sexta-feira, 20 de julho de 2012

Brasileirão 2012 - 10ª Rodada


Primeira vez que escrevo sobre o Brasileirão-2012. Até porque o campeonato começa a pegar no breu neste momento, com a entrada de fato dos times que disputavam outros torneios, como o Corinthians e Santos, envolvidos com a Libertadores, e Palmeiras e Coritiba, envolvidos com a Copa do Brasil.

Com o fechamento da janela de transferências do e para o exterior, os times começam a fechar os elencos para o restante da temporada e configurar seus projetos para o campeonato: brigar pelo título, libertadores, sul-americana, zona do limbo ou rebaixamento.

Sobre a 10ª rodada, destacarei os principais jogos:

O Cruzeiro quebrou uma série incomoda de três derrotas seguidas e venceu a Portuguesa no Canindé, pelo placar de 2x0, com gols de Wellington Paulista e Diego Renan. A vitória deixou o time mineiro na sexta colocação, próximo ao G-4 e a Lusinha próxima a zona de rebaixamento.

O Náutico fez valer seu mando de campo e atropelou a Ponte Preta no Aflitos por 3x0. Kieza voltou ao Timbu, marcou 2 gols e mostrou seu faro de artilheiro. Assim, melou a festa de 100 jogos de Gilson Kleina no comando técnico da Macaca. Mesmo com a derrota, a Ponte permanece numa ótima nona colocação, enquanto o time pernambucano permanece na metade da tabela.

O Corinthians massacrou o Flamengo no Engenhão por 3x0, com boas atuações dos meias Douglas e Danilo. O Flamengo se mostrou um time desorganizado taticamente e fraco tecnicamente. O técnico Joel Santana não consegue dar jeito no time e por pouco não levou goleada, graças ao goleiro Paulo Victor que fez boas defesas, além de defender o pênalti cobrado por Emerson Sheik.

O Vasco conseguiu boa vitória fora de casa, derrotando o São Paulo no Morumbi. Comandado pela ótima atuação do Reizinho de São Januário, Juninho Pernambucano, só não saiu com uma vitória elástica devido a boa atuação do goleiro Denis, apesar de ter falhado no gol vascaíno, que ratificou a vice-liderança do time carioca.

A vitória por 3x1 sobre o Internacional ratificou a liderança do Atlético-MG. Jogando no Independência, o Galo fez valer o mando de campo se aproveitando da expulsão do colorado D’Alessandro por reclamação. Com a quinta vitória seguida, o time mineiro vem se tornando um dos fortes concorrentes ao título nacional.

Nos jogos de quinta-feira:

O Fluminense passou o trator sobre o time do Bahia, goleando por 4x0 com dois de Fred que se tornou o maior artilheiro do tricolor das Laranjeiras em Campeonatos Brasileiros. O resultado foi péssimo para o técnico Paulo Roberto Falcão, que assim como Joel Santana balança no cargo e pode cair nas próximas horas. Destaque negativo para o péssimo público, algo recorrente nos jogos do Engenhão.

O Palmeiras com um time misto empatou com o Coritiba, no terceiro jogo entre as equipes alviverdes em menos de um mês. O Palmeiras saiu na frente com gol de Patrick, enquanto o Coxa buscou o empate com Anderson Aquino. Pereira conseguiu ser expulso em dois jogos seguidos contra o Palestra, que teve a estréia do folclórico reforço Obina.

Todos os resultados da 10ª rodada:

Santos 0 x 0 Botafogo – Vila Belmiro

Grêmio 3 x 0 Sport – Olímpico

Portuguesa 0 x 2 – Canindé

Náutico 3 x 0 Ponte Preta – Aflitos

Flamengo 0 x 3 Corinthians – Engenhão

São Paulo 0 x 1 Vasco da Gama – Morumbi

Atlético-MG 3 x 1 Internacional – Independência

Fluminense 4 x 0 Bahia – Engenhão

Coritiba 1 x 1 Palmeiras – Couto Pereira

Atlético-GO 3 x 2 Figueirense – Serra Dourada


terça-feira, 17 de julho de 2012

Dica de Leitura #5

De quantas maneiras pode ser contada uma mesma história? Sabemos que quem conta um conto aumenta um ponto, sendo assim, ainda que se altere um fato ou outro, o cerne da questão deve se manter incólume.
Na nossa dica de hoje, a história trata-se de um rapaz nerd que vive com seus tios na periferia de Nova York e se envolve com questões que todo adolescente tem, várias crises, paixonites agudas, escolhas que devem ser feitas e as renúncias que tais escolhas trazem consigo. 

Numa dessas teias traçadas pelo destino, eis que nosso protagonista é, paradoxalmente, agraciado com uma maldição, uma aranha modificada o pica e o confere poderes tais quais o seu, como subir pelas paredes, além de uma força sobrehumana e um sentido que lhe avisa do perigo iminente.

Ao que parece, sua vida melhoraria com esta mudança mas não foi o que aconteceu, sua responsabilidade consigo mesmo e com as pessoas que lhe cercam aumentaram demasiadamente, fazendo com que ele passe a viver sua vida escolhendo meticulosamente o melhor caminho, fato que ninguém sempre é possível de se fazer.

Certamente a história do Homem-Aranha é conhecida por todos, seja a da sua origem em 1962, nos quadrinhos de Stan Lee e Steve Ditko, seja em 2002 por Sam Raimi no cinema e agora em 2012 por Marc Webb, novamente no cinema.

O drama do homem em saber escolher o que julga melhor para si e para os outros é uma característica primordial deste personagem, além de saber esconder seus problemas numa máscara de sarcasmo e bom humor, muito mais que a máscara que lhe cobre o rosto.

Se você ainda não leu nenhum quadrinho ou não viu o filme, não perca o tempo. O amigão da vizinhança, como é chamado, pode nos ensinar que todo dia nós também nos balançamos pelas teias da vida, buscando a melhor maneira de fazer valer a nossa força. Até a próxima.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O Alviverde Imponente Ressurge - Campeão da Copa do Brasil 2012

Decidimos juntar os posts dos dois autores palestrinos para que nossas emoções se identifiquem ainda mais com uma grande quantidade de torcedores-leitores:

André Alves: Na noite passada já não dormíamos sem pensar sobre o grande jogo. Só de tocar no assunto o coração já descompassava, a ansiedade e o suadouro ressurgiam a nos perturbar. Coração de palestrino sofre. Entramos mais uma vez num duelo de paixão x razão. Nosso time a um jogo de ser campeão e ainda tínhamos medo. Medo que o time não fizesse valer sua vantagem, medo que o time não se encaixe como no primeiro jogo, medo que os jogadores não estejam preparados para jogar uma final.

Aí chega a grande hora, todas as sensações que você sentiu ao longo do dia pioram. E, sinceramente, como é bom! Senti ontem o que não sentia há mais de dez anos. Por duas horas, voltei a ser criança, revivi momentos importantes na minha vida como a final de 1999, revivi a série B e lembrei da festa que fazíamos no Palestra em jogos aparentemente medíocres, relembrei momentos de família acompanhando nosso palestra e agradeci a Deus por ter vivido e sentido isso. Agradeci por ser palmeirense.

Durante o jogo fiz de tudo, roí unha, troquei de lugar, sintomas de apaixonado. Mas a maior parte do tempo fiquei estático, olhando pra TV, quase sem piscar. Mesmo com o gol que nos dava o título esperei ansiosamente o apito final e tinha um único grito preso na garganta: É CAMPEÃO PORRA! E depois disso chorei. Uma lágrima contida, sofrida, assim como esse título.

Parabéns a todo o elenco palmeirense. Em especial, parabéns São Marcos, que merecia levantar aquela taça. Parabéns Assunção por se mostrar tão apaixonado pelo Palmeiras e por ter se dedicado tanto. Parabéns Luan, por sair da adversidade de ser questionado e se impor na base do esforço e da raça. Ontem, dentro de campo,  o Palmeiras foi Palmeiras outra vez..

Somos campeões mais uma vez. Voltamos ao nosso lugar.
Parabéns Palmeiras. Parabéns torcida que canta e vibra."


Diógenes Sousa: O Palmeiras ganhou a Copa do Brasil. Parece notícia antiga, coisa do passado? Não, aconteceu ontem, diante dos olhos de mais de 15 milhões de torcedores espalhados pelo país. Eu sou apenas um deles, só mais um que aguentava calado as brincadeiras dos amigos torcedores rivais, que sofreu com o fatídico 6x0 do próprio Coritiba ano passado e com as infinitas crises internas dentro do time, que parecem uma novela. Enfim, vi muitas coisas boas e ruins, vários craques e diversos pernas-de-pau também que envergaram nosso manto sagrado. Claro que o título pode mascarar alguns problemas, mas por que não ser otimista e acreditar que as coisas podem melhorar? Afinal, a esperança também é verde.

E ainda me perguntam o porquê de torcer para o Palmeiras. Tem gente que acha que time não se escolhe e sim ele que acaba por nos escolher. Bom, se o Palmeiras me escolheu, eu só tenho a agradecer, não pelo título de ontem, pelas conquistas do passado, mas por um motivo muito mais importante e talvez muito difícil de se explicar com palavras. O Palmeiras é o time do meu pai e este, por sua vez, sempre viajou muito pelo Brasil afora, na cabine de um caminhão, para trazer o sustento para dentro de casa, com isso, às vezes, se passavam muitos dias sem que a gente estivesse juntos, até mesmo em datas especiais, aniversário, natal e finais de campeonato das quais o Palmeiras participara.

Então o Palmeiras é muito mais que um time. É o elo que nos une, pai e filho, pois ainda hoje moramos longe um do outro, pelas escolhas do destino. Mas cada vez que o Palmeiras joga, eu me sinto perto dele, como o garoto que ficava ao lado do portão esperando sua carreta apontar na rua de casa. Sim, eu sou palmeirense por causa do meu pai e tenho o maior orgulho em dizer isso, por tudo o que ele me ensinou na vida, inclusive a torcer por estas cores que carrego no peito agora.

Hoje o dia é de comemorar! Nosso Palmeiras venceu! O meu amor eterno! E essa conquista me faz sentir ainda mais perto daquele que mais estimo, o meu pai.







sábado, 7 de julho de 2012

Enfim, Campeões!



Esses sujeitos da foto não me conhecem. Mas jogaram por mim na quarta-feira, dia 04 de julho de 2012. Jogou por mim e por uma nação de 30 milhões de corinthianos: jogou por nós!

Foram aproximadamente 98 minutos de cartase pura.

Eu não era apenas “o” Diego. Não, não era!

Quarta-feira eu era o Cássio defendendo o gol. Era eu quem marcava o Riquelme. Era pelos meus pés que a bola passava no meio de campo. Eu era o Sheik marcando os dois gols. Eu era o Tite instruindo o time na beira do gramado. Era eu o gandula que sumiu com a bola e atrasava a reposição. Eu não era apenas “o” Diego: era cada um dos 40 mil corinthianos no Pacaembu empurrando o time, como sempre.

Após o momento catártico, veio a apoteose: comemoração, comemoração, comemoração!

Não assisti ao jogo na minha casa. Assisti na casa do meu pai. Não conheço ninguém do bairro, mas comemorei com os vizinhos alvinegros como se fossem meus melhores amigos; amigos de infância. Comemorei subindo na traseira de um caminhão de lixo, dividindo minha alegria com os irmãos que trabalhavam enquanto eu explodia em alegria.

As opções que fiz na minha vida, me levam a ser um sujeito extremamente racional. No entanto, quando se trata de Corinthians me dou o direito de ser e agir irracionalmente. O Diego educado que todo mundo conhece, se transforma num bastardo desbocado e sem alma que pouca gente reconheceria.

“Aqui tem um bando de loucos” canta a Fiel. E isso que eu sou, enquanto corinthiano. Não mais um, mas um a mais nesse bando de loucos, maloqueiros e sofredores espalhados por todo o Brasil.

O único senão disso tudo, foi meu avô não estar vivo para ter visto e ter vivido, o que vi e vivi na quarta-feira, dia 04 de julho de 2012. Gostaria de ter assistido o jogo junto com ele, como sempre fazíamos, desde que me lembro por gente. Gente não, corinthiano!

Parabéns para os nossos 30 milhões de irmãos espalhados no Brasil e no mundo.

Campeões I-N-C-O-N-T-E-S-T-Á-V-E-I-S!

Campeões invictos. Sofrendo apenas quatro gols em 14 jogos. Empatando apenas uma partida em casa. Sem precisar decidir nenhuma classificação/título nas penalidades máximas. Campeões sobre o maior bicho-papão do torneio, que dos seus seis títulos da competição, quatro foram ganhos contra brasileiros: Cruzeiro, Palmeiras, Santos e Grêmio.

Hoje podemos dizer que não nos falta nenhum título, nenhuma taça, na sala de troféus que fica ali na Marginal, sem número.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A Final da Copa do Brasil

Olá, amigos. Ontem tivemos o primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Palmeiras e Coritiba, na Arena Barueri. Mais do que fazer uma análise teleológica da partida, eu prefiro compartilhar com vocês o relato de um torcedor que esteve no jogo, no caso, eu mesmo.

Foi a primeira vez que vi no estádio o Palmeiras disputar uma final, tentei em vão comprar o ingresso contra a Ponte Preta no Paulistão-08 mas com o sistema na internet apresentando muitas falhas não obtive sucesso. Nas outras vezes em que o time estava a disputar um título eu não morava em São Paulo e isso dificulta muito. 

Por falar em dificuldade, como é ruim chegar à Barueri!! Trânsito caótico, falta de logística adequada, enfim, é complicado mas, parafraseando um verso dos gritos da torcida palmeirense: "daria a vida inteira pra ser campeão!"

Chegando aos trancos e barrancos, consegui adentrar o estádio. Voltando a parte do ingresso, com o programa de sócio-torcedor praticamente comprando todas as entradas, só restou uma solução: ingresso na torcida do Coxa. Confesso que a apreensão era muito grande, pelo stress que envolve a partida e também o fato de estar infiltrado na torcida adversária. Ficamos, meu amigo e eu, praticamente estáticos durante todo o primeiro tempo e, não sei como, fomos "descobertos" e ficamos em alerta. 

De repente, uma voz do além na minha mente avisa: "Saia já daí!" Não deu outra. Quando conseguimos descer perto da escada de saída, um pouco mais aliviados, penalti para o Palmeiras! 1x0! Delírio total!! Guardamos o grito até o último momento e vibramos muito! Após o intervalo conseguimos passar para a torcida alviverde palestrina, era a sensação de estar em casa, com nossos iguais, lutando pelo mesmo ideal. Veio o segundo gol e o agradecimento aos deuses do futebol, por permitir uma noite tão maravilhosa, que será consagrada com a possível conquista do título na semana que vem e que, certamente, já faz parte da minha história.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O futebol na longa duração: Corinthians campeão da Libertadores 2012

Para este post, considero que o futebol constitui um microcosmo, onde todas as suas dinâmicas se dão de forma mais acelerada, reduzindo assim o tempo cronológico de suas transformações, e com isso, uso o conceito adaptado de longa duração.

Hoje, no dia seguinte à conquista da Copa Libertadores da América, muitos dirão que o título do Corinthians começou a ser gestado de forma consistente após a queda para a série B, fato que forçou a modernização estrutural do Corinthians. Concordo apenas em partes.

Penso que o "projeto" do Corinthians começou 10 anos atrás, em 2002 com Carlos Alberto Parreira. Claro que não quero insinuar que o Corinthians tinha um projeto "consciente" desde a chegada do ex-técnico da seleção brasileira. O técnico tetracampeão trouxe ao Corinthians e principalmente à torcida o futebol moderno, paciente, de toque de bola. Com certeza a paciência da torcida foi muito bem testada no jogo contra o San7os, o qual viramos perdendo em casa por 1 a 0, o que levaria a decisão para os pênaltis. Além de nem pensar em vaiar, a torcida jogou junto, não deixando de apoiar.

Quando pensamos na "longa duração", de modo algum queremos dizer que o caminho foi sempre retilíneo e sem percalços. Dentre as mudanças necessárias e que podemos classificar como rápidas, destaco a parceria com a MSI. Se com a vinda de Parreira o time já havia experimentado certa internacionalização de sua marca, com a MSI e consequentemente a vinda de craques do calibre dos argentinos Tevez e Mascherano, o time alçou os noticiários fora do país.

Em 2007 um fato novo estimula o girar histórico e funciona como um estopim para a revolução corinthiana. A queda da Bastilha alvinegra foi o descenso. Se por um lado representou a parte mais triste de um dos maiores clubes do Brasil, por outro, hoje percebemos que foi o mal necessário para uma nova modernização, a política e administrativa. Capitaneada por um ex-integrante do Antigo Regime no Parque São Jorge, Andrés Sanchez assumiu a presidência do cube após ganhar as eleições de forma inconteste, eleições que não eram realizadas de fato desde 1993.

O ano de 2009 é que vai explicitar as grandes mudanças com a contratação de um dos maiores ídolos do futebol brasileiro: Ronaldo.

Além de capitalizar vultosas somas, o atrelamento da imagem do R9 ao clube trouxe credibilidade aos olhos internacionais. Se antes o Corinthians era visto como um feudo, agora era visto como modelo em administração e gestão de marketing. São essas mudanças que proporcionaram à diretoria o poder de manter um técnico após eliminações, como Flamengo, com Mano, e Tolima, com o próprio Tite. A Libertadores de 2003, a qual o Corinthians obteve vaga graças à Copa do Brasil ganha por Parreira em 2002, experimenta uma quebra no trabalho, já que Parreira voltou para a seleção. De 77 a 2002, o Corinthians disputou 5 vezes. Se contarmos a partir de 80, que é quando a Libertadores entra no expediente dos clubes brasileiros, são 4. Em 20 anos. Apenas de 2003 para cá foram 5 participações. Para mim o argumento da necessidade de disputar mais vezes essa competição começou a fazer sentido em 2010.


Finalizando, não fosse o estilo de jogo irritantemente paciente iniciado com Parreira que "ensinou" a torcida do Corinthians a ter em muitos momentos mesma paciência irritante, as vezes até "absurda", vide a eliminação em casa para o Flamengo, quando a torcida apoiou o time incondicionalmente, somada a calma e preparo da diretoria, agora sim com um projeto consciente, que mesmo após a eliminação na pré para o Tolima manteve Tite e essa estabilidade culminou no título nacional e na conquista da América.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Eurocopa 2012 - A Grande Campeã

Não costumamos colocar fotos muito grandes, mas uma conquista como essa merece um grande destaque.

Caros(as) amigos(as) que acompanham o blog devem estar pensando que a bola de cristal deste que vos escreve quebrou-se de vez. Mais um palpite foi posto água a baixo pelo fabuloso futebol da Fúria. Depois dos jogos semifinais, estava claro (ao menos para mim) que a Itália seria campeã e que a Espanha não teria forças para bater o ânimo italiano, depois de esplendorosa vitória contra a Alemanha.

Foi um massacre. Ou parafraseando o glorioso Renato Portalupe, a Espanha passou o trator sobre a Itália.

O começo da partida foi bastante equilibrado, até que Xavi começou a brilhar e jogar como não jogara até então. Foi um show a parte do meiocampista espanhol, que participou direta ou indiretamente de todos os gols da Fúria.

Desequilíbrio que ficou ainda mais evidente após lesão do brasileiro naturalizado italiano Thiago Motta. Com um a menos ficou impossível para a Azurra segurar a volúpia de jogo da seleção espanhola.

Até então, a maior diferença de gols numa final de Eurocopa, foi em 1972, na Bélgica, quando a Alemanha Ocidental ganhou de 3 tentos a 0, contra a União Soviética. Isso em uma época que resultados elásticos eram mais normais. Pensar que a seleção espanhola goleou uma seleção fortíssima e tradicional como a Itália por 4x0 é quase um absurdo.

A Espanha vem fazendo História. Nunca dantes, na História do Esporte Bretão, uma seleção ganhou 3 dos campeonatos mais importantes do mundo de maneira seguida: Eurocopa de 2008, Copa do Mundo de 2010 e Eurocopa 2012. Basicamente com o mesmo time, ou pelo menos, o time base.

Diferenças históricas foram deixadas de lado em prol da seleção, e hoje estamos assistindo aquela – que talvez – seja a melhor seleção de Futebol de todos os tempos.

Pedindo licença aos amigos(as), transcrevo um trecho que li no blog do Júlio Gomes, da ESPN Brasil e que resume de maneira genial o que eu estou tentando dizer nesse post: “Mais uma página foi assinada nesse primeiro dia de julho de 2012. Se o mundo acabar mesmo esse ano, ele terá acabado com os espanhóis como os donos do melhor futebol do planeta. Os donos da bola.”