sábado, 20 de abril de 2013

A Moleca Travessa

       Nosso post de hoje é uma sugestão da leitora Mylena Fantini, torcedora do Juventus, que nos conta um pouco da sua paixão pelo famoso time da Moóca. Faça como ela, nos conte sua história e, quem sabe, suas palavras serão as nossas. Abraços!



"Bom, no dia 20/04 o meu time comemora 89 anos ... Gostaria de comemorar de uma outra forma esse ano. Infelizmente o Juventus voltou novamente pra A3 .. Mas, enfim, meu amor pelo Juventus é igual amor bandido, mesmo depois de quedas, sei que o sentimento é o mesmo.
Pra quem não conhece, contarei uma breve história de como meu time foi fundado. O time foi fundado aqui na Mooca, bairro com influências operárias desde a imigração.

O Juventus foi fundado com um propósito: Garantir um entretenimento para os funcionários da fábrica de tecidos da tradicional família Crespi (prédio que hoje em dia é o Extra Mooca). Por isso, o estádio do Juve tem o nome de “Estádio Conde Rodolfo Crespi.”
O Clube Atlético Juventus só ganhou esse nome e a famosa cor grená quase 6 anos depois da fundação. Em 1930 entramos de vez na elite do futebol estadual, com o jogo de Juventus x Santos, lá na Vila Belmiro, disputando o Campeonato Paulista da Divisão Principal. 
Já indo ao ano de 1982, o Juventus fez a melhor campanha no Campeonato Paulista, garantindo o time jogar a taça de Ouro de 1983, aonde jogamos com os tradicionais times brasileiros. Ganhamos a taça de Prata de 83. Como dizem “O maior orgulho do Moleque Travesso na História” .
Já em 2012 tivemos acesso à A2, porém a felicidade não durou muito.. 
Como já havia dito, voltamos para o inferno da A3, mas são nas quedas que o amor verdadeiro prevalece.
Em homenagem ao meu time e ao meu amor verdadeiro, eu fiz uma tatto com o ano que o Juve foi fundado =)
Indo mais adiante, em 2005 fomos campeões da A2. Jogo memorável ! (Meu coração até palpita de lembrar). Em 2007 fomos campeões da Copinha, porém esses dias bons tiveram fim em 2008 e 2009, pois foram anos péssimos pro meu Juve, fomos rebaixados para a A2 e um ano depois para a A3.
O Juventus para mim é além de um time. Simplesmente representa um pedaço de história que vem sido apagada com a verticalização mooquense.
Torcer para o Juventus é lutar para que o tradicionalismo não acabe e que as coisas simples da vida criem um valor único, é lembrar sempre dos momentos em família, é saber que você pode apoiar o time cara a cara, é saber que irão ouvir você torcendo ou xingando. 
Torcer pro Juventus me faz sentir que realmente sou torcedora de futebol."




sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ao Ídolo Com Carinho

Geralmente nós ou a imprensa e a mídia de um modo geral ou, por que não dizer, o mundo todo, sempre homenageiam um ídolo quando da partida deste. Essa homenagem se resume a um, dois dias e depois fica no esquecimento. Mas e quando o homenageado é alguém que transpõe essa linha, tornando-se imortal? É disso que pretendo tratar com você hoje, que acompanha o FutHistFut.

Se nosso ídolo morreu é porque ele então não era de fato nosso ídolo. Eles não morrem. Digamos que fique mais difícil de conseguir um autógrafo, tirar uma foto, mas ele está lá, ou melhor, está aqui, dentro da memória de cada fã, de cada pessoa que admirava seu trabalho.



Joelmir Beting é um desses heróis. Herói economista. Por que? Ele nos salvou da inflação? Não, mas ele ajudou a entendê-la, com sua maestria em decifrar linguagens extensas e complexas e transformá-las num bate-papo informal durante anos na TV e no rádio. Me lembro da minha infância, de ouvir aquele homem falando no telejornal sem saber uma palavra sequer do assunto mas com uma atenção imensa naquele modo simples de falar que cativara não só a mim, como a todos os que estavam na sala.

Jornalista e eterno palmeirense, cujo amor o fez deixar o jornalismo esportivo, ainda assim tenho a certeza de que tinha e tem orgulho do filho Mauro que seguiu a mesma profissão, a mesma paixão. Paixão essa que começa com P de Palestra, P de Palmeiras, P de Pai, do qual também sempre me orgulho do meu.

Eu termino o post homenageando a Família Beting pela importância na história do jornalismo e também do Palmeiras e deixo uma das célebres frases do Seo Joelmir:

"Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... É simplesmente impossível!".

sábado, 30 de março de 2013

O apoio é fundamental

Como diz Milton Nascimento: "Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito." E o nosso time, onde guardamos? No coração, acompanhando-o por onde for, independente da situação? Na cabeça, pensando friamente e sabendo dividir sua existência do restante da sua vida? Difícil resposta, pois sabemos que existem torcedores os mais diversos possíveis, desde o mais fanático ao simples modinha, que mal sabe a escalação do time atual.

Particularmente, eu não torço pelo Palmeiras. Eu vivo o Palmeiras, é ele que delimita minhas ações, me trazendo alegria e tristeza, orgulho e decepção. Quem convive comigo sabe deste casamento que temos há 30 anos e que veio de uma herança de pai pra filho. Ainda assim, eu respeito completamente a individualidade dos outros, pois cada um torce como quer e para quem quiser.

Infelizmente, a situação do Palmeiras é muito triste. A primeira década do século XXI não foi nada boa e estes primeiros anos da segunda também não. É uma série de erros que já foram explorados em diversos meios da imprensa, internet, conversas de bar e não se chega a uma solução. A esperança veio com o novo presidente, que tomou posse no final de janeiro, então, duras críticas à sua gestão também não seriam corretas, mas o alerta foi dado, essa fase de reorganização precisa, com o perdão do pleonasmo, ser mais reorganizada. O vexame da última semana deixou isso bem claro, a história atual do Palmeiras está cheia de capítulos negros e humilhantes, não condizentes com as glórias alcançadas em quase 100 anos de existência.

A torcida tem um papel fundamental nessa hora. Por mais que seja difícil, e eu sei que é, devemos todos funcionar como uma alavanca para colocarmos o nosso alviverde no lugar do qual ele nunca deveria ter saído. Eu continuo torcendo e vivendo pelo Palmeiras, na esperança de também fazer parte de seus capítulos de vitórias e sucesso.



segunda-feira, 25 de março de 2013

Futebol e Música: Baza a Correr com o Paulo Bento


Futebol e música. Música e futebol.

Uma relação intrínseca. Jogadores de futebol nutrem uma paixão fora do comum quando se trata de música. Quando descem do ônibus, estão eles com fones de ouvido imensos; quando comemoram gols, comemoram com dancinhas de mau gosto; aparecem em vídeo-clipes; frequentam shows e boates, onde seus artistas – ou ritmos – preferidos tocam ou são tocados.

O inverso também é válido.

Músicos normalmente gostam de futebol. De jogar e torcer.

Casos célebres como Chico Buarque e Toquinho reforçam o argumento. Mas abro essa nova sessão para falar de um músico que se utilizou do talento para cornetar seu time. Melhor dizendo, o treinador de seu time a época.

Não, ele não é brasileiro.

Falo de Valete. Nascido em Lisboa, mas filho de São Tomeenses, ingressou no cenário Hip Hop em 1997. Têm dois discos, Educação Visual e Serviço Público, lançados em 2002 e 2006 respectivamente. Era reconhecido pela habilidade no improviso e grande ganhador de diversas batalhas de Freestyle, mas surpreendeu pelas letras extremamente politizadas em seus dois trabalhos de estúdio. Atualmente o considero como melhor MC (master of cerimony) de língua portuguesa, devido o seu flow, sua erudição e qualidade das letras.

Mas um sujeito engajado assim vai criticar um técnico de futebol?

Sim. E o alvo de sua crítica é Paulo Bento, atual técnico da Seleção Portuguesa e que na época dirigia o Sporting Lisboa, time pelo qual Valete é torcedor fanático.

Primeiro falaremos uma pouco da história de Paulo Jorge Gomes Bento.  Ex-jogador de futebol, com diversas passagens por times portugueses, se notabilizou especialmente pelas passagens pelo Benfica e pelo próprio Sporting, em que encerrou a carreira. Chegou a jogar pela Seleção Portuguesa, mas nunca alcançou muito prestigio fora da terrinha. Obteve sucesso como treinador do Sporting, mas seu auge foi ser chamado para o comando da seleção nacional. Contudo, uma má fase a frente do tradicional time de Lisboa, desencadeou uma série de protestos da torcida sportinguista, inclusive a música de Valete que postarei mais adiante.

Por fim, falar um pouco do Sporting Lisboa. Na verdade, Sporting Clube de Portugal.  Fundado em 1906 é considerado um dos três grandes clubes portugueses, junto com Benfica e Porto. Conquistou 18 vezes a Liga Sagres, 19 vezes a Taça de Portugal e 7 vezes a Supertaça. Foi também uma vez vice-campeão da antiga Taça da UEFA, na temporada de 2004/05.

O Sporting foi responsável a apresentar ao mundo, o melhor jogador português de todos os tempos e um dos melhores do mundo na atualidade: Cristiano Ronaldo. Contou com inúmeros jogadores brasileiros em seu elenco como Ricardo Rocha e Silas, na década de 1980. Mais recentemente, podemos citar Anderson Polga, André Cruz e Fábio Rochemback. Contudo, os dois jogadores que fizeram mais sucesso com a camisa alviverde de Lisboa foram os centroavantes Jardel e Liédson. Ambos viraram ídolos máximos no clube lisboeta.

Outros conhecidos dos brasileiros que vestiram a camisa sportiguista: Frank Rijkaard, Rodolfo Rodriguez, Luis Figo, Peter Schmeichel e Nani.

Os três personagens foram desvendados. Vamos agora à música, o vídeo com a letra a seguir:


BAZA A CORRER COM O PAULO BENTO
Eu sou sportinguista de compromisso tácito
Coração verde e branco às riscas como um fanático
Vi o Sporting com mística, vi o Sporting apático
Chorei fracassos e conquistas desde Jordão a Sá Pinto
Hoje estou desapaixonado, desprendido, desinteressado
Já nem vejo os jogos na TV, muito menos me apanhas no estádio
O desinteresse começou esta temporada
Quando eu via o Sporting a levar abadas jornada após jornada
Com aquele futebol dormente, burocrático, improdutivo
Depois dizem-me que o Paulo Bento é muito táctico e científico?
Nah Paulo Bento ouve, tu és básico e ridículo
Inválido sem sentido, inábil e sem currículo
Vê se fazes um curso de treinador a sério Paulo
Porque esse teu esquema é burro nem quando ganhas tu tens mérito, Paulo
Como é que podes um gajo como o Ronny a defesa esquerdo
Esse lateral vegetal que mal ataca, mal defende
Insonso e lento, só safa mesmo nos cruzamentos
Tonto e pachorrento como a passada dum jumento
Às vezes parece mesmo que esse teu cérebro só tem pó
Ninguém percebe como que pões a jogar um gajo como o Djaló, Paulo
Diz-lhe que ele é tecnicamente um cataclismo
E que um campo de futebol n é uma pista de atletismo
Djaló, serias bom se isto fosse uma Liga de crianças
E se tivesses um talento do tamanho das tuas tranças
Refrão:
Baza Correr com o Paulo Bento
Lenços Brancos no ar, baza correr com o Paulo Bento
Baza correr com o Paulo Bento
Merecemos bem mais, baza correr com o Paulo Bento
Baza correr com o Paulo Bento
Tomates e assobios, baza correr com o Paulo Bento
Baza correr com o Paulo bento
Sportinguistas, baza correr com o Paulo Bento

Degradas o plantel com Farneruds e Pereirinhas
Não és treinador para este clube vai treinar o Fontainhas Paulo
A crise n é da agora desde o inicio que tu já vinhas mal
"É preciso tranquilidade", acaba com essas ladainhas Paulo
Fizeram do Freitas bode expiatório
Como se fosse o Freitas a dar ordens no balneário
Assume a culpa a equipa não tem estratégia ofensiva
Só tens fé nesse losango suicida, nunca tens alternativa
O Porto já está a milhas há muito que saímos da briga
E dizes que ainda temos um grande objectivo, qual é? A Taça da Liga?
Fizeste um plantel sem um único extremo de raiz
Nah, é o pereirinha o nosso extremo de raiz
O Douala pertencia aos quadros até ao fecho do mercado
dispensaste-o como se o plantel já tivesse excesso de qualidade
Misturas a qualidade do Moutinho, Veloso e Romagnoli
Com a mediocridade do Farnerud, Djaló e Ronny
Tu sabes que em corridas de cavalos não se devem por pôneis
Até me fazes ter saudades do Peseiro e do Boloni
Já chega Paulo, vê-se bazas daqui para fora
Antes que isto acabe mal com tomates na tua cara

sexta-feira, 15 de março de 2013

A Dinastia do Rádio Paulista

A geração de hoje que já nasce com um smartphone na mão mal sabe do ritual sagrado que é acompanhar o seu time de coração no estádio com um velho radinho de pilha. Essa tradição passa de pai pra filho ou, pelo menos passava, já que o advento da tecnologia e a própria internet acabaram por deixar o velho rádio empoeirar-se no esquecimento do tempo.

Mas, antes mesmo das transmissões futebolísticas via rádio, esse importante meio de comunicação hoje tem uma grande efeméride a ser comemorada, já que O ano de 2013 marca a importante efeméride dos “90 anos de Rádio no Brasil”, pois, em abril de 1923, foi instalada a primeira emissora em nosso país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, pelo professor Roquette Pinto e o engenheiro Henrique Morize. Seus fundadores tinham como lema divulgar a cultura brasileira.

Para isso será lançado hoje o livro A Dinastia do Rádio Paulista, de Thais Matarazzo e Waldir Comegno, que nos traz histórias sobre bastidores dos suntuosos concursos de rainha do rádio, perfis das candidatas, curiosidades, entre tantas outras coisas que, num tempo em que não existia televisão, era o que se tinha de maior entretenimento entre a sociedade brasileira, principalmente carioca e paulistana. Fica a dica para o fim de semana. Boa leitura!







domingo, 3 de março de 2013

Heleno: O Príncipe Maldito



"Heleno" foge do lugar comum dos filmes brasileiros, trazendo a história do que seria um dos primeiros "jogadores problema" do futebol.
Heleno de Freitas era formado em Direito, vindo de família rica e vaidoso. Nada muito a ver com a maioria dos boleiros que em grande parte não tem acesso à educação ou deixam de lado mesmo quando começam a jogar bola.

O grande destaque do primeiro "bad boy" foi no Botafogo, clube onde despontou e teve suas melhores fases, tanto no campo quanto no extra-campo. Ao longo de sua curta carreira, colecionou gols e mulheres. Fez 209 gols em 235 partidas, uma marca realmente impressionante e teve muitos casos amorosos, frutos de sua "boa pinta", classe social, e, claro, sua agitada vida noturna na boêmia carioca.

Sua saída de General Severiano se deu em 1948, a maior transferência do futebol brasileiro até então, para o Boca Juniors, da Argentina, onde teria conhecido Eva Perón, supostamente mais um de seus casos. Sua passagem pelo Boca foi curta e logo no ano seguinte Heleno voltava ao Brasil, para defender um alvinegro, mas dessa vez o Vasco da Gama. A glória tão buscada no Botafogo veio então no Vasco, um título carioca, o único por clubes da carreira de Heleno.

Assim como deveria ser com qualquer jogador, Heleno tinha o sonho de disputar um mundial de clubes, o que não ocorreu devido ao cancelamento do mundial graças a Segunda Guerra Mundial. Heleno fica extremamente frustado mas ao mesmo tempo obcecado pela copa em 50 que seria disputada no Brasil.

Sífilis. Com uma palavra podemos encerrar a carreira de um dos melhores jogadores brasileiros antes dos títulos mundiais. Sua vida cheia de prazeres o castigou com a contração de sífilis e o posterior agravamento da doença que naquela época carecia em tratamentos efetivos. Assim, a doença o deixa em um sanatório em seus últimos seis anos de vida, em Barbacena. A obsessão em jogar a Copa no Brasil passou ao desejo de jogar ao menos uma partida no maior estádio do mundo, o Maracanã, o que conseguiu por alguns minutos com a camisa do América...

A dedicação e a obsessão de Heleno em ser o melhor jogador de seu tempo e a gana de representar seu clube e seu país, parecem apenas utopias em tempos hodiernos. O desleixo, a despreocupação e o não comprometimento dos nossos atletas nos últimos 20 anos tomou o lugar do "amor à camisa". Claro que não generalizo. Sem dúvidas que Marcos, Rogério Ceni, Harley ou até mesmo um Émerson Sheik ou Tevez, que têm amor pelo que fazem e jogam como se fosse o últimos jogo de suas carreiras ainda existem, mas são cada vez mais raros; assim como no tempo de Heleno não eram todos jogadores que tinham sua dedicação.

Mas, sem dúvidas, eram em maior número do que hoje...

(Post simultaneamente publicado em http://ehtudohistoria.blogspot.com.br/)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ronaldo: O Eterno Camisa 1 do Corinthians


Em 07 de fevereiro de 1988 estreava com a camisa 1 do Corinthians, meu primeiro grande ídolo no mundo do ludopédio: Ronaldo Soares Giovanelli, ou simplesmente Ronaldo. Num empate, em jogo amistoso com o São José, o então terceiro goleiro do time profissional do Corinthians iniciava sua trajetória de 601 jogos com o manto alvinegro.

Era reserva de Valdir Peres e Carlos, dois goleiros consagrados, titulares nas campanhas da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1982 e 1986.

Com a dispensa de Valdir e as sucessivas convocações de Carlos para a seleção, tornou-se então titular da meta alvinegra.

Consagrou-se, com apenas 20 anos de idade, defendendo um pênalti de Dario Pereyra na abertura do Campeonato Paulista do mesmo ano, no clássico contra o São Paulo. Era apenas um prenúncio do sucesso que culminaria com o título, que também consagraria outro jovem valor que se tornaria ídolo: Viola.

Com apenas 22 anos foi fundamental – junto com Neto – na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990, inclusive sendo ganhador da tradicional Bola de Prata da revista Placar.

Era conhecido por defesas espetaculares e também por seu temperamento explosivo. Muito provavelmente foi por isso, poucas vezes convocado para a seleção brasileira, mesmo sendo um dos principais arqueiros do país no início da década de 1990.

Foi um dos precursores dos goleiros que saiam jogando muito bem com os pés. Arriscava dribles dentro da área que dava calafrios na Fiel, ao mesmo tempo em que a levava a loucura. Fazia excelentes lançamentos, atuando muitas vezes como um “quase-líbero” do time.

Após 601 partidas no gol corinthiano, o que o tornou o terceiro atleta a mais vestir o manto sagrado, atrás apenas de dois mitos como Wladimir e Luizinho, foi fritado no clube em 1998 a mando do então técnico Vanderlei Luxemburgo.

Mesmo tendo uma dispensa indigna de sua carreira irretocável no clube em que foi titular por 10 anos, se encontra no panteão dos imortais que vestiram a camisa do Corinthians: Luizinho, Neco, Gilmar, Rivellino, Wladimir, Sócrates e porque não seu xará Ronaldo Fenômeno?!

Parabéns Ronaldo Soares Giovanelli pelos 25 anos de sua estréia pelo Todo Poderoso. Você foi inspiração de muitos garotos com pouca habilidade nos pés e que mandava bem debaixo das traves, como eu, e quando faziam uma defesa difícil gritavam assim como Osmar Santos: Ronaaaaaaaaaaldo!

Segue um vídeo com alguns lances do eterno camisa 1 do Corinthians. A qualidade não é das melhores, mas para os da nova geração serve para ter uma idéia da grandeza dele nos gramados: