quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ronaldo: O Eterno Camisa 1 do Corinthians


Em 07 de fevereiro de 1988 estreava com a camisa 1 do Corinthians, meu primeiro grande ídolo no mundo do ludopédio: Ronaldo Soares Giovanelli, ou simplesmente Ronaldo. Num empate, em jogo amistoso com o São José, o então terceiro goleiro do time profissional do Corinthians iniciava sua trajetória de 601 jogos com o manto alvinegro.

Era reserva de Valdir Peres e Carlos, dois goleiros consagrados, titulares nas campanhas da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1982 e 1986.

Com a dispensa de Valdir e as sucessivas convocações de Carlos para a seleção, tornou-se então titular da meta alvinegra.

Consagrou-se, com apenas 20 anos de idade, defendendo um pênalti de Dario Pereyra na abertura do Campeonato Paulista do mesmo ano, no clássico contra o São Paulo. Era apenas um prenúncio do sucesso que culminaria com o título, que também consagraria outro jovem valor que se tornaria ídolo: Viola.

Com apenas 22 anos foi fundamental – junto com Neto – na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990, inclusive sendo ganhador da tradicional Bola de Prata da revista Placar.

Era conhecido por defesas espetaculares e também por seu temperamento explosivo. Muito provavelmente foi por isso, poucas vezes convocado para a seleção brasileira, mesmo sendo um dos principais arqueiros do país no início da década de 1990.

Foi um dos precursores dos goleiros que saiam jogando muito bem com os pés. Arriscava dribles dentro da área que dava calafrios na Fiel, ao mesmo tempo em que a levava a loucura. Fazia excelentes lançamentos, atuando muitas vezes como um “quase-líbero” do time.

Após 601 partidas no gol corinthiano, o que o tornou o terceiro atleta a mais vestir o manto sagrado, atrás apenas de dois mitos como Wladimir e Luizinho, foi fritado no clube em 1998 a mando do então técnico Vanderlei Luxemburgo.

Mesmo tendo uma dispensa indigna de sua carreira irretocável no clube em que foi titular por 10 anos, se encontra no panteão dos imortais que vestiram a camisa do Corinthians: Luizinho, Neco, Gilmar, Rivellino, Wladimir, Sócrates e porque não seu xará Ronaldo Fenômeno?!

Parabéns Ronaldo Soares Giovanelli pelos 25 anos de sua estréia pelo Todo Poderoso. Você foi inspiração de muitos garotos com pouca habilidade nos pés e que mandava bem debaixo das traves, como eu, e quando faziam uma defesa difícil gritavam assim como Osmar Santos: Ronaaaaaaaaaaldo!

Segue um vídeo com alguns lances do eterno camisa 1 do Corinthians. A qualidade não é das melhores, mas para os da nova geração serve para ter uma idéia da grandeza dele nos gramados:

domingo, 13 de janeiro de 2013

Feliz 2013

Olá, amigos! Já se passaram 13 dias do ano de 2013 e o que temos de bom? Muitas novidades para este ano? Planos, desejos e anseios - a torcida para que seu time seja campeão mais uma vez - tudo isso faz parte do nosso imaginário para estes primeiros dias, ou seja, a esperança de um ano melhor.

Já temos a Copa São Paulo de Futebol Júnior entrando em sua fase final, logo mais teremos também o início dos campeonatos estaduais e veremos muita bola na rede. Como também a especulação do mundo da bola no mercado do vai-e-vem de jogadores.

Enfim, 2013 será um ano com muito futebol e estaremos aqui sempre comentando os fatos mais importantes e aqueles nem tão importantes assim, mas que nos fazem dar risadas ou até mesmo nos leva a uma reflexão maior acerca deste esporte que move nossas vidas.

Nós, da equipe do Futebol, História e Futilidades desejamos a todos um excelente ano e que o time de cada um de vocês possa trazer muita alegria e orgulho. Continuem conosco, um grande abraço!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Festas!!!

Fim de ano, época de festa e alegria em todos os cantos do mundo. Tempo também de refletir e pensar no ano que passou e tirar várias lições para o ano novo que se aproxima.

Em nome da equipe do blog Futebol, História e Futilidades, desejamos a todos os leitores um excelente final de ano e que todos vocês sejam muito felizes.

Voltaremos em Janeiro, após as festas e também as ressacas!!!

Um grande abraço!!!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Amém, Marcos!

"Jamais vou conseguir agradecer por isso, peço que nunca se esqueçam de mim, porque nunca vou me esquecer de vocês."

Foi com essa frase dita num Pacaembu lotado, que Marcos fez sua última partida pelo Palmeiras. O jogo era o time do Palmeiras de 1999 e a Seleção Brasileira de 2002, representando os dois maiores títulos de uma carreira iniciada em 1992, a Libertadores e a Copa do Mundo. O resultado pouco importava, muito menos quem fariam os gols, exceto por um detalhe, quando Edmundo foi derrubado na área por Beletti e a juíza Ana Paula de Oliveira marcou o pênalti a favor do Palmeiras. A torcida e os jogadores em uníssono pediram a Marcos que efetuasse a cobrança, muito reticente ele partiu e marcou, com um chute forte no meio do gol. Isso foi o bastante para o público ir ao delírio, inclusive este que vos relata, era um dos presentes naquela noite iluminada pelos deuses.

Marcos conseguiu extrapolar a barreira da admiração de um único time, há quem diga não gostar dele, mas esse tipo de gente não deve gostar nem de si mesmos, nem de nada. O que é mais bonito no caráter de Marcos é o modo simples como o caipira enxerga a vida, isso cativa todos à sua volta e sua presença é sempre certeza de alegria e de bons causos.

Poderia aqui ficar dias falando sobre o que Marcos representa na minha vida, como torcedor palmeirense e amante do bom futebol, mas tenho certeza de que a homenagem recebida nesta noite só foi uma pequena demonstração do carinho e admiração que todos temos por ele e por tudo que ele fez em nome do futebol.

E, pode estar certo, Marcos, nunca vamos te esquecer! 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)" x Estatísticas no futebol

Assim como as críticas de filme começam praticamente todas com um "cabeçalho", começarei nesse modelo por aqui também:


"O Homem que Mudou o Jogo", título original "Moneyball", é um filme estadunidense de 2011, estrelado por Brad Pitt, no papel de Billy Beane, gerente do  Oakland A's na temporada de 2002. Beane tem que montar um time competitivo, à revelia de um orçamento que chega a ser 1/3 do das grandes equipes da liga.
Muito bem, a história é essa. Mas qual esporte é o dos A's? Beisebol.
A pergunta de 1 milhão de dólares então seria: E o que um filme que fala sobre beisebol faz num blog dedicado a "História, Futebol e Futilidades"? A resposta se resume a uma palavra: Estatísticas.
As estatísticas são utilizadas na hora de selecionar os jogadores para o time levando em conta estritamente a sua função e posição no campo de jogo. Não entendo lhufas de beisebol, mas a ideia é bem interessante: um jogador que tem em sua função apenas rebater a bola, precisa saber lançar ou receber? A resposta, segundo Peter Brand (Jonah Hill), o coadjuvante do filme, é não. Um rebatedor que tem bom aproveitamento em rebatidas que resultam em pontos é um jogador a ser contratado; por eventualmente não conseguir grande desempenho em lançamentos ou algo do tipo, esse jogador então seria barato, já que o pensamento até então seria o de que os jogadores a contratar seriam aqueles mais "completos".
Após muita resistência e percalços, com essa filosofia a dupla Beane/Brand consegue 20 vitórias consecutivas, um recorde na liga americana. Ao final da temporada, Beane recebe uma proposta do Boston Red Sox, o que o tornaria o gerente mais bem pago da história. Ele recusa a oferta, permanecendo em Oakland, e dois anos depois, baseando-se nas idéias de Brand e Beane, o Red Sox é campeão.

Para além da qualidade fílmica (fotografia, roteiro, atores e etc), o filme traz uma questão bastante interessante que talvez possa ser extrapolada ao futebol, por exemplo. Todos querem ter Messi, Cristiano Ronaldo e Iniesta em seus times, porém, ter esse tipo de jogador é muito caro. A saída então para os times com menos recursos poderia ser encontrada na análise das características dos jogadores de forma absolutamente racional? Para mim, sim.
Quais as qualidades do volante Ralf, do Corinthians? Desarme e marcação. Qual função ele desempenha em campo? Primeiro volante, que requer "desarme e marcação". Assim como Pierre, ex-Palmeiras, atual Atlético-MG, Ralf não possui boas habilidades de passe ou drible; porém, se observarmos sua função em campo, essas qualidades não são requeridas, do mesmo modo que Iniesta não precisar saber dar botes ou Cristiano Ronaldo tirar bolas de cabeça em sua área. Por mais que pareça algo óbvio, nem sempre essa observação é feita, o que resulta em contratações desastrosas, como por exemplo, Daniel Carvalho pelo Palmeiras. Daniel não é péssimo em nada, apenas no peso. Como um meia que tem a responsabilidade de organizar o jogo e puxar o time pode não ser ágil?

Assim como no filme, apenas estatísticas não bastam nas horas de decisão. Por outro lado, apenas o individual também não. O conceito de equipe coesa, com funções e obrigações bem definidas é colocado no filme como sendo a chave do sucesso do A's. Se observarmos a Inter de Milão 09/10 com Mourinho, o Brasil 94/02 e o Corinthians 11/12, o conceito de equipe está bem claro. Nessas equipes, quando muito existiam 2 craques que desequilibravam as partidas: Sneijder e Etoo; Bebeto e Romário; Ronaldo e Rivaldo; Emerson e Paulinho. O resto do time ficava longe de ser constituído de craques. Em alguns casos encontramos até jogadores que fora daquele contexto, não seriam nem titulares.

Supertimes dão certo? Sem dúvidas. Os "galácticos" do Real Madrid (01 - 07, 09 - ), provam isso. Contudo, não parece que será possível contratar um Zidane, Ronaldo, Figo e Beckham por 200 milhões de euros em um contexto em que a UEFA vem com o "Fair Play financeiro". Não obstante, dirigentes vivem reclamando que não dá para montar uma equipe competitiva para a disputa do campeonato brasileiro sendo que a receita de seu time é em alguns casos 20% da dos times de ponta. Como resolver?

Além de acessar o futhistfut.blogspot.com, acho que os dirigentes deveriam assistir ao "Moneyball" acompanhados de leituras sobre "Periodização Tática", também já comentada no citado blog...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Forasteiro do Cangaço

Sousa e Martins


O sonho de todo jogador é vestir a camisa da Seleção Brasileira, mas nem todo jogador que a veste está no sonho da torcida. É o caso do zagueiro Durval, que estreou como titular do Brasil contra a Argentina no Super Clássico das Américas, em que o escrete Canarinho venceu na cobrança de pênaltis.

Durval, o homem que consegue marcar dois gols contra em duas finais de Libertadores em 2005 e 2011, é também um predestinado, tem em seu histórico 10 títulos estaduais consecutivos pelo Botafogo-PB (2003), Brasiliense (2004), Atlético-PR (2005), Sport Recife (2006 a 2009) e Santos (2010 a 2012).

Está bem longe de ser um craque. Entretanto, com esse decréscimo qualitativo do futebol brasileiro nas últimas décadas, também não pode ser taxado como perna-de-pau. Não compromete e faz bem sua função, de vez em quando, até consegue marcar seus golzinhos.

Dificilmente será convocado para a Copa das Confederações em 2013 ou para a Copa do Mundo em 2014. No entanto, isso pouco importa.

Durval encarna o anti-herói. Tímido, humilde e sem nenhum apelo mercadológico como seu companheiro de time Neymar, não provoca gritos histéricos das adolescentes que sonham em ser suas princesas encantadas.

Contudo, quantos sorrisos ele não deve ter arrancado de seus conterrâneos na pequena Cruz do Espírito Santo, na Paraíba e em todo o nordeste brasileiro?

Enquanto para a maioria dos torcedores brasileiros simboliza o anti-futebol, o brucutu, um mal que deve ser extirpado do futebol brasileiro, para outros ele encarna a bravura e o senso de honradez, digno de um herói popular.
Qualquer semelhança com o Cangaço, não é mera coincidência.

Apesar da crítica dos “especialistas de plantão”, temos quase certeza que houve festa na sua cidade natal. Outra semelhança com os famosos cangaceiros do sertão nordestino. Mas acreditamos que muito mais pela convocação de seu filho do que pela conquista canarinho.

A Seleção Brasileira, para nós torcedores brasileiros, tem perdido cada vez mais seu valor. O quem tem valido nos últimos anos são justamente essas histórias particulares (talvez reflexo dessa nossa sociedade cada vez mais individualista?). E nada mais foi tão bacana na noite de quarta do que o depoimento com voz embargada do emocionado Durval após o final da partida.


domingo, 18 de novembro de 2012

A Queda

E chega ao fim o suplício da torcida palmeirense. Porém o time não caiu hoje. Não com tantos gols perdidos, falhas banais da zaga, erros de arbitragem, falta de qualidade dos atacantes na hora de finalizar. Caiu em 2002, ou antes ainda, com o fim da co-gestão com a Parmalat, a diretoria não teve capacidade ou quiçá intenção de manter  a qualidade de jogadores que fizeram do Palmeiras o campeão do século XX. 

Com a campanha da série B, o time voltou à elite com a esperança de tempos melhores. Passaram 10 anos do descenso, vieram um campeonato paulista, em 2008, em parceria com a Traffic e neste ano a Copa do Brasil. Também vieram times "bons e baratos", técnicos sem alguma expressão e também o que havia de melhor no mercado e, ainda assim, nada foi suficiente para reverter esta situação.

O Palmeiras tornou-se motivo de piada. O legado deixado por Ademir, Dudu, César, Edmundo, Marcos, Evair, Alex, Rivaldo etc foi aos poucos se esvaindo por vários motivos: a incompetência da diretoria, a violência da torcida, muitos jogadores que não souberam envergar o manto sagrado, não suportando o peso que a camisa alviverde carrega, fazendo do time um celeiro de jogadores genéricos, no nome e na bola.

Surgiram, dentro dessa balbúrdia, os chamados pseudo-ídolos, Valdivia e Kleber, vitoriosos no Paulista-08 e... só. Além disso, Diego Souza e Vágner Love saindo pela porta dos fundos, vítima de uma parte da torcida que acha que na porrada podem resolver alguma coisa. Podem sim, ajudar a afundar o time ainda mais. 

A reformulação, ou melhor, a revolução se faz mais que necessária. É imprescindível. Tem que ser agora. Chega de jogadores medíocres, de repatriar jogadores que já passaram e, principalmente, chega de uma diretoria omissa, desunida e que só pensa em benefício próprio em detrimento do clube.

Que venha a série B, que venha a Libertadores e que venha um Palmeiras de verdade pro ano que vem.