anos 60, torna-se reduto da juventude paulistana e da pluralidade que a cidade representa, agregando valor às mais diversas tribos diferentes, opção nela não falta para quem gosta de se divertir. A variedade gastronômica, as várias baladas e bares fazem da Augusta uma rua em o que importa é o prazer. Aproveite a noite e até a próxima!!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

São Paulo 460 Anos - Andando pela Cidade #3

Continuando nosso passeio pela cidade de São Paulo, daremos uma olhada numa das avenidas mais importantes da cidade e, por que não dizer, do país, a Avenida Paulista. Além de ser um dos centros financeiros de São Paulo é também um dos pontos turísticos mais visitados por conter uma série de locais de cultura e de entretenimento. 

Criada em 1891 pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima, a Avenida Paulista veio do desejo da nova burguesia paulista em ocupar uma região que, além de promover a expansão da cidade, serviria como área residencial distante da movimentada centralidade do período, representada pelos bairros de Campos Elíseos e Higienópolis.

Hoje a Paulista apresenta uma série de locais que, para quem ainda não conhece, é uma boa oportunidade de passeio: Casa das Rosas, Centro Cultural FIESP, Itaú Cultural, Livraria Cultura, MASP, Parque Trianon e muitos outros.

As estações de metrô existentes na avenida tornam o acesso muito mais prático e, nos fins de semana, há vários grupos que promovem passeios gratuitos pela avenida contando toda sua história. Aproveite e até a próxima!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

São Paulo 460 Anos - Andando pela Cidade #2

Nossa visita hoje fica por conta da Biblioteca Mário de Andrade, essencial para quem quer aprender sobre a história da cidade de São Paulo. Fundada em 1925 na Rua 7 de Abril com o nome de Biblioteca Municipal de São Paulo.

Em 1937, incorporou a Biblioteca Pública do Estado e, com um acervo cada vez maior, mudou-se para a Rua da Consolação. O novo prédio foi inaugurado em 1942 pelo prefeito Prestes Maia e foi projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon sendo um marco na arquitetura Art Déco na cidade. Em 1960, a biblioteca passa a receber o nome de Mário de Andrade.

Após várias mudanças e reformas, em 2011 a biblioteca é reinaugurada permitindo ao público a utilização de áreas de consulta de coleções fixas e material circulante, além de diversos eventos em seu auditório, que permitem à Mário de Andrade sua inclusão na agenda cultural de São Paulo.

Como frequentador assíduo e pesquisador da cidade, posso afirmar que a quantidade do acervo aliada à qualidade e competência dos funcionários que ali trabalham fazem da biblioteca um local bastante prazeroso para se estudar e que vale muito a pena de ser conhecido. Até a próxima!



Biblioteca Mário de Andrade - Circulante
Av. São Luís, 235 - Centro
Tel: (11) 3775-0004/3775-0006
circbma@prefeitura.sp.gov.br
www.bma.sp.gov.br
2ª - 6ª - 8h30 às 20h30
Sábado - 10h às 17h

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

São Paulo 460 anos - Andando pela Cidade #1

É o primeiro post de 2014 e de antemão desejamos um ano com muitas felicidades e sucesso para você que nos acompanha e nos prestigia sempre. Que o futebol seja motivo de união, de tiração de sarro e de alegria entre as pessoas, nunca de brigas e jamais de violência!

Para começar o ano, vamos mostrar um pouco da cidade natal do nosso quartel-general, São Paulo, que completa no dia 25 seus 460 anos. E para isso iniciamos a série Andando Pela Cidade, para mostrar um pouco de sua história e servir de convite para um passeio que é muito agradável.

Começaremos pelo Pátio do Colégio ou Pateo do Collegio, não por acaso, o local eleito como marco inicial da cidade de São Paulo, criado em 25 de Janeiro de 1554. Porém, esta construção não é a original, vítima de um desmoronamento de causas desconhecidas, mas sim uma feita nos mesmos moldes, em 1954. Abriga, entre outros hoje, o Museu Anchieta, Biblioteca e uma cripta com o fêmur do padre que batiza o museu.
Ilustração de 1824
Na época, localizado no alto de uma colina e cercado dos rios Tamanduateí e Anhangabaú, o lugar, chamado de Vila São Paulo de Piratininga, era uma opção estratégica de segurança.
Hoje o local apresenta atividades culturais. O museu, composto por sete salas, expõe coleções de arte sacra, uma pinacoteca, objetos indígenas, uma maquete de São Paulo no século XVI, a pia batismal e antigos pertences de Anchieta, entre outras coisas. Muitas pessoas aproveitam o cafezinho e o clima nostálgico no jardim do pátio.
Jardim

Como um dos principais símbolos da história paulistana, o lugar ainda preserva a grafia original do português arcaico. Viaje no túnel do tempo e se surpreenda com o início da trajetória de uma das mais importantes cidades da América Latina. Aproveite e vá conhecer as origens de São Paulo, até a próxima!!!

Vista Aérea


Serviço:
Pateo do Collegio
End.: Praça Pateo do Collegio, 2 - Centro - São Paulo (próximo ao metrô Sé)
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 16h30. Para visita monitorada é preciso agendar de segunda a sexta, das 13h às 16h
Preço: Museu Anchieta - R$ 6 (inteira), R$ 3 para estudantes, R$ 2 para alunos de escola pública. Gratuito para crianças de até sete anos, pessoas maiores de 60 anos e deficientes físicos.
Tel.: (11) 3105-6898
Site: www.pateocollegio.com.br

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dica de Leitura #9 - Como Viver em São Paulo sem Carro

A dica de leitura de hoje é para quem se depara todo dia com o trânsito caótico e a perda de tempo nos congestionamentos de São Paulo. O problema do trânsito remete ao tempo em que as políticas públicas priorizaram o uso do automóvel, em detrimento de um transporte coletivo que contemplasse a população, ou seja, o carro virou obrigação e não uma opção para as pessoas, já que existe toda aquela mística e glamour sobre o possante de quatro rodas, como o sonho de ter o primeiro carro e assim por diante.

Mas hoje este sonho é um pesadelo e sair às ruas com o carro é cada vez mais complicado, trabalhoso e estressante, seja pela dificuldade de locomoção ou até mesmo para encontrar um lugar para estacionar, haja paciência! Em contrapartida, parece ser a única solução de quem quer fugir de um transporte público precário, com milhares de pessoas aglomeradas em ônibus, trens e metrô com lotações máximas e problemas diários, além de tarifas não condizentes com a qualidade do serviço que prestam.









Será possível, então, viver em São Paulo sem carro? A resposta está no livro de mesmo nome, de Leão Serva e Alexandre Lafer Frankel, em sua segunda edição, com o depoimento de 15 pessoas, como a jornalista Maria Tereza Cruz, a atriz Natália Rodrigues, o médico Paulo Saldiva, entre outros,  que dão dicas de como aproveitar melhor a cidade e seus caminhos, seja de transporte público, bicicleta ou a pé mesmo.

Sabemos que a cidade necessita muito de melhorias em relação a esta questão, mas esse tipo de leitura nos faz refletir se nosso comportamento pode ser mudado para contribuir com este panorama. Procure a página do livro no Facebook, faça o download gratuito do guia e boa leitura!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dica de Leitura #8



O novo estádio do Palmeiras - o Allianz Parque - está entrando em sua fase de finalização e, em breve, o torcedor palmeirense estará de volta à sua casa nova. Enquanto isso, o Verdão vai adotando o Pacaembu como seu segundo lar e fazendo o dever de casa para voltar à série A. Porém, não é a primeira vez que uma reforma acontece lá no Palestra, então, vamos conhecer um pouco sobre a história deste estádio?

O livro ALMA, de José Custódio e Luiz Carlos Fernandes, é excelente para nos contar sobre "a história da arena esportiva mais antiga do país." Além do campo de futebol, onde houve a primeira partida oficial da história, entre o Germânia e o Mackenzie, ocorreu a primeira corrida de automóveis da América Latina e pousou o primeiro avião do nosso correio aéreo.


Feito em quadrinhos com uma ótima qualidade, o livro traz o surgimento do estádio, desde a fundação do Parque da Companhia Antarctica, no finalzinho do século XIX, até os dias atuais, além de momentos históricos como os primeiros títulos do Palestra Italia, a mudança do nome para Palmeiras e os grandes craques que passaram pelo time durante esses quase 100 anos.

É uma emocionante aula de história, que mostra um pouco do crescimento da cidade de São Paulo através do esporte e, principalmente, de demonstração de amor por um clube, amor que não se explica, que vem do fundo do coração, que vem do fundo da Alma.

ALMA - A História da Arena Esportiva mais antiga do País
Custódio e Fernandes
64 páginas

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dica de Leitura #7




Organizado por Fernando Razzo Galuppo, o livro serve de guia para todo palmeirense como também para todo amante do futebol e, mais do que nunca, apreciador de uma boa leitura.

De uma maneira bastante didática e fácil de ler, o livro conta a origem do Palestra Itália, desde a sua formação em 1914 até a mudança do nome para Palmeiras em 1942, de acordo com o decreto estabelecido pelo presidente Getúlio Vargas que proibia nomes que se relacionassem com os países do Eixo: Itália, Alemanha e Japão.

Galuppo nos conta esta e diversas outras histórias com uma riqueza de detalhes surpreendente, apresentando números referentes às centenas de conquistas nacionais e internacionais e sem esquecer os craques sensacionais que fizeram do Palmeiras o Campeão do Século XX.  

O historiador tem uma série de livros sobre o Palmeiras, sendo que o último deles trata da épica vitória sobre o Corinthians na final do Campeonato Paulista de 1993, pondo um fim ao jejum de títulos alviverdes, que perdurara desde 1976. Em breve trataremos melhor deste assunto, fique de olho. Um grande abraço!

PALMEIRAS - O TIME DO MEU CORAÇÃO
Fernando Razzo Galuppo
Editora Leitura
2009
104 páginas

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)" x Estatísticas no futebol

Assim como as críticas de filme começam praticamente todas com um "cabeçalho", começarei nesse modelo por aqui também:


"O Homem que Mudou o Jogo", título original "Moneyball", é um filme estadunidense de 2011, estrelado por Brad Pitt, no papel de Billy Beane, gerente do  Oakland A's na temporada de 2002. Beane tem que montar um time competitivo, à revelia de um orçamento que chega a ser 1/3 do das grandes equipes da liga.
Muito bem, a história é essa. Mas qual esporte é o dos A's? Beisebol.
A pergunta de 1 milhão de dólares então seria: E o que um filme que fala sobre beisebol faz num blog dedicado a "História, Futebol e Futilidades"? A resposta se resume a uma palavra: Estatísticas.
As estatísticas são utilizadas na hora de selecionar os jogadores para o time levando em conta estritamente a sua função e posição no campo de jogo. Não entendo lhufas de beisebol, mas a ideia é bem interessante: um jogador que tem em sua função apenas rebater a bola, precisa saber lançar ou receber? A resposta, segundo Peter Brand (Jonah Hill), o coadjuvante do filme, é não. Um rebatedor que tem bom aproveitamento em rebatidas que resultam em pontos é um jogador a ser contratado; por eventualmente não conseguir grande desempenho em lançamentos ou algo do tipo, esse jogador então seria barato, já que o pensamento até então seria o de que os jogadores a contratar seriam aqueles mais "completos".
Após muita resistência e percalços, com essa filosofia a dupla Beane/Brand consegue 20 vitórias consecutivas, um recorde na liga americana. Ao final da temporada, Beane recebe uma proposta do Boston Red Sox, o que o tornaria o gerente mais bem pago da história. Ele recusa a oferta, permanecendo em Oakland, e dois anos depois, baseando-se nas idéias de Brand e Beane, o Red Sox é campeão.

Para além da qualidade fílmica (fotografia, roteiro, atores e etc), o filme traz uma questão bastante interessante que talvez possa ser extrapolada ao futebol, por exemplo. Todos querem ter Messi, Cristiano Ronaldo e Iniesta em seus times, porém, ter esse tipo de jogador é muito caro. A saída então para os times com menos recursos poderia ser encontrada na análise das características dos jogadores de forma absolutamente racional? Para mim, sim.
Quais as qualidades do volante Ralf, do Corinthians? Desarme e marcação. Qual função ele desempenha em campo? Primeiro volante, que requer "desarme e marcação". Assim como Pierre, ex-Palmeiras, atual Atlético-MG, Ralf não possui boas habilidades de passe ou drible; porém, se observarmos sua função em campo, essas qualidades não são requeridas, do mesmo modo que Iniesta não precisar saber dar botes ou Cristiano Ronaldo tirar bolas de cabeça em sua área. Por mais que pareça algo óbvio, nem sempre essa observação é feita, o que resulta em contratações desastrosas, como por exemplo, Daniel Carvalho pelo Palmeiras. Daniel não é péssimo em nada, apenas no peso. Como um meia que tem a responsabilidade de organizar o jogo e puxar o time pode não ser ágil?

Assim como no filme, apenas estatísticas não bastam nas horas de decisão. Por outro lado, apenas o individual também não. O conceito de equipe coesa, com funções e obrigações bem definidas é colocado no filme como sendo a chave do sucesso do A's. Se observarmos a Inter de Milão 09/10 com Mourinho, o Brasil 94/02 e o Corinthians 11/12, o conceito de equipe está bem claro. Nessas equipes, quando muito existiam 2 craques que desequilibravam as partidas: Sneijder e Etoo; Bebeto e Romário; Ronaldo e Rivaldo; Emerson e Paulinho. O resto do time ficava longe de ser constituído de craques. Em alguns casos encontramos até jogadores que fora daquele contexto, não seriam nem titulares.

Supertimes dão certo? Sem dúvidas. Os "galácticos" do Real Madrid (01 - 07, 09 - ), provam isso. Contudo, não parece que será possível contratar um Zidane, Ronaldo, Figo e Beckham por 200 milhões de euros em um contexto em que a UEFA vem com o "Fair Play financeiro". Não obstante, dirigentes vivem reclamando que não dá para montar uma equipe competitiva para a disputa do campeonato brasileiro sendo que a receita de seu time é em alguns casos 20% da dos times de ponta. Como resolver?

Além de acessar o futhistfut.blogspot.com, acho que os dirigentes deveriam assistir ao "Moneyball" acompanhados de leituras sobre "Periodização Tática", também já comentada no citado blog...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dica de Leitura #6


Nossa dica de leitura hoje também pode ser considerada uma homenagem a todos os leitores palmeirenses, aos amantes de futebol, aos devotos de um santo. Um homem simples, de uma cidade mais simples ainda, no interior de São Paulo, chamada Oriente. Este homem, filho do seu Ladislau e da dona Antonia, é Marcos Roberto Silveira Reis, o São Marcos de Palestra Itália.

Um santo consagrado pela torcida devido aos milagres embaixo das traves palestrinas e também da seleção brasileira que nos deu o penta em 2002, mas glorificado por seu caráter de saber levar a vida de um jeito humilde, fazendo dele uns dos poucos atletas do futebol admirado não só pela sua torcida.

Nunca gostou de ser chamado de santo e, sendo assim, Nunca Fui Santo é a obra assinada por um outro gênio, não dos campos, mas das palavras, o escritor e jornalista Mauro Beting, que teve a missão de transcrever as peripécias vividas por Marcos nos seus 39 anos completados no último dia 4, seja nos gramados ou fora deles.

São vários "causos", a maioria divertidíssimos, que fazem da leitura um bate-papo entre amigos sobre futebol, glória e dificuldades. Estas, sempre superadas com muito bom humor, como toda pessoa deve fazer, ainda que nunca venha a ser um santo.


NUNCA FUI SANTO
Mauro Beting
Universo dos Livros
167 páginas

terça-feira, 17 de julho de 2012

Dica de Leitura #5

De quantas maneiras pode ser contada uma mesma história? Sabemos que quem conta um conto aumenta um ponto, sendo assim, ainda que se altere um fato ou outro, o cerne da questão deve se manter incólume.
Na nossa dica de hoje, a história trata-se de um rapaz nerd que vive com seus tios na periferia de Nova York e se envolve com questões que todo adolescente tem, várias crises, paixonites agudas, escolhas que devem ser feitas e as renúncias que tais escolhas trazem consigo. 

Numa dessas teias traçadas pelo destino, eis que nosso protagonista é, paradoxalmente, agraciado com uma maldição, uma aranha modificada o pica e o confere poderes tais quais o seu, como subir pelas paredes, além de uma força sobrehumana e um sentido que lhe avisa do perigo iminente.

Ao que parece, sua vida melhoraria com esta mudança mas não foi o que aconteceu, sua responsabilidade consigo mesmo e com as pessoas que lhe cercam aumentaram demasiadamente, fazendo com que ele passe a viver sua vida escolhendo meticulosamente o melhor caminho, fato que ninguém sempre é possível de se fazer.

Certamente a história do Homem-Aranha é conhecida por todos, seja a da sua origem em 1962, nos quadrinhos de Stan Lee e Steve Ditko, seja em 2002 por Sam Raimi no cinema e agora em 2012 por Marc Webb, novamente no cinema.

O drama do homem em saber escolher o que julga melhor para si e para os outros é uma característica primordial deste personagem, além de saber esconder seus problemas numa máscara de sarcasmo e bom humor, muito mais que a máscara que lhe cobre o rosto.

Se você ainda não leu nenhum quadrinho ou não viu o filme, não perca o tempo. O amigão da vizinhança, como é chamado, pode nos ensinar que todo dia nós também nos balançamos pelas teias da vida, buscando a melhor maneira de fazer valer a nossa força. Até a próxima.

sábado, 30 de junho de 2012

Dica de Leitura #4

Numa narrativa de tirrar o fôlego, este livro acompanha a saga de tradicionais famílias de vinicultores franceses que impediram os nazistas de roubar um de seus símbolos mais genuínos: o vinho. Usando de incríveis artimanhas - como a construção de paredes com teias de aranha para esconder safras preciosas, sabotagens de trens que transportavam vinhos para a Alemanha - os produtores de vinho formaram uma espécie de Resistência paralela a fim de proteger a economia da França e preservar um de seus prazeres mais inebriantes e diletos.

Baseado em 3 anos de pesquisas e entrevistas com testemunhas que sobreviveram a estes fatos, VINHO & GUERRA lança luz sobre um capítulo comovente e pouco conhecido da história, prestqndo tributo a pessoas estraordinárias que, num sentido muito real, salvaram o espírito da França.

O livro também mostra a ação da resistência francesa nas zonas vinícolas da França, com as constantes sabotagens que tanto irritavam os alemães. Sem falar nos produtores de vinho que ajudam a resistência. Uma das histórias do livro fala sobre um produtor de vinho francês que precisava levar uma encomenda de vinho até a zona livre (ou zona não ocupada). Em algumas de suas viagens, levava pessoas escondidas em seus barris de vinho até a zona livre, para de lá fugirem para Londres, para juntar-se às Forças Francesas Livres, comandadas pelo general Charles de Gaulle.

Uma dica ótima para esses tempos frios, acompanhada, claro, de uma bela taça de vinho... francês. Boa leitura e boa degustação! 

VINHO & GUERRA
Don e Petie Kladstrup
Editora Jorge Zahar
254 páginas

terça-feira, 29 de maio de 2012

Dica de Leitura #3


Todos nós, amantes do futebol, sabemos como fica muito mais emocionante uma partida ouvida nos saudosos radinhos de pilha do que vista pela TV. O rádio mexe com o imaginário do torcedor, cria mais suspense e apreensão e, dependendo do locutor, a partida fica muito mais engraçada.

Dentre tantas rádios que transmitem partidas de futebol, destacamos hoje na nossa dica de leitura a rádio Bandeirantes, que comemora seus 75 anos com a coleção: Futebol é com a Rádio Bandeirantes. A coleção é composta de 4 livros, cada qual dedicado a um grande time do futebol paulista: Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras.

Além de grandes coberturas esportivas, há também gols históricos narrados pelos profissionais da equipe da emissora, José Silvério, Ulisses Costa e José Maia. O livro é acompanhado de um CD que reacende ainda mais os grandes feitos dos clubes contados por profissionais da rádio, como os depoimentos de José Paulo de Andrade (São Paulo), Salomão Ésper (Corinthians), Milton Neves (Santos) e Mauro Beting (Palmeiras). 

FUTEBOL É COM A RÁDIO BANDEIRANTES
Vários autores
Panda Books

terça-feira, 1 de maio de 2012

Dica de Leitura #2


Enquanto nossos blogueiros estão aproveitando o feriado pelos quatro cantos do mundo, vamos falar hoje um pouco sobre o dia do trabalhador e sua relação com o futebol.

Sabemos que muitos times tem em sua origem o fato de terem sido criados pela união de trabalhadores, como operários, metalúrgicos, assim por diante. Temos o Operário Futebol Clube, de Campo Grande-MS, como um exemplo dentre milhares de times espalhados pelo mundo, que começaram como uma simples diversão de colegas de trabalho e, mais tarde, vieram à profissionalização do esporte.

Outro time formado por trabalhadores, nesse caso de uma padaria, é o Dínamo de Kiev, na Ucrânia. A particularidade deste time está na nossa dica de leitura: Futebol e Guerra, de Andy Dougan.

Com a ocupação nazista, o time passa a se chamar F.C. Start. Para tentar se manter a normalidade em um país ocupado, os nazistas permitem a realização de um campeonato em plena II Guerra Mundial. Portanto, assistir a uma partida de futebol era uma das poucas formas encontradas para se divertir e esquecer um pouco das mazelas decorrentes de uma guerra.

O Start virou uma sensação, pois passara a ganhar suas partidas, porém, todos contra times locais. Até que, numa série de vitórias contra times alemães, a situação se complica. Num revanche contra o Flakelf, time formado pela Luftwaffe (força aérea alemã), mais uma vitória ucraniana. Porém, o que deveria ser motivo de orgulho para aquela "sub-raça", virou motivo de preocupação, já que a derrota alemã certamente acarretaria em algum tipo de represália.

O resultado dessa partida emocionante, de meros trabalhadores com talento para o futebol, defendendo as cores de sua pátria, você encontra nas melhores livrarias. Boa leitura!

FUTEBOL E GUERRA
Andy Dougan
Editora Joge Zahar

terça-feira, 10 de abril de 2012

Dica de Leitura #1


Mais uma nova seção no nosso blog, para trazer para vocês algumas dicas de leitura que envolvem o futebol como pano de fundo ou tema principal. E, na estreia, trazemos um livro muito interessante sobre o maior clássico do futebol paulista, uns dos maiores do Brasil e quiçá do mundo.

Palmeiras x Corinthians 1945 - O Jogo Vermelho, pela editora UNESP, do ministro do Esporte Aldo Rebelo, nos mostra como o clássico serviu para angariar fundos para o Partido Comunista do Brasil (PCB) no ano que disputavam eleições pela primeira vez, após conseguir sua legalidade, até então o partido vivia na clandestinidade.

É um momento único na história do país e também do futebol, aqui ligado à política e o panorama que Rebelo faz unindo esses aspectos torna a leitura algo deveras prazeroso para os amantes do futebol e adeptos da política.

Deixaremos em aberto aqui o resultado do jogo e a análise da partida, afinal, é só uma dica. Boa leitura!

Palmeiras x Corinthians 1945: o Jogo Vermelho
Aldo Rebelo
Editora Unesp
124 páginas