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sábado, 21 de junho de 2014

A Eterna Muralha

As mãos que tremem ao escrever este pequeno rascunho não são nada perto das gigantes mãos de um grande homem que se foi, e que nunca tremeu.
Estas mãos eram de Oberdan Cattani, a muralha verde palestrina, que proporcionou muitas alegrias, além do respeito e admiração de todos.
Vencedor por diversas vezes. Viu e fez do Palestra líder, o Palmeiras campeão. Um dos símbolos da "defesa que ninguém passa", ainda assim, ele passou e nos marcou, deixando o legado de amor incondicional e dedicação entre o homem e o esporte.

Seu Oberdan permanecerá vivo em nossos corações, como o grande P, no centro de seu peito.
Difícil escrever e descrever algo que foge da compreensão, o que nos resta é somente aplaudir e agradecer por tudo aquilo que o grande goleiro fez.



"Iniciei no Palestra e vesti a camisa do Palmeiras, o que representa muito mais do que amor.
Oberdan Cattani
12/06/1919
20/06/2014

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ronaldo: O Eterno Camisa 1 do Corinthians


Em 07 de fevereiro de 1988 estreava com a camisa 1 do Corinthians, meu primeiro grande ídolo no mundo do ludopédio: Ronaldo Soares Giovanelli, ou simplesmente Ronaldo. Num empate, em jogo amistoso com o São José, o então terceiro goleiro do time profissional do Corinthians iniciava sua trajetória de 601 jogos com o manto alvinegro.

Era reserva de Valdir Peres e Carlos, dois goleiros consagrados, titulares nas campanhas da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1982 e 1986.

Com a dispensa de Valdir e as sucessivas convocações de Carlos para a seleção, tornou-se então titular da meta alvinegra.

Consagrou-se, com apenas 20 anos de idade, defendendo um pênalti de Dario Pereyra na abertura do Campeonato Paulista do mesmo ano, no clássico contra o São Paulo. Era apenas um prenúncio do sucesso que culminaria com o título, que também consagraria outro jovem valor que se tornaria ídolo: Viola.

Com apenas 22 anos foi fundamental – junto com Neto – na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990, inclusive sendo ganhador da tradicional Bola de Prata da revista Placar.

Era conhecido por defesas espetaculares e também por seu temperamento explosivo. Muito provavelmente foi por isso, poucas vezes convocado para a seleção brasileira, mesmo sendo um dos principais arqueiros do país no início da década de 1990.

Foi um dos precursores dos goleiros que saiam jogando muito bem com os pés. Arriscava dribles dentro da área que dava calafrios na Fiel, ao mesmo tempo em que a levava a loucura. Fazia excelentes lançamentos, atuando muitas vezes como um “quase-líbero” do time.

Após 601 partidas no gol corinthiano, o que o tornou o terceiro atleta a mais vestir o manto sagrado, atrás apenas de dois mitos como Wladimir e Luizinho, foi fritado no clube em 1998 a mando do então técnico Vanderlei Luxemburgo.

Mesmo tendo uma dispensa indigna de sua carreira irretocável no clube em que foi titular por 10 anos, se encontra no panteão dos imortais que vestiram a camisa do Corinthians: Luizinho, Neco, Gilmar, Rivellino, Wladimir, Sócrates e porque não seu xará Ronaldo Fenômeno?!

Parabéns Ronaldo Soares Giovanelli pelos 25 anos de sua estréia pelo Todo Poderoso. Você foi inspiração de muitos garotos com pouca habilidade nos pés e que mandava bem debaixo das traves, como eu, e quando faziam uma defesa difícil gritavam assim como Osmar Santos: Ronaaaaaaaaaaldo!

Segue um vídeo com alguns lances do eterno camisa 1 do Corinthians. A qualidade não é das melhores, mas para os da nova geração serve para ter uma idéia da grandeza dele nos gramados:

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Amém, Marcos!

"Jamais vou conseguir agradecer por isso, peço que nunca se esqueçam de mim, porque nunca vou me esquecer de vocês."

Foi com essa frase dita num Pacaembu lotado, que Marcos fez sua última partida pelo Palmeiras. O jogo era o time do Palmeiras de 1999 e a Seleção Brasileira de 2002, representando os dois maiores títulos de uma carreira iniciada em 1992, a Libertadores e a Copa do Mundo. O resultado pouco importava, muito menos quem fariam os gols, exceto por um detalhe, quando Edmundo foi derrubado na área por Beletti e a juíza Ana Paula de Oliveira marcou o pênalti a favor do Palmeiras. A torcida e os jogadores em uníssono pediram a Marcos que efetuasse a cobrança, muito reticente ele partiu e marcou, com um chute forte no meio do gol. Isso foi o bastante para o público ir ao delírio, inclusive este que vos relata, era um dos presentes naquela noite iluminada pelos deuses.

Marcos conseguiu extrapolar a barreira da admiração de um único time, há quem diga não gostar dele, mas esse tipo de gente não deve gostar nem de si mesmos, nem de nada. O que é mais bonito no caráter de Marcos é o modo simples como o caipira enxerga a vida, isso cativa todos à sua volta e sua presença é sempre certeza de alegria e de bons causos.

Poderia aqui ficar dias falando sobre o que Marcos representa na minha vida, como torcedor palmeirense e amante do bom futebol, mas tenho certeza de que a homenagem recebida nesta noite só foi uma pequena demonstração do carinho e admiração que todos temos por ele e por tudo que ele fez em nome do futebol.

E, pode estar certo, Marcos, nunca vamos te esquecer! 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Homenagem ao Dia do Goleiro

Toda criança brasileira, lá em meados da década de 90, quando ia jogar bola na rua e usava seus chinelos nas mãos como luvas, quando defendia uma bola gritava sempre a mesma coisa: "TAFFAREL! SAI QUE É SUA, TAFFAREL!"

Nosso goleiro tetracampeão era muito inspirador, principalmente por suas defesas de pênaltis, sua especialidade. E, para nós, crianças, era sensacional gritar que o Brasil era campeão do mundo novamente após 24 anos de jejum, tornando o goleiro parte fundamental dessa idolatria.

Mas houve outros guarda-metas ao longo de nossa história que são tão heróis quanto os artilheiros e meias habilidosos que habitam a mente de todos aqueles amantes do futebol. Cada time tem o seu herói embaixo das traves e fica a critério do nosso leitor elencar qual foi o melhor goleiro da história de seu time.

Herói e vilão, duas faces de uma moeda, separada por uma linha muito tênue, a linha do gol. O goleiro que hoje faz milagres incríveis, não pode se dar ao luxo de cometer um mínimo erro, que pode culminar na derrocada de seu time. 

Todos nós já ouvimos que "onde o goleiro pisa, não nasce grama", porém, em suas mãos estão as esperanças de milhões de pessoas em cada defesa que faz. É treinado para ser perfeito, mas é só um homem que faz de tudo para evitar a maior alegria do futebol: o gol.

Nossa sincera homenagem a todos os goleiros do mundo, fazendo a alegria de uns e a tristeza de outros. Parabéns!