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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dica de Carnaval em São Paulo

Para você que sempre acompanha nosso blog, pedimos desculpas pelo longo período sem postagens novas, a vida acadêmica é algo que nos consome por completo e nos deixa sem tempo para coisas mais legais, como escrever para todos.

Falaremos hoje de algo muito significativo com a história da cidade de São Paulo, infelizmente, uma história um pouco esquecida pela maioria das pessoas. Trata-se dos rios que compõem a cidade. Ficamos atentos somente ao Tietê, Pinheiros e Tamanduateí porque, além de estarem visíveis, são motivos de preocupação quando vem as chuvas e mostram claramente a ação do homem na transformação da cidade.

Mas existem tantos outros rios, retificados e canalizados, escondidos sob a manta de asfalto que fazem sua história ser esquecida. Um deles é o Rio Saracura, que corre onde hoje é a Avenida Nove de Julho. Para trazer o rio à tona, ou ao menos a sua história, e aproveitando o clima de carnaval que já percorre pela cidade, foi criado o BLOCO FLUVIAL DO PEIXE SECO, que sairá pela avenida cantando sobre o Saracura e mostrando a importância que o rio tem para toda a cidade.

Venha fazer parte desta navegação, vista-se de azul e branco e vamos todos navegar pelas águas do Saracura, com muita alegria e diversão neste carnaval! Até lá!!


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Andrés Sanches: O Bom, o Mau e o Feio


















Andrés Sanches pode ser enquadrado como sendo ao mesmo tempo os três personagens do clássico filme de Sergio Leone, "O Bom, o Mau e o Feio". Visto como "o Bom" por considerável parte da torcida do Corinthians; como "o Mau" por considerável parte dos torcedores adversários e, last but not least, "o Feio", tanto por sua figura do ponto de vista estético quanto por sua atuação em recentes casos, como o do "Clube dos 13", "CBF" e, mais recentemente, na reunião com Romário e Chilavert sobre o futebol sulamericano.

O Bom

Como já adiantado, Andrés é tido por considerável parte da torcida corinthiana como um grande, alguma parte o considera o maior, presidente do Corinthians. Além do "sonho da casa própria" realizado, Andrés de fato ajustou as contas do clube, agregou um novo significado e magnitude à marca Corinthians, foi responsável pela concretização dos planos de um CT moderno, o que os rivais já possuíam há boas décadas, enfim, uma série de realizações.
Ainda que muitos adeptos, e muitos adversários, consigam perceber que Andrés não é um personagem dos faroestes, maniqueísta, sua figura em muitas discussões toma forma de Deus pelos partidários e de Diabo pelos opositores. Em qualquer dos lados, o que ocorre é um pré conceito na avaliação de sua atuação como dirigente.

O Mau

Em estatísticas não oficiais, quer dizer, no puro achismo, 9 entre 10 torcedores rivais não "vão com a cara" de Andrés Sanches. Parte dessa "birra" pode se dever ao fato do status que o presidente corinthiano alçou o time de Parque São Jorge. Outra parte dessa visão dos torcedores dos demais clubes pode ser também uma reação ao modo como o ex presidente é tratado pelos torcedores alvinegros e pelo modo mais informal com que Andrés exerceu a presidência. Não me lembro de caso parecido com algum presidente de qualquer clube do mundo com aquele jogo em que Andrés assistiu junto da torcida, na arquibancada, lugar avesso ao conforto das tribunas ao qual estamos todos acostumados a ver os presidentes. Afora todo o exposto, Andrés sempre "brigou" pelos interesses do Corinthians. Quando saliento isso, quero explicitar o fato de que se a gestão encontrava algum entrave aos seus interesses gerado por algum clube, Andrés simplesmente optou pelo Corinthians em vez das soluções políticas. Caso exemplar foi o de não mais jogar alugando o estádio do Morumbi.

O Feio

Recentemente diversas reuniões "em prol do futebol como um todo" têm sido feitas. O movimento de jogadores "Bom Senso FC" em relação ao calendário vêm de uma tendência que, bem ou mal, podemos tomar como ponto a dissolução do "Clube dos 13". O monopólio do repasse dos direitos de transmissão exercido pelo "Clube dos 13" mostrava-se, no mínimo, improdutivo do ponto de vista econômico, já que as cifras no primeiro contrato negociado individualmente cresceram para todos os clubes.
A atuação de Andrés pós Corinthians, na CBF, se mostrou bastante conturbada em relação ao caso Mano Meneses. A aparente estreita relação com Ricardo Teixeira também deixava Andrés aos olhos da opinião pública como mais um vilão do futebol, já que Teixeira e sua atuação como presidente têm sido questionada há um bom tempo do ponto de vista ético. A mudança de presidente da instituição e a demissão de Mano, o técnico de Andrés, colocou anches em uma posição insustentável. A demissão era o único caminho.
O vulto de Andrés voltou a se manifestar no começo de setembro. Uma reunião para discutir o futebol sulamericano, criticado desde os tempos à frente do Corinthians, foi realizada no Parque São Jorge com as presenças mais repercutidas do deputado Romário, notabilizado no cargo com processos relativos à CBF, e Chilavert e Maradona. Os rumos ou os porquês da reunião ainda permanecem nas versões oficiais, que não cabem ser discutidas aqui graças às matérias presentes nos maiores sites de comunicação que podem facilmente ser acessadas. Porém, apenas pela presença de Andrés na reunião já foram ouvidos burburinhos em relação a esses rumos e porquês...


O objetivo deste post, autoral em seu conteúdo, não é de forma alguma encerrar ou "dar números finais à partida", mas sim oferecer um panorama do que posso perceber nessa questão. Creio que nos dois extremos das opiniões esse post não representará grande coisa. Porém, para aqueles que se colocam em posição de pensar sobre o futebol de forma mais "científica" esse post pode trazer argumentos e certa bagagem para continuarmos essa discussão que ainda está bem longe de terminar.

(Post publicado simultaneamente em http://ehtudohistoria.blogspot.com.br/)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Futebol, Crianças e Heróis



Chegou o mês das crianças e como é bom celebrar este momento de alegria junto a elas, vendo seus sorrisos estampados em toda parte. A alegria de muitas crianças da minha época, quando não havia internet e suas redes sociais que nos emaranham em frente a uma tela de celular, pc ou tablet, era a bola de futebol. Ou algo que lembrasse uma: lata, meia, jornal enrolado com fita adesiva, etc. Lembrando que se jogava na rua, ou nos terrenos ou campos de várzea, fazendo as traves com pedras, tijolos ou chinelos.

O futebol, portanto, estava integrado ao cotidiano infantil e as discussões clubísticas eram inevitáveis, cito como exemplo o trio-de-ferro paulista, com importante destaque na década de 90, o Palmeiras com a Era Parmalat, o São Paulo de Telê e o Corinthians de Marcelinho Carioca.

Outro fato marcante na infância de muitos eram as histórias em quadrinhos da Marvel e da DC Comics publicadas aqui pela Editora Abril. Homem-Aranha, Hulk, Superman e Batman, entre tantos outros, dividiam lugar na banca de jornal com os álbuns de figurinhas do Campeonato Brasileiro.

Para unir esta paixão pelo futebol com o mundo dos heróis, a Revista Placar, da mesma editora, criou, em 1995, uma sessão chamada Os Super-Heróis da Bola. Era um grupo de 12 heróis, cada qual representando um time do Eixo Rio-São Paulo, além de Minas e Rio Grande do Sul. Assim sendo, temos:




TRIMINATOR - FLUMINENSE
COLORADO DO ESPAÇO - INTER-RS
GALO VINGADOR - ATLÉTICO-MG
CYBERPORK - PALMEIRAS
LANÇA CHAMAS - BOTAFOGO
ACQUATÔMICO - SANTOS
THUNDER TRICOLOR - SÃO PAULO
POWER URUBU - FLAMENGO
CAPITÃO VASCO - VASCO
MEGA TIMÃO - CORINTHIANS
FOX - CRUZEIRO
ESPADACHIM AZUL - GRÊMIO



O projeto, do então redator de direção, Marcelo Duarte, não surtiu o efeito desejado e acabou sendo engavetado. Mesmo assim, vale a pena usar um pouco a imaginação e viajar nessas histórias onde nosso time é mais que nosso eterno campeão, é o nosso herói, nosso sonho de criança. Até a próxima!


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Pelos poderes dos pêlos

Como dá pra perceber, o post de hoje não tem muito a ver com futebol, mas tem muita história contida nele. A começar pela suposta polêmica gerada por algumas pessoas nas redes sociais ao se depararem com as fotos da atriz Nanda Costa na Playboy deste mês. Alegou-se ser um absurdo, falta de higiene, de estética, de bom gosto, o fato da atriz não ter depilado os seus pêlos pubianos para o ensaio. Disseram que ela é a nova Claudia Ohana, outra atriz que virou sinônimo de quem não é adepta da depilação.

Quem tem 30 anos ou mais, certamente vai se lembrar de que a "moda" entre as modelos das revistas masculinas era cultivar a "mata atlântica", com o perdão da expressão um tanto pejorativa. Agora, será que era realmente "moda"? Quem a inventou? A natureza humana e seus hormônios, marcados como a fase em que a menina se transforma em mulher? Os pêlos que ali nascem tem a sua função, seja de proteção dos órgãos sexuais, seja meramente estética. 

Praticamente nos anos 2000 para cá começa essa verdadeira caça ao pêlo, visivelmente mostrada pelos ensaios nus em que as modelos cada vez mais aparecem desprovidas de qualquer vestígio daquela mata que cobria as gerações anteriores. Esse é o novo padrão, ditado pela sociedade atual. E, por ser ditado, deve sim ser discutido. Não se ele está certo ou está errado, mas pelo direito da mulher escolher o que achar melhor para si. Quem não segue um padrão, torna-se exceção e, por isso, sofre preconceito e é execrado. Como não vestir a tal roupa, não ouvir a tal música, não seguir tal tendência.

Enfim, o que gruda mais que cera de depilação é alguém ser taxado e julgado por outra pessoa que não compartilha da mesma ideia. O que corta mais fundo que lâmina de barbear é a dor da repressão de quem não segue a própria vontade. Seja o que for, seja quem for, com pêlo ou sem pêlo, seja sempre você mesmo. E seja feliz.

sexta-feira, 15 de março de 2013

A Dinastia do Rádio Paulista

A geração de hoje que já nasce com um smartphone na mão mal sabe do ritual sagrado que é acompanhar o seu time de coração no estádio com um velho radinho de pilha. Essa tradição passa de pai pra filho ou, pelo menos passava, já que o advento da tecnologia e a própria internet acabaram por deixar o velho rádio empoeirar-se no esquecimento do tempo.

Mas, antes mesmo das transmissões futebolísticas via rádio, esse importante meio de comunicação hoje tem uma grande efeméride a ser comemorada, já que O ano de 2013 marca a importante efeméride dos “90 anos de Rádio no Brasil”, pois, em abril de 1923, foi instalada a primeira emissora em nosso país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, pelo professor Roquette Pinto e o engenheiro Henrique Morize. Seus fundadores tinham como lema divulgar a cultura brasileira.

Para isso será lançado hoje o livro A Dinastia do Rádio Paulista, de Thais Matarazzo e Waldir Comegno, que nos traz histórias sobre bastidores dos suntuosos concursos de rainha do rádio, perfis das candidatas, curiosidades, entre tantas outras coisas que, num tempo em que não existia televisão, era o que se tinha de maior entretenimento entre a sociedade brasileira, principalmente carioca e paulistana. Fica a dica para o fim de semana. Boa leitura!







domingo, 3 de março de 2013

Heleno: O Príncipe Maldito



"Heleno" foge do lugar comum dos filmes brasileiros, trazendo a história do que seria um dos primeiros "jogadores problema" do futebol.
Heleno de Freitas era formado em Direito, vindo de família rica e vaidoso. Nada muito a ver com a maioria dos boleiros que em grande parte não tem acesso à educação ou deixam de lado mesmo quando começam a jogar bola.

O grande destaque do primeiro "bad boy" foi no Botafogo, clube onde despontou e teve suas melhores fases, tanto no campo quanto no extra-campo. Ao longo de sua curta carreira, colecionou gols e mulheres. Fez 209 gols em 235 partidas, uma marca realmente impressionante e teve muitos casos amorosos, frutos de sua "boa pinta", classe social, e, claro, sua agitada vida noturna na boêmia carioca.

Sua saída de General Severiano se deu em 1948, a maior transferência do futebol brasileiro até então, para o Boca Juniors, da Argentina, onde teria conhecido Eva Perón, supostamente mais um de seus casos. Sua passagem pelo Boca foi curta e logo no ano seguinte Heleno voltava ao Brasil, para defender um alvinegro, mas dessa vez o Vasco da Gama. A glória tão buscada no Botafogo veio então no Vasco, um título carioca, o único por clubes da carreira de Heleno.

Assim como deveria ser com qualquer jogador, Heleno tinha o sonho de disputar um mundial de clubes, o que não ocorreu devido ao cancelamento do mundial graças a Segunda Guerra Mundial. Heleno fica extremamente frustado mas ao mesmo tempo obcecado pela copa em 50 que seria disputada no Brasil.

Sífilis. Com uma palavra podemos encerrar a carreira de um dos melhores jogadores brasileiros antes dos títulos mundiais. Sua vida cheia de prazeres o castigou com a contração de sífilis e o posterior agravamento da doença que naquela época carecia em tratamentos efetivos. Assim, a doença o deixa em um sanatório em seus últimos seis anos de vida, em Barbacena. A obsessão em jogar a Copa no Brasil passou ao desejo de jogar ao menos uma partida no maior estádio do mundo, o Maracanã, o que conseguiu por alguns minutos com a camisa do América...

A dedicação e a obsessão de Heleno em ser o melhor jogador de seu tempo e a gana de representar seu clube e seu país, parecem apenas utopias em tempos hodiernos. O desleixo, a despreocupação e o não comprometimento dos nossos atletas nos últimos 20 anos tomou o lugar do "amor à camisa". Claro que não generalizo. Sem dúvidas que Marcos, Rogério Ceni, Harley ou até mesmo um Émerson Sheik ou Tevez, que têm amor pelo que fazem e jogam como se fosse o últimos jogo de suas carreiras ainda existem, mas são cada vez mais raros; assim como no tempo de Heleno não eram todos jogadores que tinham sua dedicação.

Mas, sem dúvidas, eram em maior número do que hoje...

(Post simultaneamente publicado em http://ehtudohistoria.blogspot.com.br/)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Antiga Paixão

Por Sousa e Martins

Além do título do nosso blog, uma paixão em comum e bastante comentada em nossas mesas de bar são os carros. De preferência, os antigos, os clássicos. Eu venho de uma família bastante numerosa e quando criança me maravilhava ao ouvir as histórias vividas por meus tios em seus bólidos possantes. Alguns eu tive a oportunidade de ver e andar no banco de trás, já que nem tinha idade para tirar a habilitação, como dois Opalas lindos sendo um com o câmbio na coluna de direção, popularmente chamado de câmbio em cima, um Escort XR-3 vermelho, considerado carro de boy, entre tantos outros. Alguns nem nascido eu era, como os Mavericks que já estiveram na garagem e só sei através dos 'causos' contados em outras rodas de cerveja.
Como morei um tempo em Goiás à viagem a São Paulo de lá foi marcante. O ano era 1995 e nós fomos em um carro do ano, modelo top de linha: o russo Laika, da Lada. Um carro tão sui generis que a chave da ignição ficava do lado esquerdo. Sim! Você dá partida no carro virando a chave com a mão direita e nunca reparou nisso. Lá em Goiás, meu tio (são vários mesmo) tinha um fusquinha vermelho com volante de madeira lindo. Conforme o tempo foi passando, nós tínhamos um acordo: eu o ajudava a lavar o carro no fim de semana e ele começava a me ensinar a dirigir. E assim foi: com um Gol GL 94, um Uno Mille, até que passamos a ir pra fazenda com uma Ford Rural 76, uma das maiores diversões que o moleque de 17 anos morando no interior pode ter! A folga do volante dava uma volta completa e fazer curvas era algo sensacional, um verdadeiro rally na estrada de terra até a chegada da sede da fazenda. “Quem aprende a dirigir isso, dirige qualquer coisa” - dizia meu tio. E realmente você se acostuma a domar aquela fera.
Anos depois, já morando em São Paulo, recém-habilitado, surge uma festa feita pela turma do cursinho. “Pai, me empresta o carro?” – falei, mas sem muita pretensão. Quando vejo aquele chaveiro brilhando em sua mão, dizendo que podia ir sim. E aquele Santana GLS 95 só para mim foi uma sensação tão incrível que a festa mesmo ficou em segundo plano, eu queria era curtir essa liberdade sobre quatro rodas. Sem falar na magnífica Quantum, que até geladeira já carregou, com sua força e robustez, uma grande companheira, literalmente.
Hoje eu tenho uma relação intrínseca de amor e ódio com meu carro, o Gigante Guerreiro Palio, só quem nos conhece já sabe tudo o que passamos. E chegamos a conclusão de que realmente fomos feitos um para ou outro.
Assim como o Sousa, também nutro paixão por carros antigos. Aprendi a dirigir aos 12 anos, em um Fiat 147 azul bebê, modelo 1981 que era do meu avô paterno. Lembro da minha ansiedade nos finais de semana, quando esperava meu avô me dizer: “vamos manobrar o carro!” E lá ia eu todo feliz, em primeirinha, até o final da rua e voltando.
O tempo foi passando e eu aprendendo cada vez mais. Esse meu mesmo avô, tinha uma irmã que possuía um sítio na cidade de Socorro, interior de São Paulo. Íamos quase a todos os feriados e num desses, ele deu na minha mão o Corcel II, marrom escuro, modelo 1982 que está com ele até hoje. Fazia o trajeto da estrada de terra, entre a pista e o sítio e também servia de chofer para levá-lo a vendinha para tomar sua costumeira cachaça com limão, enquanto me deliciava com uma tubaína.
Não preciso nem dizer a emoção que era dirigir aquela barca, possante e super confortável.

Nesse ínterim dirigi muitas vezes o Fusca amarelo dos meus tios. Não me lembro bem o ano dele, mas me lembro que tinha uma ponteira de Dodge Dart e fazia um barulho absurdo. Nossa diversão era chegar a estacionamentos fechados – como os de shopping e grandes mercados – e esticar o motor, para logo em seguida reduzir a marcha bruscamente, apenas para “causar” no estacionamento.

Outro antigo, esse clássico, que dirigi foi uma TL, amarelo gema. Raridade. Sempre ficava ansioso para dirigir aquela beleza de carro e sonhava em herdá-lo dos meus pais. Infelizmente, minha alegria durou pouco, pois meu pai sofreu um acidente que deu perda total no veículo.

Assim fui crescendo e tomando gosto por carros antigos. O primeiro clássico que tive o gostinho de chamar de meu, foi um Gol AP, prata, modelo 1985. O carro não era meu de fato, mas do meu falecido e saudoso avô materno. Recebera o carro em troca de serviços prestados como construtor civil e como não dirigia, eu que praticamente utilizava o carro no dia a dia. Foi meu primeiro companheiro de viagens a Socorro e a Praia Grande nos feriados e fins de semana, meu primeiro companheiro de baladas na Chopperia Pólo Norte, na Cantareira, e também das pescarias em família.

Mas meu primeiro carro de verdade foi um Opala Comodoro, verde escuro, modelo 1985. Passei alguns anos juntando dinheiro para comprar um carro e esse caiu no meu colo. Amava aquele carro, com todo o seu estilo e seu conforto. A caranga chamava tanto a atenção, que gerou briga entre manobristas num restaurante para poder estacionar meu carro. Fora as inúmeras vezes que me paravam, com a seguinte pergunta: “vende?” Ou também os inúmeros olhares de satisfação de outros adoradores de carros clássicos, principalmente aqueles de mais idade que me acenavam pela rua.

Por fim, minha experiência findou-se com um Fusca, laranja, modelo 1972. A particularidade desse carro é que era movido a GNV e tinha bancos de couro do Vectra. Eu rodava a semana toda, de casa para o trabalho, do trabalho para a faculdade e de volta para casa com míseros cinco reais de combustível. Como todo Fusca, tinha suas gambiarras, como um pedaço de cabo de vassoura que usei para calçar os pedais. Mas mesmo assim nunca me deixou na mão e me levou para muitos lugares.

Infelizmente precisei vender, com dor no coração, meus dois últimos carros. Nunca mais comprei carro algum, mas espero em breve comprar outro antigo e novamente receber olhares de admiração e aprovação de outras pessoas, que assim como o Sousa e eu, nasceram para andar nos gloriosos velhinhos.

sábado, 3 de novembro de 2012

Ética no Futebol


Fim de campeonato chegando e a grande discussão do momento está nas mãos da CBF. Discussão essa fruto da mão do artilheiro, puxado pelas mãos do zagueiro, que o juiz não viu mas depois ouviu o que alguém de fora havia visto. Essa tamanha sinestesia é fruto de uma anestésica e letárgica decisão do uso ou não da tecnologia dentro da partida de futebol para a solução de questões polêmicas, como a da semana passada, entre Internacional e Palmeiras. É esse 'pode' ou 'não-pode' que leva a debates intermináveis nas mesas de bar (até baixarem as portas) e que nós convidamos o leitor a participar dizendo o que pensa sobre ética no futebol. 

O conceito de ética, através da História, altera-se tanto pelo tempo como pelo grupo social que o formula. Na Grécia Antiga, Aristóteles, em Ética a Nicômacoassume o papel de um pai preocupado com a educação e a felicidade de seu filho, mas não somente isso, como também a intenção de fazer com que as pessoas reflitam sobre as suas ações e coloque a razão acima das paixões, buscando a felicidade individual e coletiva, pois o ser humano é um ser social e suas práticas devem visar o bem comum.

Já na Roma de Nero, em se tratando de ética política, há conceitos que hoje não se aplicariam mais como éticos, por exemplo, a submissão do Senado e a centralização do poder nas mãos do imperador, ou seja, o tempo pode nos mostrar que o homem busca, ou ao menos tenta, maneiras diferentes de entender e de viver com determinado conceito.

Fazendo um paralelo com o futebol, será que já está na hora da implementação de tecnologias que venham a suprir qualquer tipo de erro ocasionado por uma interpretação errônea por parte da arbitragem? Isto fere a ética? Isto cria uma nova ética?  Até que ponto o chamado fair play não é induzido pela equipe adversária para adquirir uma certa vantagem durante a partida? Talvez tais perguntas ainda levarão um certo tempo a serem respondidas, o fato é que, quando elas surgem, quem fica em segundo plano é o próprio futebol.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Parte uma estrela...


Por Martins e Sousa*

Sylvia Krystel foi uma atriz e modelo holandesa que ganhou fama mundo afora pela clássica série erótica Emmanuelle. Todo guri, ao menos uma vez na vida, deve ter ficado até tarde acordado, num sábado de madrugada, para assistir a pelo menos um filme da série no programa – também clássico – da rede Bandeirantes, Cine Prive.

O primeiro filme em que Emmanuelle aparece é de 1969, chamado Io, Emmanuelle, baseado no livro The Joys of the Woman da autora Emmanuelle Ars. No entanto, a Krystel só encarnaria a personagem principal a partir de 1974 com a recriação do filme. A atriz holandesa continuou interpretando a personagem-título em Emmanuelle 2.

A partir disso, surgiu uma série de filmes que seriam supostas continuidades da série erótica durante a década de 1980 e 1990, inclusive uma versão de ficção científica um tanto bizarra, em que Emmanuelle ia ao espaço sideral. No entanto, a partir de 1980 Krystel deixou de interpretar a personagem principal, apesar de fazer diversas aparições enquanto Emmanuelle mais velha.

Hoje, vítima de complicações sofridas após um AVC, a atriz que fez a cabeça de várias gerações de guris faleceu.

Mas podemos dizer que Emmanuelle já havia morrido com a alta propagação da pornografia na internet, que fez com que se perdesse o certo glamour que existiu outrora Hoje vemos mulheres seminuas em horário nobre, seja em novelas, filmes não-eróticos, programas de auditório, entre outros. 

Nos idos da década de 1980 e início da de 1990, era praticamente impossível ver qualquer tipo de seminudez na TV ou cinema; revista do tipo Playboy eram artigos raros e caros, exceção feita ao Carnaval e seus bailes televisionados ao longo da madrugada, conforme vimos reaparecendo com fervor, até em recordações na disputa política pela prefeitura de São Paulo.

O Cine Prive, junto com Emmanuelle, rompeu essas barreiras e inaugurou a alegria da meninada, talvez até no prazer pelo proibido, no fato de ter que ver tais filmes escondidos dos pais e, porque não dizer, na descoberta do próprio sexo. A internet acabou com o glamour do erotismo com a pornografia explícita. 

Pode-se fazer um paralelo: do mesmo modo que a internet acabou com o erotismo, a TV e o Pay-per-view vêm acabando com o glamour de ir ao estádio de futebol. Hoje ninguém mais assiste a filmes eróticos pela vasta oferta de pornografia na rede, do mesmo modo que os estádios do Brasil vêm assistindo ao seu esvaziamento, ano a ano.

Fica aqui o luto do Futebol, História e Futilidades pela morte de Sylvia Krystel.

Mas principalmente a campanha para que o torcedor comum volte aos estádios!!!

* sugestão de nosso leitor Francisco Rômulo, vulgo Lixo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Futebol e o Dia das Crianças

O bebê antes de nascer já chuta a barriga de sua mãe. Quando começa a aprender a andar, já é presenteado com uma bola. Se toma gosto pelo presente, não a largará nunca mais. Na rua e na escola, aprenderá que, qualquer objeto que possa ser chutado pode tornar-se uma bola, como meias enroladas, tampinha de garrafa, latinhas, jornais com fitas adesivas, enfim, há uma infinidade de possibilidades para o futebol, ou melhor, para jogar bola. Porque é isso que criança faz e é isso que a faz feliz.

Mas não é só nas ruas que as crianças se divertem com o futebol ou algo relacionado a ele. Em casa também há muita diversão que envolve este esporte e temos certeza de que algumas delas trará ao leitor uma enorme nostalgia e outras serão belas dicas de presente para o dia das crianças comemorado hoje.

A primeira delas é o futebol de botão, inventado em 1930 pelo brasileiro Geraldo Cardoso Décourt que, primeiro jogava com botões de cueca, passando posteriormente a usar os botões da calça de seu uniforme escolar. Dessa brincadeira de criança surgiu o "jogo de botões", aquilo que se tornaria o esporte difundido e praticado como modalidade esportiva, apresentando uma diversidade de regras e materiais, tendo adeptos em um grande número de países.

Outro brinquedo bastante legal, baseado no próprio futebol de botão, era o Futebol Gulliver, que substituía os botões por jogadores, cada qual com um tipo de pé diferenciado, específico para um determinado tipo de chute.


Não podemos esquecer também do divertido pebolim ou, em alguns lugares, totó:

Porém, o que mais a galera curte hoje em matéria de futebol, sem dúvida, são os jogos para videogame. Há uma lista imensa de jogos sobre o assunto, mas o que impera nos dias de hoje são o PES e o FIFA. Aqui fica uma menção honrosa a um dos maiores jogos de todos os tempos, quem tem mais de 20 anos, certamente irá se lembrar:





Independentemente do jogo, o que vale é a brincadeira, é ser criança sem se ligar para a idade, é se divertir e desfrutar sempre a vida. O futebol ajuda muito nisso. Lembrou de mais algum brinquedo que envolva o futebol? Escreva-nos!
Aproveite bem o Dia das Crianças e seja feliz!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Eleições no Futebol

Olá amigos, primeiramente gostaria de pedir desculpas pela ausência nos últimos tempos, mas vida de estudante-estagiário-blogueiro não é nada fácil. Prometo que, tanto eu quanto meus outros amigos blogueiros, faremos o possível para manter o blog atualizado e pedimos que continuem nos acompanhando sempre.

Domingo é dia de eleições para prefeito e vereador por todo o país. Campanhas publicitárias dignas de verdadeiros shows de humor (ou horror) para fazer a cabeça do eleitor na conquista do voto. Para quem já nasceu praticamente na época das eleições diretas (início da década de 80), votar é algo cotidianamente normal, diferentemente de quem sofreu  a coerção política da ditadura e a supressão de seus anseios em privilégio de outro.

Ainda que a democracia seja algo que foi conceitualmente alterado de certa forma ao longo da história, dizer o que se pensa e expressar a vontade através do voto é um fato deveras importante. No futebol não é diferente. O maior exemplo disso está no próprio nome de um dos maiores movimentos ideológicos da história do futebol brasileiro, a Democracia Corintiana, capitaneada por Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon que, entre outras coisas, estabelecia uma espécie de autogestão, onde tudo era decidido pelo voto.

Há poucos dias, o Palmeiras realizou uma reunião que promoverá, caso tudo se resolva positivamente, as primeiras eleições diretas para presidente do clube, tentando dissolver a ditadura carcamana que lá se instala desde tempos idos. Permitir ao associado a escolha do candidato à presidência do clube, teoricamente, aumenta a quantidade de torcedores que tornar-se-ão sócios, além de uma maior responsabilidade e compromisso por parte do presidente eleito, assim esperamos.

Para se ter uma ideia veja um ranking de eleições do futebol brasileiro feito em  09/11/2010 


RANKING DAS MAIORES VOTAÇÕES
  1. Internacional – 2008 – 7.473 votos – Reeleição de Vittorio Píffero
  2. Grêmio – 2008 – 5.365 votos – Eleição de Duda Kroeff
  3. Internacional – 2001 – 4.171 – Eleição de Fernando Carvalho
  4. Internacional – 2004 – 3.977 votos – Reeleição de Fernando Carvalho
  5. Internacional - 2006 - 3.500 votos - Renovação do Conselho Deliberativo 
  6. Sport – 2008 – 3.457 sócios – Eleição de Sílvio Guimarães
  7. Grêmio - 2010 - 3.063 votos - Renovação do Conselho Deliberativo
  8. Santos - 2009 - 3.204 votos - Eleição de Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro
  9. Grêmio – 2004 – 2.427 votos – Eleição de Paulo Odone
  10. Flamengo – 2001 – 2.367 votos – Eleição de Edmundo Santos Silva


A importância do voto traz o torcedor ativamente para o clube, da mesma forma que traz o cidadão para sua cidade. Saiba escolher bem o seu candidato e seja participativo na melhoria do local onde você mora e do time onde mora seu coração. Seja consciente e seja feliz. 

sábado, 8 de setembro de 2012

O amor não tem distância


Hoje trazemos um prisma diferente do futebol. Acreditamos realmente que a torcida pode influenciar no resultado do jogo, seja incentivando ou até mesmo vaiando e criticando. Tivemos o exemplo de Palmeiras x Sport essa semana, com vídeos motivadores, ingressos mais baratos por parte da diretoria, para incentivar o time alviverde na luta para sair da zona de descenso. O resultado foi positivo com mais de 30 mil pagantes no Pacaembu e o Palmeiras vencendo o jogo por 3x1.

Mas e quem mora longe do seu time de coração e não pode acompanhar os jogos ao vivo no estádio? Para ilustrar essa ligação entre o time e a torcida um depoimento de uma torcedora do Vasco, leitora do nosso blog, Mariana Rezende:

"Quando se ama o futebol não há barreiras para o torcedor, mas é certo que a distância tira um pouco o brilho do momento caloroso e único que é estar em um estádio.

Nasci em uma cidade do interior do Goiás, e isso nunca me impediu de torcer pelo Clube de Regatas Vasco da Gama. A paixão me foi passada de família, pela minha avó, torcedora fanática desde 1945.

Mesmo o futebol goiano não sendo muito forte, minha cidade, apesar de ser pequena, tem um time, a Jataiense, chamada de raposa do sudoeste goiano, que fazia a alegria da arquibancada nos clássicos goianos, e que já teve Borges (atualmente atacante do Cruzeiro) no time, e que hoje, infelizmente, está passando por um mau momento.


Não é que eu não goste ou não apoie os times goianos, eu gosto sim, eu torço sim, espero que eles se recuperem da má fase atual, e espero frequentar mais vezes os estádios goianos, mas minha paixão pelo Vasco foi algo muito natural, e que me inspirou a amar esse esporte ainda mais.

Tive a oportunidade de assistir jogos do Vasco em Goiânia, contra o Goiás (quando ainda fazia parte da série A) e mais recentemente contra o Atlético-GO. Hoje faço faculdade em Minas Gerais, e toda oportunidade que tenho de assistir aos jogos do Cruzeiro ou Galo contra o meu time (ou não) eu vou.


Esse ano na primeira rodada do Brasileirão, no jogo: Cruzeiro x Atlético-GO, em Minas Gerais, senti o que era estar no meio da torcida organizada, junto com a Máfia Azul. Foi algo extraordinário. Não existe nada tão forte quanto o futebol para unir tantas pessoas em um só coro, um só grito, e uma só paixão, como esse esporte.

É verdade que não sei o que é um jogo em casa, com a minha torcida, e estar na torcida adversária, fora de casa nunca é fácil, tem que ter sangue frio para aguentar a pressão, mas isso não me faz acompanhar ou torcer menos pelo Vasco do que um carioca, pelo contrário. Acho importante ir ao estádio, torcer, apoiar, vibrar junto com o time, mas essa paixão, essa alegria, tem que ser pelo time que realmente gostamos, e não pelo que moramos mais perto do estádio.

O meu grito de gol não é diferente do grito de um carioca, minhas lágrimas não são menos verdadeiras do que a de um carioca, e minha satisfação em vestir a camisa cruzmaltina não é menor que a de um carioca. Torcedor é torcedor. Independente do Estado onde mora e do time que ama".

sábado, 1 de setembro de 2012

Torcer é viver?

Talvez a maior característica de um torcedor seja transferir suas expectativas para o time pelo qual ele torce, ou seja, se vence ele se sente o melhor ser humano do mundo, se perde, sua auto-estima decresce de maneira muito considerável.

E sempre tem aquele discurso pronto na derrota: "ah! mas não era eu que tava em campo" ou "eles ganham milhões, treinam todos os dias e fazem isso???" Porém basta ganhar um jogo e alguns lançam suas "metralhadoras de "chupas" para todo o lado, com brincadeiras, provocações, algumas às vezes podendo ultrapassar algum limite.

É a atitude certa de um torcedor? Mover-se cega e unicamente pela paixão e esquecer da própria vida? Não é querer fugir dos problemas que fazem parte da vida simplesmente escondendo-se atrás de uma camisa de um time de futebol?

Nem sempre as coisas acontecem do jeito que queremos, mas enfrentar os percalços de alguma maneira ajuda no amadurecimento e o esporte torna-se algo mais prazeroso, ainda que haja derrotas, mas deixa de ser a válvula de escape que mascara alguma situação pessoal.

A vida é para ser vivida e o futebol faz parte dela. Faz parte, não é ela. E criar expectativas que dependem da realização de outras pessoas para nos satisfazer não é o melhor caminho. Torça pelo seu time, viva a sua vida e seja feliz.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Futebol Na TV é Mais Emoção. Será?



Olá amigos. Certa vez, assistindo a uma palestra na faculdade da renomada professora Marilena Chauí sobre a influência da mídia no cotidiano uma pergunta dela me intrigou e hoje, anos depois, ainda não encontrei uma resposta a esta indagação.

Ela perguntou a todos da plateia algo do tipo, por que precisamos de um narrador em um jogo de futebol na TV, se o que ele diz está diante de nossos olhos na tela? De fato, a professora tem razão mas, se o narrador não tem tanta importância na partida, o que dizer então dos comentaristas? Me parece até ser este o caminho natural de grande parte dos ex-jogadores: tornar-se técnico ou comentarista. Ou os dois, casos de Falcão e Júnior, por exemplo.

Mas o bom desempenho nos campos é garantia de sucesso ao microfone? Quem se lembra do “Pelé calado é um poeta” de Romário? Agora ele resolveu esculachar Mano Menezes via twitter pela campanha em Londres. Baixinho polêmico, no campo e na cabine de transmissão, tal qual Neto, o Craque e agora também Muller, que parece querer seguir a mesma linha de raciocínio que busca notoriedade e audiência de forma negativa. Há os que adotam o perfil de bom moço e procuram analisar o óbvio, como Caio Ribeiro e Denílson e os que, se não escondem suas preferências, tentam até demonstrar certa imparcialidade em seus comentários como Casagrande e Edmundo.

Voltando aos narradores, certamente sua importância maior se dá na hora do gol, pois eles são os responsáveis por transmitir somente uma parcela da emoção que é ver um gol ao vivo no estádio, no calor da torcida. E, quando são aqueles jogos terríveis de se ver, eles precisam prender a atenção do telespectador de alguma forma, por isso, na minha opinião, ninguém faz isso hoje melhor que Milton Leite. Que fase que ele está, hein!

Ouvir o jogo pelo radinho de pilha é uma tradição que passa de pai para filho, como a herança em torcer para o mesmo time, na maioria das vezes. E para o locutor este trabalho de narrar o jogo me parece ser ainda mais difícil pelo dinamismo que é e por mexer com a imaginação de quem está do outro lado com o ouvido colado ligado no jogo.

De qualquer forma, pelo amor dos seus filhinhos, não seja um corpo estendido no chão, acompanhe o seu time de coração, seja no rádio, na TV ou na Internet pois, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo! Que beleza!!!

domingo, 5 de agosto de 2012

Um Olhar Sobre a Cidade

São Paulo é uma cidade que tem história pulsante, nos convidando a todo dia descobrir algo a mais sobre ela, seja uma particularidade, um fato interessante, que talvez não seja percebido diante de tanta correria e caos. Quem mora nela sabe que, principalmente na região central, o fim de semana é o período ideal para ver a cidade como ela realmente é. Convidamos você, caro leitor, a um pequeno passeio de domingo na capital paulista.



Começamos nosso passeio pelo Pátio do Colégio, aqui temos, com os padres jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, um núcleo para catequização de  índios, que foi considerada o marco inicial da cidade de São Paulo, criado em 25 de Janeiro de 1554. Porém, esta construção não é a original, vítima de um desmoronamento de causas desconhecidas, mas sim uma feita nos mesmos moldes, em 1954. Abriga, entre outros hoje, o Museu Anchieta, Biblioteca e uma cripta com o fêmur do padre que batiza o museu.


Logo ao lado do Pátio do Colégio temos, projetado por Ramos de Azevedo, entre 1881 e 1891, conjunto arquitetônico que abriga Secretaria da Justiça desde 1997, destaca-se no Pátio do Colégio, centro da capital paulista. Ramos de Azevedo é considerado o mais importante e prestigiado construtor da nova imagem institucional de São Paulo nas duas primeiras décadas do século XX. Dentre suas principais obras podem-se destacar: o Teatro Municipal, o Palácio das Indústrias, a agência central dos Correios e Telégrafos e o Liceu de Artes e Ofícios (atual Pinacoteca do Estado).
Ação de pichadores tira a beleza da edificação
Saindo dali à direita, logo chegamos na rua de mesmo nome. Conhecida por muitos até em letras de músicas, a Rua Direita faz parte do chamado triângulo histórico de São Paulo, formado também pelas ruas São Bento e Quinze de Novembro. Atualmente, a rua Direita mantém sua tradição de lojas e comércio que sempre teve, não tão importante como já foi, mas ainda sim de passagem obrigatória para qualquer pessoa que por ali passa em um passeio pelo centro de São Paulo.

Em metade do século 19, a rua Quinze de Novembro já se consolidava como principal artéria econômica do triângulo histórico.  Entre os anos da República até a década de 40, São Paulo viveu a “belle epóque” e já viria a se considerar a capital econômica e cidade mais desenvolvida do Brasil, e claro, tanto desenvolvimento refletiu no triângulo e principalmente na XV de Novembro, agora tomada por bancos e gigantescos arranha-céus.

A Rua São Bento seria então a parte religiosa deste triângulo, ligando o Mosteiro de São Bento ao Largo de São Francisco, duas das principais Igrejas da cidade. Algumas imagens para ilustrar nosso passeio:

Mosteiro de São Bento











Rua São Bento com o Mosteiro ao fundo











Outro ponto importante de se visitar em São Paulo é o Teatro Municipal. Localizado na rua Xavier de Toledo, é uns dos maiores da cidade, além de ser cartão postal e ponto de encontro para quem gosta de se divertir pelo centro. Em frente ao teatro, temos hoje as Casas Bahia, porém, numa época em que os shopping centers eram poucos, o grande lance era levar a criançada para visitar o Mappin, um magazine com seu indefectível relógio,  um grande centro de compras e, por que não, de lazer, para todos os paulistanos. 



Esse post é só um aperitivo para quem quiser conhecer um pouco mais dessa incrível cidade, o valor do passeio e a duração dele depende exclusivamente de seu fôlego e curiosidade ou, no máximo, um bilhete de metrô. Aproveite!