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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Racismo no Futebol



Ontem, 20 de Novembro, comemorou-se o Dia da Consciência Negra, data da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. A essa data, fazemos uma reflexão acerca da importância do negro na nossa sociedade no mesmo patamar e da mesma maneira que brancos, indígenas e qualquer etnia que seja, há de ser valorizar o ser humano, ainda que essa realidade esteja muito longe de acontecer, com exemplos no nosso cotidiano que nos mostra que esta humanidade ainda tem muito o que aprender.

Vejamos o exemplo do racismo no futebol, que é o carro-chefe do nosso blog. Há casos e mais casos lamentáveis de práticas racistas ao longo da existência do esporte amado por muitos, mas que ainda traz em si muita pequenez. Chama-se o jogador negro de macaco, oferecem a ele bananas na arquibancada,insulta-se das mais diversas formas, uma verdadeira atrocidade que já passou da hora de acabar.


Em um dos casos mais polêmicos do futebol, o jogador Grafite, que atuava pelo São Paulo, em 2005, foi alvo de ofensas racistas do jogador Leandro Desábato, do Quilmes. Disputando a Libertadores da América, os dois times se enfrentavam no Morumbi, quando Grafite empurrou o rosto do zagueiro argentino e foi expulso de campo. Justificando sua atitude, Grafite afirmou que foi vítima de racismo, ao ser chamado de “macaco” pelo argentino. Desábato foi preso no gramado e ficou dois dias na prisão. Grafite prestou queixa contra o argentino, e o jogador só foi liberado após pagar uma multa de R$ 10 mil, e pôde voltar à Buenos Aires, mas se comprometendo a voltar ao Brasil durante o processo. Algum tempo depois, Grafite retirou as queixas contra o argentino.

Se lembrarmos de grandiosos ídolos como Pelé, Coutinho, Luis Pereira, Eusébio, Dener, Dida, Leônidas da Silva, César Sampaio, Freddy Rincón, entre tantos outros jogadores negros, o futebol teria a beleza que é, sem a existência deles? Racismo em qualquer âmbito de nossa convivência como seres humanos é inadmíssivel. Sejamos inteligentes. Sejamos todos felizes!


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Andrés Sanches: O Bom, o Mau e o Feio


















Andrés Sanches pode ser enquadrado como sendo ao mesmo tempo os três personagens do clássico filme de Sergio Leone, "O Bom, o Mau e o Feio". Visto como "o Bom" por considerável parte da torcida do Corinthians; como "o Mau" por considerável parte dos torcedores adversários e, last but not least, "o Feio", tanto por sua figura do ponto de vista estético quanto por sua atuação em recentes casos, como o do "Clube dos 13", "CBF" e, mais recentemente, na reunião com Romário e Chilavert sobre o futebol sulamericano.

O Bom

Como já adiantado, Andrés é tido por considerável parte da torcida corinthiana como um grande, alguma parte o considera o maior, presidente do Corinthians. Além do "sonho da casa própria" realizado, Andrés de fato ajustou as contas do clube, agregou um novo significado e magnitude à marca Corinthians, foi responsável pela concretização dos planos de um CT moderno, o que os rivais já possuíam há boas décadas, enfim, uma série de realizações.
Ainda que muitos adeptos, e muitos adversários, consigam perceber que Andrés não é um personagem dos faroestes, maniqueísta, sua figura em muitas discussões toma forma de Deus pelos partidários e de Diabo pelos opositores. Em qualquer dos lados, o que ocorre é um pré conceito na avaliação de sua atuação como dirigente.

O Mau

Em estatísticas não oficiais, quer dizer, no puro achismo, 9 entre 10 torcedores rivais não "vão com a cara" de Andrés Sanches. Parte dessa "birra" pode se dever ao fato do status que o presidente corinthiano alçou o time de Parque São Jorge. Outra parte dessa visão dos torcedores dos demais clubes pode ser também uma reação ao modo como o ex presidente é tratado pelos torcedores alvinegros e pelo modo mais informal com que Andrés exerceu a presidência. Não me lembro de caso parecido com algum presidente de qualquer clube do mundo com aquele jogo em que Andrés assistiu junto da torcida, na arquibancada, lugar avesso ao conforto das tribunas ao qual estamos todos acostumados a ver os presidentes. Afora todo o exposto, Andrés sempre "brigou" pelos interesses do Corinthians. Quando saliento isso, quero explicitar o fato de que se a gestão encontrava algum entrave aos seus interesses gerado por algum clube, Andrés simplesmente optou pelo Corinthians em vez das soluções políticas. Caso exemplar foi o de não mais jogar alugando o estádio do Morumbi.

O Feio

Recentemente diversas reuniões "em prol do futebol como um todo" têm sido feitas. O movimento de jogadores "Bom Senso FC" em relação ao calendário vêm de uma tendência que, bem ou mal, podemos tomar como ponto a dissolução do "Clube dos 13". O monopólio do repasse dos direitos de transmissão exercido pelo "Clube dos 13" mostrava-se, no mínimo, improdutivo do ponto de vista econômico, já que as cifras no primeiro contrato negociado individualmente cresceram para todos os clubes.
A atuação de Andrés pós Corinthians, na CBF, se mostrou bastante conturbada em relação ao caso Mano Meneses. A aparente estreita relação com Ricardo Teixeira também deixava Andrés aos olhos da opinião pública como mais um vilão do futebol, já que Teixeira e sua atuação como presidente têm sido questionada há um bom tempo do ponto de vista ético. A mudança de presidente da instituição e a demissão de Mano, o técnico de Andrés, colocou anches em uma posição insustentável. A demissão era o único caminho.
O vulto de Andrés voltou a se manifestar no começo de setembro. Uma reunião para discutir o futebol sulamericano, criticado desde os tempos à frente do Corinthians, foi realizada no Parque São Jorge com as presenças mais repercutidas do deputado Romário, notabilizado no cargo com processos relativos à CBF, e Chilavert e Maradona. Os rumos ou os porquês da reunião ainda permanecem nas versões oficiais, que não cabem ser discutidas aqui graças às matérias presentes nos maiores sites de comunicação que podem facilmente ser acessadas. Porém, apenas pela presença de Andrés na reunião já foram ouvidos burburinhos em relação a esses rumos e porquês...


O objetivo deste post, autoral em seu conteúdo, não é de forma alguma encerrar ou "dar números finais à partida", mas sim oferecer um panorama do que posso perceber nessa questão. Creio que nos dois extremos das opiniões esse post não representará grande coisa. Porém, para aqueles que se colocam em posição de pensar sobre o futebol de forma mais "científica" esse post pode trazer argumentos e certa bagagem para continuarmos essa discussão que ainda está bem longe de terminar.

(Post publicado simultaneamente em http://ehtudohistoria.blogspot.com.br/)

segunda-feira, 25 de março de 2013

Futebol e Música: Baza a Correr com o Paulo Bento


Futebol e música. Música e futebol.

Uma relação intrínseca. Jogadores de futebol nutrem uma paixão fora do comum quando se trata de música. Quando descem do ônibus, estão eles com fones de ouvido imensos; quando comemoram gols, comemoram com dancinhas de mau gosto; aparecem em vídeo-clipes; frequentam shows e boates, onde seus artistas – ou ritmos – preferidos tocam ou são tocados.

O inverso também é válido.

Músicos normalmente gostam de futebol. De jogar e torcer.

Casos célebres como Chico Buarque e Toquinho reforçam o argumento. Mas abro essa nova sessão para falar de um músico que se utilizou do talento para cornetar seu time. Melhor dizendo, o treinador de seu time a época.

Não, ele não é brasileiro.

Falo de Valete. Nascido em Lisboa, mas filho de São Tomeenses, ingressou no cenário Hip Hop em 1997. Têm dois discos, Educação Visual e Serviço Público, lançados em 2002 e 2006 respectivamente. Era reconhecido pela habilidade no improviso e grande ganhador de diversas batalhas de Freestyle, mas surpreendeu pelas letras extremamente politizadas em seus dois trabalhos de estúdio. Atualmente o considero como melhor MC (master of cerimony) de língua portuguesa, devido o seu flow, sua erudição e qualidade das letras.

Mas um sujeito engajado assim vai criticar um técnico de futebol?

Sim. E o alvo de sua crítica é Paulo Bento, atual técnico da Seleção Portuguesa e que na época dirigia o Sporting Lisboa, time pelo qual Valete é torcedor fanático.

Primeiro falaremos uma pouco da história de Paulo Jorge Gomes Bento.  Ex-jogador de futebol, com diversas passagens por times portugueses, se notabilizou especialmente pelas passagens pelo Benfica e pelo próprio Sporting, em que encerrou a carreira. Chegou a jogar pela Seleção Portuguesa, mas nunca alcançou muito prestigio fora da terrinha. Obteve sucesso como treinador do Sporting, mas seu auge foi ser chamado para o comando da seleção nacional. Contudo, uma má fase a frente do tradicional time de Lisboa, desencadeou uma série de protestos da torcida sportinguista, inclusive a música de Valete que postarei mais adiante.

Por fim, falar um pouco do Sporting Lisboa. Na verdade, Sporting Clube de Portugal.  Fundado em 1906 é considerado um dos três grandes clubes portugueses, junto com Benfica e Porto. Conquistou 18 vezes a Liga Sagres, 19 vezes a Taça de Portugal e 7 vezes a Supertaça. Foi também uma vez vice-campeão da antiga Taça da UEFA, na temporada de 2004/05.

O Sporting foi responsável a apresentar ao mundo, o melhor jogador português de todos os tempos e um dos melhores do mundo na atualidade: Cristiano Ronaldo. Contou com inúmeros jogadores brasileiros em seu elenco como Ricardo Rocha e Silas, na década de 1980. Mais recentemente, podemos citar Anderson Polga, André Cruz e Fábio Rochemback. Contudo, os dois jogadores que fizeram mais sucesso com a camisa alviverde de Lisboa foram os centroavantes Jardel e Liédson. Ambos viraram ídolos máximos no clube lisboeta.

Outros conhecidos dos brasileiros que vestiram a camisa sportiguista: Frank Rijkaard, Rodolfo Rodriguez, Luis Figo, Peter Schmeichel e Nani.

Os três personagens foram desvendados. Vamos agora à música, o vídeo com a letra a seguir:


BAZA A CORRER COM O PAULO BENTO
Eu sou sportinguista de compromisso tácito
Coração verde e branco às riscas como um fanático
Vi o Sporting com mística, vi o Sporting apático
Chorei fracassos e conquistas desde Jordão a Sá Pinto
Hoje estou desapaixonado, desprendido, desinteressado
Já nem vejo os jogos na TV, muito menos me apanhas no estádio
O desinteresse começou esta temporada
Quando eu via o Sporting a levar abadas jornada após jornada
Com aquele futebol dormente, burocrático, improdutivo
Depois dizem-me que o Paulo Bento é muito táctico e científico?
Nah Paulo Bento ouve, tu és básico e ridículo
Inválido sem sentido, inábil e sem currículo
Vê se fazes um curso de treinador a sério Paulo
Porque esse teu esquema é burro nem quando ganhas tu tens mérito, Paulo
Como é que podes um gajo como o Ronny a defesa esquerdo
Esse lateral vegetal que mal ataca, mal defende
Insonso e lento, só safa mesmo nos cruzamentos
Tonto e pachorrento como a passada dum jumento
Às vezes parece mesmo que esse teu cérebro só tem pó
Ninguém percebe como que pões a jogar um gajo como o Djaló, Paulo
Diz-lhe que ele é tecnicamente um cataclismo
E que um campo de futebol n é uma pista de atletismo
Djaló, serias bom se isto fosse uma Liga de crianças
E se tivesses um talento do tamanho das tuas tranças
Refrão:
Baza Correr com o Paulo Bento
Lenços Brancos no ar, baza correr com o Paulo Bento
Baza correr com o Paulo Bento
Merecemos bem mais, baza correr com o Paulo Bento
Baza correr com o Paulo Bento
Tomates e assobios, baza correr com o Paulo Bento
Baza correr com o Paulo bento
Sportinguistas, baza correr com o Paulo Bento

Degradas o plantel com Farneruds e Pereirinhas
Não és treinador para este clube vai treinar o Fontainhas Paulo
A crise n é da agora desde o inicio que tu já vinhas mal
"É preciso tranquilidade", acaba com essas ladainhas Paulo
Fizeram do Freitas bode expiatório
Como se fosse o Freitas a dar ordens no balneário
Assume a culpa a equipa não tem estratégia ofensiva
Só tens fé nesse losango suicida, nunca tens alternativa
O Porto já está a milhas há muito que saímos da briga
E dizes que ainda temos um grande objectivo, qual é? A Taça da Liga?
Fizeste um plantel sem um único extremo de raiz
Nah, é o pereirinha o nosso extremo de raiz
O Douala pertencia aos quadros até ao fecho do mercado
dispensaste-o como se o plantel já tivesse excesso de qualidade
Misturas a qualidade do Moutinho, Veloso e Romagnoli
Com a mediocridade do Farnerud, Djaló e Ronny
Tu sabes que em corridas de cavalos não se devem por pôneis
Até me fazes ter saudades do Peseiro e do Boloni
Já chega Paulo, vê-se bazas daqui para fora
Antes que isto acabe mal com tomates na tua cara

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)" x Estatísticas no futebol

Assim como as críticas de filme começam praticamente todas com um "cabeçalho", começarei nesse modelo por aqui também:


"O Homem que Mudou o Jogo", título original "Moneyball", é um filme estadunidense de 2011, estrelado por Brad Pitt, no papel de Billy Beane, gerente do  Oakland A's na temporada de 2002. Beane tem que montar um time competitivo, à revelia de um orçamento que chega a ser 1/3 do das grandes equipes da liga.
Muito bem, a história é essa. Mas qual esporte é o dos A's? Beisebol.
A pergunta de 1 milhão de dólares então seria: E o que um filme que fala sobre beisebol faz num blog dedicado a "História, Futebol e Futilidades"? A resposta se resume a uma palavra: Estatísticas.
As estatísticas são utilizadas na hora de selecionar os jogadores para o time levando em conta estritamente a sua função e posição no campo de jogo. Não entendo lhufas de beisebol, mas a ideia é bem interessante: um jogador que tem em sua função apenas rebater a bola, precisa saber lançar ou receber? A resposta, segundo Peter Brand (Jonah Hill), o coadjuvante do filme, é não. Um rebatedor que tem bom aproveitamento em rebatidas que resultam em pontos é um jogador a ser contratado; por eventualmente não conseguir grande desempenho em lançamentos ou algo do tipo, esse jogador então seria barato, já que o pensamento até então seria o de que os jogadores a contratar seriam aqueles mais "completos".
Após muita resistência e percalços, com essa filosofia a dupla Beane/Brand consegue 20 vitórias consecutivas, um recorde na liga americana. Ao final da temporada, Beane recebe uma proposta do Boston Red Sox, o que o tornaria o gerente mais bem pago da história. Ele recusa a oferta, permanecendo em Oakland, e dois anos depois, baseando-se nas idéias de Brand e Beane, o Red Sox é campeão.

Para além da qualidade fílmica (fotografia, roteiro, atores e etc), o filme traz uma questão bastante interessante que talvez possa ser extrapolada ao futebol, por exemplo. Todos querem ter Messi, Cristiano Ronaldo e Iniesta em seus times, porém, ter esse tipo de jogador é muito caro. A saída então para os times com menos recursos poderia ser encontrada na análise das características dos jogadores de forma absolutamente racional? Para mim, sim.
Quais as qualidades do volante Ralf, do Corinthians? Desarme e marcação. Qual função ele desempenha em campo? Primeiro volante, que requer "desarme e marcação". Assim como Pierre, ex-Palmeiras, atual Atlético-MG, Ralf não possui boas habilidades de passe ou drible; porém, se observarmos sua função em campo, essas qualidades não são requeridas, do mesmo modo que Iniesta não precisar saber dar botes ou Cristiano Ronaldo tirar bolas de cabeça em sua área. Por mais que pareça algo óbvio, nem sempre essa observação é feita, o que resulta em contratações desastrosas, como por exemplo, Daniel Carvalho pelo Palmeiras. Daniel não é péssimo em nada, apenas no peso. Como um meia que tem a responsabilidade de organizar o jogo e puxar o time pode não ser ágil?

Assim como no filme, apenas estatísticas não bastam nas horas de decisão. Por outro lado, apenas o individual também não. O conceito de equipe coesa, com funções e obrigações bem definidas é colocado no filme como sendo a chave do sucesso do A's. Se observarmos a Inter de Milão 09/10 com Mourinho, o Brasil 94/02 e o Corinthians 11/12, o conceito de equipe está bem claro. Nessas equipes, quando muito existiam 2 craques que desequilibravam as partidas: Sneijder e Etoo; Bebeto e Romário; Ronaldo e Rivaldo; Emerson e Paulinho. O resto do time ficava longe de ser constituído de craques. Em alguns casos encontramos até jogadores que fora daquele contexto, não seriam nem titulares.

Supertimes dão certo? Sem dúvidas. Os "galácticos" do Real Madrid (01 - 07, 09 - ), provam isso. Contudo, não parece que será possível contratar um Zidane, Ronaldo, Figo e Beckham por 200 milhões de euros em um contexto em que a UEFA vem com o "Fair Play financeiro". Não obstante, dirigentes vivem reclamando que não dá para montar uma equipe competitiva para a disputa do campeonato brasileiro sendo que a receita de seu time é em alguns casos 20% da dos times de ponta. Como resolver?

Além de acessar o futhistfut.blogspot.com, acho que os dirigentes deveriam assistir ao "Moneyball" acompanhados de leituras sobre "Periodização Tática", também já comentada no citado blog...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Forasteiro do Cangaço

Sousa e Martins


O sonho de todo jogador é vestir a camisa da Seleção Brasileira, mas nem todo jogador que a veste está no sonho da torcida. É o caso do zagueiro Durval, que estreou como titular do Brasil contra a Argentina no Super Clássico das Américas, em que o escrete Canarinho venceu na cobrança de pênaltis.

Durval, o homem que consegue marcar dois gols contra em duas finais de Libertadores em 2005 e 2011, é também um predestinado, tem em seu histórico 10 títulos estaduais consecutivos pelo Botafogo-PB (2003), Brasiliense (2004), Atlético-PR (2005), Sport Recife (2006 a 2009) e Santos (2010 a 2012).

Está bem longe de ser um craque. Entretanto, com esse decréscimo qualitativo do futebol brasileiro nas últimas décadas, também não pode ser taxado como perna-de-pau. Não compromete e faz bem sua função, de vez em quando, até consegue marcar seus golzinhos.

Dificilmente será convocado para a Copa das Confederações em 2013 ou para a Copa do Mundo em 2014. No entanto, isso pouco importa.

Durval encarna o anti-herói. Tímido, humilde e sem nenhum apelo mercadológico como seu companheiro de time Neymar, não provoca gritos histéricos das adolescentes que sonham em ser suas princesas encantadas.

Contudo, quantos sorrisos ele não deve ter arrancado de seus conterrâneos na pequena Cruz do Espírito Santo, na Paraíba e em todo o nordeste brasileiro?

Enquanto para a maioria dos torcedores brasileiros simboliza o anti-futebol, o brucutu, um mal que deve ser extirpado do futebol brasileiro, para outros ele encarna a bravura e o senso de honradez, digno de um herói popular.
Qualquer semelhança com o Cangaço, não é mera coincidência.

Apesar da crítica dos “especialistas de plantão”, temos quase certeza que houve festa na sua cidade natal. Outra semelhança com os famosos cangaceiros do sertão nordestino. Mas acreditamos que muito mais pela convocação de seu filho do que pela conquista canarinho.

A Seleção Brasileira, para nós torcedores brasileiros, tem perdido cada vez mais seu valor. O quem tem valido nos últimos anos são justamente essas histórias particulares (talvez reflexo dessa nossa sociedade cada vez mais individualista?). E nada mais foi tão bacana na noite de quarta do que o depoimento com voz embargada do emocionado Durval após o final da partida.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Olimpíadas de Londres 2012 - Torneio Olímpico de Futebol: 1ª Fase


As Olimpíadas de Londres começam apenas na sexta-feira, dia 27/07. Mas a seleção brasileira masculina de futebol começa sua escalada rumo ao único título inédito de sua História na quinta-feira, dia 26/07.

O futebol, por incrível que possa parecer, é um esporte marginal nas Olimpíadas. É o único esporte que tem o torneio iniciado antes da abertura oficial, e no geral recebe pouca atenção mediante os outros esportes no que tange a mídia internacional.

A competição olímpica de futebol masculino é composta por 16 seleções, contando 18 atletas inscritos sendo esses com idade de até 23 anos, excetuando 3 deles que podem ter mais da idade mínima permitida, sendo a convocação desses últimos opcionais.

As regras da partida são exatamente as mesmas das competições organizadas pela FIFA ou pelas confederações continentais e nacionais de futebol. As seleções são divididas em 4 grupos, com 4 seleções cada uma; todos jogam contra todos de seu grupo, em turno único e os dois melhores colocados se classificam para as quartas-de-final.

Os estádios utilizados no campeonato serão os seguintes: Estádio de Wembley, em Londres; Old Trafford, em Manchester; Millenium Stadim, em Cardiff; St. James’ Park, em Newcastle; Hampden Park, em Glasgow; e por fim, City of Coventry Stadium, em Coventry.

Abaixo segue cada um dos quatro grupos, o principal atleta de cada uma das seleções e o prognóstico do Futebol, História e Futilidades para os classificados para a fase eliminatória do torneio:

GRUPO A
Seleção                                              Craque do time
Grã-Bretanha                                      Ryan Giggs – Manchester United
Senegal                                               Mohamed Diamé – West Ham United
Emirados Árabes Unidos                     Ismail Matar – Al Wahda
Uruguai                                               Luis Suárez – Liverpool
Classificam Uruguai e Grã-Bretanha nessa ordem.

GRUPO B
Seleção                                              Craque do time
México                                               Giovanni dos Santos – Tottenham
Coréia do Sul                                      Park Chu-Young – Arsenal
Gabão                                                 Pierre Emerick Aubameyang – Saint-Étienne
Suíça
Classificam México e Coréia do Sul nessa ordem.

GRUPO C
Seleção                                              Craque do time
Brasil                                                  Neymar – Santos
Egito                                                   Emad Motaeb – Al-Ahly
Bielorrússia                                         Sergei Kornilenko – Krylia Sovetov
Nova Zelândia                                    Ryan Nelsen – Queens Park Rangers
Classificam Brasil e Egito nessa ordem.

GRUPO D
Seleção                                              Craque do time
Espanha                                              Juan Matta – Chelsea
Japão                                                  Kensuke Nagai – Nagoya Grampus
Honduras                                            Maynor Figueroa – Wigan Athletic
Marrocos                                            Houssine Kharja – Fiorentina
Classificam Espanha e Japão nessa ordem.

Como são seleções que jogam muito pouco, é difícil comentar cada uma delas. Acho que o Uruguai chega bastante forte para o torneio e é o meu principal favorito ao ouro. Correndo por fora, na ordem, Espanha, Brasil e México.

Ao final da primeira fase, voltaremos comentando-a e fazendo novos prognósticos para as fases seguintes.

sábado, 7 de julho de 2012

Enfim, Campeões!



Esses sujeitos da foto não me conhecem. Mas jogaram por mim na quarta-feira, dia 04 de julho de 2012. Jogou por mim e por uma nação de 30 milhões de corinthianos: jogou por nós!

Foram aproximadamente 98 minutos de cartase pura.

Eu não era apenas “o” Diego. Não, não era!

Quarta-feira eu era o Cássio defendendo o gol. Era eu quem marcava o Riquelme. Era pelos meus pés que a bola passava no meio de campo. Eu era o Sheik marcando os dois gols. Eu era o Tite instruindo o time na beira do gramado. Era eu o gandula que sumiu com a bola e atrasava a reposição. Eu não era apenas “o” Diego: era cada um dos 40 mil corinthianos no Pacaembu empurrando o time, como sempre.

Após o momento catártico, veio a apoteose: comemoração, comemoração, comemoração!

Não assisti ao jogo na minha casa. Assisti na casa do meu pai. Não conheço ninguém do bairro, mas comemorei com os vizinhos alvinegros como se fossem meus melhores amigos; amigos de infância. Comemorei subindo na traseira de um caminhão de lixo, dividindo minha alegria com os irmãos que trabalhavam enquanto eu explodia em alegria.

As opções que fiz na minha vida, me levam a ser um sujeito extremamente racional. No entanto, quando se trata de Corinthians me dou o direito de ser e agir irracionalmente. O Diego educado que todo mundo conhece, se transforma num bastardo desbocado e sem alma que pouca gente reconheceria.

“Aqui tem um bando de loucos” canta a Fiel. E isso que eu sou, enquanto corinthiano. Não mais um, mas um a mais nesse bando de loucos, maloqueiros e sofredores espalhados por todo o Brasil.

O único senão disso tudo, foi meu avô não estar vivo para ter visto e ter vivido, o que vi e vivi na quarta-feira, dia 04 de julho de 2012. Gostaria de ter assistido o jogo junto com ele, como sempre fazíamos, desde que me lembro por gente. Gente não, corinthiano!

Parabéns para os nossos 30 milhões de irmãos espalhados no Brasil e no mundo.

Campeões I-N-C-O-N-T-E-S-T-Á-V-E-I-S!

Campeões invictos. Sofrendo apenas quatro gols em 14 jogos. Empatando apenas uma partida em casa. Sem precisar decidir nenhuma classificação/título nas penalidades máximas. Campeões sobre o maior bicho-papão do torneio, que dos seus seis títulos da competição, quatro foram ganhos contra brasileiros: Cruzeiro, Palmeiras, Santos e Grêmio.

Hoje podemos dizer que não nos falta nenhum título, nenhuma taça, na sala de troféus que fica ali na Marginal, sem número.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O futebol na longa duração: Corinthians campeão da Libertadores 2012

Para este post, considero que o futebol constitui um microcosmo, onde todas as suas dinâmicas se dão de forma mais acelerada, reduzindo assim o tempo cronológico de suas transformações, e com isso, uso o conceito adaptado de longa duração.

Hoje, no dia seguinte à conquista da Copa Libertadores da América, muitos dirão que o título do Corinthians começou a ser gestado de forma consistente após a queda para a série B, fato que forçou a modernização estrutural do Corinthians. Concordo apenas em partes.

Penso que o "projeto" do Corinthians começou 10 anos atrás, em 2002 com Carlos Alberto Parreira. Claro que não quero insinuar que o Corinthians tinha um projeto "consciente" desde a chegada do ex-técnico da seleção brasileira. O técnico tetracampeão trouxe ao Corinthians e principalmente à torcida o futebol moderno, paciente, de toque de bola. Com certeza a paciência da torcida foi muito bem testada no jogo contra o San7os, o qual viramos perdendo em casa por 1 a 0, o que levaria a decisão para os pênaltis. Além de nem pensar em vaiar, a torcida jogou junto, não deixando de apoiar.

Quando pensamos na "longa duração", de modo algum queremos dizer que o caminho foi sempre retilíneo e sem percalços. Dentre as mudanças necessárias e que podemos classificar como rápidas, destaco a parceria com a MSI. Se com a vinda de Parreira o time já havia experimentado certa internacionalização de sua marca, com a MSI e consequentemente a vinda de craques do calibre dos argentinos Tevez e Mascherano, o time alçou os noticiários fora do país.

Em 2007 um fato novo estimula o girar histórico e funciona como um estopim para a revolução corinthiana. A queda da Bastilha alvinegra foi o descenso. Se por um lado representou a parte mais triste de um dos maiores clubes do Brasil, por outro, hoje percebemos que foi o mal necessário para uma nova modernização, a política e administrativa. Capitaneada por um ex-integrante do Antigo Regime no Parque São Jorge, Andrés Sanchez assumiu a presidência do cube após ganhar as eleições de forma inconteste, eleições que não eram realizadas de fato desde 1993.

O ano de 2009 é que vai explicitar as grandes mudanças com a contratação de um dos maiores ídolos do futebol brasileiro: Ronaldo.

Além de capitalizar vultosas somas, o atrelamento da imagem do R9 ao clube trouxe credibilidade aos olhos internacionais. Se antes o Corinthians era visto como um feudo, agora era visto como modelo em administração e gestão de marketing. São essas mudanças que proporcionaram à diretoria o poder de manter um técnico após eliminações, como Flamengo, com Mano, e Tolima, com o próprio Tite. A Libertadores de 2003, a qual o Corinthians obteve vaga graças à Copa do Brasil ganha por Parreira em 2002, experimenta uma quebra no trabalho, já que Parreira voltou para a seleção. De 77 a 2002, o Corinthians disputou 5 vezes. Se contarmos a partir de 80, que é quando a Libertadores entra no expediente dos clubes brasileiros, são 4. Em 20 anos. Apenas de 2003 para cá foram 5 participações. Para mim o argumento da necessidade de disputar mais vezes essa competição começou a fazer sentido em 2010.


Finalizando, não fosse o estilo de jogo irritantemente paciente iniciado com Parreira que "ensinou" a torcida do Corinthians a ter em muitos momentos mesma paciência irritante, as vezes até "absurda", vide a eliminação em casa para o Flamengo, quando a torcida apoiou o time incondicionalmente, somada a calma e preparo da diretoria, agora sim com um projeto consciente, que mesmo após a eliminação na pré para o Tolima manteve Tite e essa estabilidade culminou no título nacional e na conquista da América.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Eurocopa 2012 - A Grande Campeã

Não costumamos colocar fotos muito grandes, mas uma conquista como essa merece um grande destaque.

Caros(as) amigos(as) que acompanham o blog devem estar pensando que a bola de cristal deste que vos escreve quebrou-se de vez. Mais um palpite foi posto água a baixo pelo fabuloso futebol da Fúria. Depois dos jogos semifinais, estava claro (ao menos para mim) que a Itália seria campeã e que a Espanha não teria forças para bater o ânimo italiano, depois de esplendorosa vitória contra a Alemanha.

Foi um massacre. Ou parafraseando o glorioso Renato Portalupe, a Espanha passou o trator sobre a Itália.

O começo da partida foi bastante equilibrado, até que Xavi começou a brilhar e jogar como não jogara até então. Foi um show a parte do meiocampista espanhol, que participou direta ou indiretamente de todos os gols da Fúria.

Desequilíbrio que ficou ainda mais evidente após lesão do brasileiro naturalizado italiano Thiago Motta. Com um a menos ficou impossível para a Azurra segurar a volúpia de jogo da seleção espanhola.

Até então, a maior diferença de gols numa final de Eurocopa, foi em 1972, na Bélgica, quando a Alemanha Ocidental ganhou de 3 tentos a 0, contra a União Soviética. Isso em uma época que resultados elásticos eram mais normais. Pensar que a seleção espanhola goleou uma seleção fortíssima e tradicional como a Itália por 4x0 é quase um absurdo.

A Espanha vem fazendo História. Nunca dantes, na História do Esporte Bretão, uma seleção ganhou 3 dos campeonatos mais importantes do mundo de maneira seguida: Eurocopa de 2008, Copa do Mundo de 2010 e Eurocopa 2012. Basicamente com o mesmo time, ou pelo menos, o time base.

Diferenças históricas foram deixadas de lado em prol da seleção, e hoje estamos assistindo aquela – que talvez – seja a melhor seleção de Futebol de todos os tempos.

Pedindo licença aos amigos(as), transcrevo um trecho que li no blog do Júlio Gomes, da ESPN Brasil e que resume de maneira genial o que eu estou tentando dizer nesse post: “Mais uma página foi assinada nesse primeiro dia de julho de 2012. Se o mundo acabar mesmo esse ano, ele terá acabado com os espanhóis como os donos do melhor futebol do planeta. Os donos da bola.”

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Eurocopa 2012 - A Grande Final


Eis que depois de quase um mês de partidas boas e ruins, a Eurocopa chegou a seu momento decisivo. Domingo, dia 1º de julho de 2012, conheceremos a melhor seleção da Europa. Quem tem acompanhado o nosso blog perceberá que nossa bola de cristal falhou nas previsões. Ao invés de Portugal e Alemanha, classificou-se Espanha e Itália, a grata surpresa do campeonato. Vamos à análise das equipes e os prognósticos para a Grande Final:

Espanha x Itália: apesar de todos acharem CR-07 um tanto mascarado, sua fala após a disputa de pênaltis refletiu bem o que foi o jogo que classificou a Espanha para as finais: injustiça! Não que eu não goste do futebol espanhol, muito pelo contrário. Mas a partida semifinal foi toda de Portugal e a Fúria não conseguiu implantar seu estilo de jogo. Falta um matador a altura de craques como Iniesta, Xavi e David Silva. Portugal jogou melhor e merecia melhor sorte, mas futebol não é apenas sorte e também faltou um pouco de tranqüilidade aos lusitanos para concluir a gol. Já a Itália é a grande surpresa da Euro: chegou desacreditada e com muitos problemas internos. Todos apontavam para o problema da alta média de idade e como isso poderia refletir no futebol da seleção. Contra todos os prognósticos, a Azurra derrubou a seleção sensação da Euro, a Alemanha que começou massacrando, mas que, no entanto, se perdeu após o primeiro gol de Balotelli. Contando com excelente atuação de Buffon e com o endiabrado Balotelli em dia inspirado, passou o trator sobre o ótimo time germânico e chegou a final embalada. A Espanha chega como favorita, por ser a atual campeão, mas sob desconfiança pela atuação pífia nas semifinais. Já a Itália chega forte e com pinta de que vai aprontar para cima de mais um adversário tido por favorito. Palpite: Itália.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Eurocopa 2012 - Semifinais


Findaram-se as quartas de finais da Eurocopa 2012. Quem acompanha o blog percebeu que acertamos todos os palpites para semifinalistas. O gargalo está afunilando e domingo próximo veremos quem será a melhor seleção da Europa. Vamos as apreciações dos jogos semifinais e os já tradicionais palpites.

Espanha x Portugal: a Fúria passou pela França por 2x0, com excelente atuação de Xabi Alonso. Manteve seu futebol de muita posse de bola e troca de passes, mas com muito pouca objetividade. A seleção espanhola mantém a bola sob seu domínio, mas arremata pouco a gol o que pode ser um grande problema em jogos equilibrados. Portugal começou a Euro pouco convincente e com CR-07 atuando abaixo da expectativa. Entretanto, a partir da última rodada da primeira fase o craque lusitano desencantou e desequilibrou para a seleção portuguesa e deu gás novo a equipe. Portugal classificou-se no chamado “grupo da morte” e chega forte na semifinal ibérica. Palpite: Portugal.

Alemanha x Itália: a Alemanha é o time que tem o futebol mais objetivo e mais agradável de assistir nessa Eurocopa. O time germânico joga um futebol de marcação adiantada e que sufoca o adversário. É uma equipe que chegou à Polônia/Ucrânia com o status de favorita e vem confirmando os prognósticos. Já a Itália chegou cheia de problemas extra-campo, com um time envelhecido e questionado. Mostrou força ao empatar com a Espanha e pela excelente partida feita contra o ferrolho inglês. Apesar do empate no tempo normal e na prorrogação foi muito mais incisiva e merecia melhor sorte no tempo normal. Tem também o melhor jogador da competição até o momento, o meio-campista Pirlo que vem fazendo a diferença. Palpite: Alemanha.

Afinal, é a Final!!!


Olá amigos, leitores assíduos do nosso blog, podem estar se perguntando: vocês não falar do Campeonato Brasileiro? Ora, meus caros, eu lanço uma devolutiva: é possível falar agora em outra coisa que não sejam as finais da Libertadores e da Copa do Brasil?

Os corintianos tem hoje a maior partida de suas histórias, enquanto que, na semana que vem, os palmeirenses tem a chance de voltar a galeria de grandes campeões e dissipar a crise que os assola há mais de uma década.

E os demais torcedores? Resta torcer, contra ou a favor. Ou, na melhor das hipóteses, para que seus problemas sejam resolvidos rapidamente. O sãopaulino anseia por um novo técnico, já que não consta mais com Leão, que fora contratado para ficar 2 meses e ficou por 8, ou seja, já tava fazendo hora extra. O santista quer esquecer a eliminação na Libertadores e recuperar a boa fase do time que, querendo ou não, vai de acordo com a fase de Neymar.

Quando acabarem essas finais, começa de fato o Campeonato Brasileiro, ao menos para os dois times paulistas finalistas. Esperamos que não seja tarde demais, pois, em caso de fracasso na conquista dos títulos, ficará muito difícil conseguir alguma coisa também no Brasileirão. Até a próxima!


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Taça Libertadores da América 2012 - A Grande Final


Falando das finais da Libertadores. Um time fazendo sua estréia em finais. Outro, um time tarimbado, com dez finais disputadas e seis títulos conquistados. Um time sem muita tradição em torneios internacionais. Outro, o time mais tradicional da América do Sul e temido por todos seus adversários.

Corinthians x Boca Juniors

Brasil e Argentina inteiros ligados no jogo mais esperado do ano, na América do Sul. Corinthianos contra o resto do Brasil. Xeinezes contra o resto da Argentina.

Não há como inferir um favorito. Ninguém duvida que será um jogo equilibradíssimo e decidido nos pequenos detalhes, como diriam algumas figuras da crônica esportiva.

O Boca possui um grande craque, jogador respeitado e temido pelos seus companheiros de profissão: Riquelme. Além disso, possui um time com jogadores cascudos e acostumados a decisões e jogos importantes.

O Corinthians, por sua vez, não possui nenhum grande craque. Sua força está no conjunto e na boa fase de alguns de seus atletas, como Sheik, Danilo e Paulinho. Apesar de nunca ter decidido um torneio continental, tem jogadores cascudos também e parece um time pronto para decidir.

O Boca vem da ressaca por ter perdido o título do Torneio Clausura, terminando em quarto legal. O Corinthians vem animado pela vitória contra seu maior rival na última rodada do Campeonato Brasileiro e por ter desclassificado, o até então, melhor time do Brasil na Libertadores.

Não há favoritos, mas aposto na força coletiva do time alvinegro.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Eurocopa 2012 - Quartas de Finais


A primeira fase do segundo campeonato de seleções mais importante do mundo chegou ao fim, e ontem iniciou sua segunda fase. Não fomos tão bem aos palpites, acertando apenas quatro das oito seleções que passaram as quartas-de-final. Acertamos Alemanha, Espanha, França e Inglaterra: só as barbadas!

Agora são os mata-mata, ou melhor só os mata. Eliminatórias em jogos únicos. Vamos à elas:

Chave 1:

República Tcheca x Portugal: uma partida que não previmos para a segunda fase. Depois de levar um sonoro 4x1 da Rússia, ninguém apostava na seleção Tcheca. Classificou-se em primeiro do seu grupo e foi uma das surpresas da primeira fase. Portugal é uma seleção forte, que fica melhor quando Cristiano Ronaldo está inspirado. Pouca gente apostava nos lusitanos, pois caíram no grupo da morte e a lógica apontava para a melhor seleção da Euro – a Alemanha – e a vice-campeã mundial Holanda. Mas a campanha pífia do time bávaro e a partida inspirada de CR-07 na última rodada, colocou a seleção portuguesa nas quartas. (PS: Portugal ganhou da República Tcheca por 1x0, em jogo duro em que CR-07 desequilibrou). Palpite: se tivesse escrito o post antes do jogo, apostaríamos em Portugal.

Espanha x França: o time espanhol classificou-se jogando seu futebol de posse de bola e poucos arremates. Sofreu e por pouco não saiu desclassificada. Graças a defesa magistral de Casillas e gol de Jesus Navas ao final do jogo, a Espanha classificou-se sobre a Croácia. A França vinha fazendo uma campanha sólida, mas levou um sacode da seleção sueca e por pouco não se classificou também. As duas seleções, apesar de elencos fortes, chegam de certa forma, contestadas. Apresentaram um futebol bem aquém daquilo que era esperado. Palpite: Espanha.

Chave 2:

Alemanha x Grécia: a Alemanha é a seleção que tem apresentado o melhor futebol da Eurocopa e é apontada como a grande favorita do campeonato. Já a Grécia é a outra surpresa, assim como a República Tcheca. Jogo aquele futebol pragmático, de muita marcação e contra-ataques. Pode complicar para a Alemanha, pois a entrega defensiva do time grego é fora do comum. Se o time alemão manter a toada, entretanto, tem tudo para passar o carro. Palpite: Alemanha.

Inglaterra x Itália: enquanto que a Inglaterra sofreu com a ausência do Rooney e passou por dificuldades contra a Ucrânia, que teve um gol mal anulado que poderia mudar a história da partida. A Itália, atribulada com prisões na concentração, escândalos de arranjo de resultados no Cálcio e com Balotelli trazendo alguns problemas para o ambiente, classificou-se com uma boa vitória contra a Irlanda e com o polêmico jogador italiano marcando o gol mais bonito da competição. Chega embalada e com boas chances contra um time inglês que pouco mostrou futebol. Palpite: Itália.

Taça Libertadores da América 2012 - Semifinais


Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela falta de posts meus nos últimos 10 dias pelo menos. Sabem como é: final de semestre chegando, responsabilidades aumentando, pouco tempo para Futebol, História e Futilidades; não o blog, que tenho acompanhado todas as postagens, mas para escrever sobre.

Falarei aqui das semifinais da Taça Libertadores da América 2012. Para quem tem acompanhado o blog, viu que acertamos os dois finalistas: Corinthians x Boca Juniors (falando disso, me lembrei que tenho de escrever sobre a Eurocopa 2012, já que se findou a primeira fase, começaram as quartas de finais e não publicamos nada).

Vamos as considerações acerca das semifinais (amanhã comentários sobre a grande decisão):

Corinthians x Santos (1x0 e 1x1): em ambos os jogos, a tônica foi do Corinthians fazendo uma marcação forte no time santista, que controlou a posse de bola, mas que pouco levou perigo a meta corinthiana nos dois jogos. Enquanto Rafael se desdobrou em boas defesas, a bola pouco chegou ao gol de Cássio. A vantagem conquistada na Vila Belmiro, com belo gol do Emérson Sheik dificultou as coisas para o Santos. Com Neymar e Ganso pouco inspirados nos dois jogos, o time da baixada santista teve esperanças com o gol do camisa 11 em um lance fortuito. O gol acordou o time de Parque São Jorge que se limitava a cozinhar o galo até então, que começou a pressionar. Logo no começo do segundo tempo, Danilo fez o gol que colocou o Timão na final inédita.

Universidad do Chile x Boca Juniors (0x2 e 0x0): como dissera no post anterior, a camisa do Boca pesa demais. Apesar de La “U” possuir um estilo ofensivo e bonito de assistir, sentiu a pressão em La Bombonera e levou dois gols, que seria muito difícil de reverter em Santiago. O Boca não é mais o time de outrora, mas é o Boca: tem tradição e força. Fez valer o mando de campo, fez uma boa vantagem: aí, foi acertar o sistema defensivo para o jogo do Chile e cozinhar o galo. Ainda teve a chance de vencer a partida com uma bola de Riquelme, que bateu caprichosamente no travessão. Adversário duro para o Corinthians na final.

terça-feira, 19 de junho de 2012

COR x SAN, 20/06/12. O jogo mais importante da história do Corinthians?


Bom, para mim, se contar os jogos que tenho a oportunidade de ver, é o mais importante. 

Em 90, além de não lembrar, ainda não torcia para o Corinthians. Contrariando boa parte dos torcedores, quando criança torcia para a Portuguesa, por influência do meu padrinho, que me levava ao Canindé. Comecei a torcer para o Corinthians quando já era cavalo, com 14, 15 anos. Escolhi o time sim. Ano de 2002.

Naquele ano o Corinthians tinha aquele time do Parreira, com "o melhor lado esquerdo do mundo", com Kleber, Ricardinho e Gil. Acho que naqueles tempos o futebol estava mais interessante que hoje, com muito menos frescura por parte dos atletas. As provocações tinham mão tripla, já que ao menos os torcedores dos times da capital tinham motivos para exaltar seus clubes. O Palmeiras ainda vivia da ressaca da Libertadores, o São Paulo era freguês do Corinthians mas chegava e o Santos vinha montando um time com Diego e Robinho para não "cair", segundo seu técnico, Leão.

Voltando à questão da importância do jogo, um dos primeiros "daqueles" após minha decisão de "virar a casaca", já foi importante, o da Copa do Brasil. Uma peleja tensa, com resultado apertado. Praticamente um batismo de fogo para o novo integrante fiel. Em seguida, veio o Rio-São Paulo. Mais jogos complicados contra o time da Vila Sônia. 

Claro que nem só de vitórias vivi. Em 2006, assisti no Pacaembu a derrota para o River nas oitavas de final da Libertadores. Esse jogo merece uma postagem especial, vou conversar com o Martins uma postagem conjunta, já que ele também estava no Pacaembu nesse dia.

Em 2009, a importância dos jogos mudou de foco. Não era mais o campeonato que importava, e sim quem estava em campo. O maior jogador que vi, Ronaldo.
Ter a honra de ver o Fenômeno em campo era algo incomparável. Acompanhado de títulos então...

Faz duas semanas que comprei o ingresso para amanhã. Já estou nervoso desde o jogo contra o Vasco, o qual também assisti no Pacaembu. Ontem, meu nervosismo começou a se manifestar "apenas" em 24 horas do dia, e não mais apenas quando eu "lembrava" do jogo. Amanhã devo quase morrer do coração.

Como disse no último domingo após o jogo de society comentado no post anterior, sairei do Pacaembu chorando de qualquer jeito. Se classificarmos, lágrimas de emoção devido à final inédita. Se não classificarmos...