Fim de ano, época de festa e alegria em todos os cantos do mundo. Tempo também de refletir e pensar no ano que passou e tirar várias lições para o ano novo que se aproxima.
Em nome da equipe do blog Futebol, História e Futilidades, desejamos a todos os leitores um excelente final de ano e que todos vocês sejam muito felizes.
Voltaremos em Janeiro, após as festas e também as ressacas!!!
Um grande abraço!!!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Amém, Marcos!
"Jamais vou conseguir agradecer por isso, peço que nunca se esqueçam de mim, porque nunca vou me esquecer de vocês."
Foi com essa frase dita num Pacaembu lotado, que Marcos fez sua última partida pelo Palmeiras. O jogo era o time do Palmeiras de 1999 e a Seleção Brasileira de 2002, representando os dois maiores títulos de uma carreira iniciada em 1992, a Libertadores e a Copa do Mundo. O resultado pouco importava, muito menos quem fariam os gols, exceto por um detalhe, quando Edmundo foi derrubado na área por Beletti e a juíza Ana Paula de Oliveira marcou o pênalti a favor do Palmeiras. A torcida e os jogadores em uníssono pediram a Marcos que efetuasse a cobrança, muito reticente ele partiu e marcou, com um chute forte no meio do gol. Isso foi o bastante para o público ir ao delírio, inclusive este que vos relata, era um dos presentes naquela noite iluminada pelos deuses.

Marcos conseguiu extrapolar a barreira da admiração de um único time, há quem diga não gostar dele, mas esse tipo de gente não deve gostar nem de si mesmos, nem de nada. O que é mais bonito no caráter de Marcos é o modo simples como o caipira enxerga a vida, isso cativa todos à sua volta e sua presença é sempre certeza de alegria e de bons causos.
Poderia aqui ficar dias falando sobre o que Marcos representa na minha vida, como torcedor palmeirense e amante do bom futebol, mas tenho certeza de que a homenagem recebida nesta noite só foi uma pequena demonstração do carinho e admiração que todos temos por ele e por tudo que ele fez em nome do futebol.

E, pode estar certo, Marcos, nunca vamos te esquecer!
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
"O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)" x Estatísticas no futebol
Assim como as críticas de filme começam praticamente todas com um "cabeçalho", começarei nesse modelo por aqui também:
"O Homem que Mudou o Jogo", título original "Moneyball", é um filme estadunidense de 2011, estrelado por Brad Pitt, no papel de Billy Beane, gerente do Oakland A's na temporada de 2002. Beane tem que montar um time competitivo, à revelia de um orçamento que chega a ser 1/3 do das grandes equipes da liga.

A pergunta de 1 milhão de dólares então seria: E o que um filme que fala sobre beisebol faz num blog dedicado a "História, Futebol e Futilidades"? A resposta se resume a uma palavra: Estatísticas.
As estatísticas são utilizadas na hora de selecionar os jogadores para o time levando em conta estritamente a sua função e posição no campo de jogo. Não entendo lhufas de beisebol, mas a ideia é bem interessante: um jogador que tem em sua função apenas rebater a bola, precisa saber lançar ou receber? A resposta, segundo Peter Brand (Jonah Hill), o coadjuvante do filme, é não. Um rebatedor que tem bom aproveitamento em rebatidas que resultam em pontos é um jogador a ser contratado; por eventualmente não conseguir grande desempenho em lançamentos ou algo do tipo, esse jogador então seria barato, já que o pensamento até então seria o de que os jogadores a contratar seriam aqueles mais "completos".
Após muita resistência e percalços, com essa filosofia a dupla Beane/Brand consegue 20 vitórias consecutivas, um recorde na liga americana. Ao final da temporada, Beane recebe uma proposta do Boston Red Sox, o que o tornaria o gerente mais bem pago da história. Ele recusa a oferta, permanecendo em Oakland, e dois anos depois, baseando-se nas idéias de Brand e Beane, o Red Sox é campeão.
Para além da qualidade fílmica (fotografia, roteiro, atores e etc), o filme traz uma questão bastante interessante que talvez possa ser extrapolada ao futebol, por exemplo. Todos querem ter Messi, Cristiano Ronaldo e Iniesta em seus times, porém, ter esse tipo de jogador é muito caro. A saída então para os times com menos recursos poderia ser encontrada na análise das características dos jogadores de forma absolutamente racional? Para mim, sim.
Quais as qualidades do volante Ralf, do Corinthians? Desarme e marcação. Qual função ele desempenha em campo? Primeiro volante, que requer "desarme e marcação". Assim como Pierre, ex-Palmeiras, atual Atlético-MG, Ralf não possui boas habilidades de passe ou drible; porém, se observarmos sua função em campo, essas qualidades não são requeridas, do mesmo modo que Iniesta não precisar saber dar botes ou Cristiano Ronaldo tirar bolas de cabeça em sua área. Por mais que pareça algo óbvio, nem sempre essa observação é feita, o que resulta em contratações desastrosas, como por exemplo, Daniel Carvalho pelo Palmeiras. Daniel não é péssimo em nada, apenas no peso. Como um meia que tem a responsabilidade de organizar o jogo e puxar o time pode não ser ágil?
Assim como no filme, apenas estatísticas não bastam nas horas de decisão. Por outro lado, apenas o individual também não. O conceito de equipe coesa, com funções e obrigações bem definidas é colocado no filme como sendo a chave do sucesso do A's. Se observarmos a Inter de Milão 09/10 com Mourinho, o Brasil 94/02 e o Corinthians 11/12, o conceito de equipe está bem claro. Nessas equipes, quando muito existiam 2 craques que desequilibravam as partidas: Sneijder e Etoo; Bebeto e Romário; Ronaldo e Rivaldo; Emerson e Paulinho. O resto do time ficava longe de ser constituído de craques. Em alguns casos encontramos até jogadores que fora daquele contexto, não seriam nem titulares.
Supertimes dão certo? Sem dúvidas. Os "galácticos" do Real Madrid (01 - 07, 09 - ), provam isso. Contudo, não parece que será possível contratar um Zidane, Ronaldo, Figo e Beckham por 200 milhões de euros em um contexto em que a UEFA vem com o "Fair Play financeiro". Não obstante, dirigentes vivem reclamando que não dá para montar uma equipe competitiva para a disputa do campeonato brasileiro sendo que a receita de seu time é em alguns casos 20% da dos times de ponta. Como resolver?
Além de acessar o futhistfut.blogspot.com, acho que os dirigentes deveriam assistir ao "Moneyball" acompanhados de leituras sobre "Periodização Tática", também já comentada no citado blog...
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
O Forasteiro do Cangaço
Sousa e Martins
Durval, o homem que consegue marcar dois gols contra em duas finais de Libertadores em 2005 e 2011, é também um predestinado, tem em seu histórico 10 títulos estaduais consecutivos pelo Botafogo-PB (2003), Brasiliense (2004), Atlético-PR (2005), Sport Recife (2006 a 2009) e Santos (2010 a 2012).
O
sonho de todo jogador é vestir a camisa da Seleção Brasileira, mas
nem todo jogador que a veste está no sonho da torcida. É o caso do
zagueiro Durval, que estreou como titular do Brasil contra a
Argentina no Super Clássico das Américas, em que o escrete
Canarinho venceu na cobrança de pênaltis.
Durval, o homem que consegue marcar dois gols contra em duas finais de Libertadores em 2005 e 2011, é também um predestinado, tem em seu histórico 10 títulos estaduais consecutivos pelo Botafogo-PB (2003), Brasiliense (2004), Atlético-PR (2005), Sport Recife (2006 a 2009) e Santos (2010 a 2012).
Está
bem longe de ser um craque. Entretanto, com esse decréscimo
qualitativo do futebol brasileiro nas últimas décadas, também não
pode ser taxado como perna-de-pau. Não compromete e faz bem sua
função, de vez em quando, até consegue marcar seus golzinhos.
Dificilmente será convocado para a Copa das Confederações em 2013 ou para a Copa do Mundo em 2014. No entanto, isso pouco importa.
Dificilmente será convocado para a Copa das Confederações em 2013 ou para a Copa do Mundo em 2014. No entanto, isso pouco importa.
Durval
encarna o anti-herói. Tímido, humilde e sem nenhum apelo
mercadológico como seu companheiro de time Neymar, não provoca
gritos histéricos das adolescentes que sonham em ser suas princesas
encantadas.
Contudo,
quantos sorrisos ele não deve ter arrancado de seus conterrâneos na
pequena Cruz do Espírito Santo, na Paraíba e em todo o nordeste
brasileiro?
Enquanto
para a maioria dos torcedores brasileiros simboliza o anti-futebol, o
brucutu, um mal que deve ser extirpado do futebol brasileiro, para
outros ele encarna a bravura e o senso de honradez, digno de um herói
popular.
Apesar
da crítica dos “especialistas de plantão”, temos quase certeza
que houve festa na sua cidade natal. Outra semelhança com os famosos
cangaceiros do sertão nordestino. Mas acreditamos que muito mais
pela convocação de seu filho do que pela conquista canarinho.
A
Seleção Brasileira, para nós torcedores brasileiros, tem perdido cada vez
mais seu valor. O quem tem valido nos últimos anos são justamente
essas histórias particulares (talvez reflexo dessa nossa sociedade
cada vez mais individualista?). E nada mais foi tão bacana na noite de quarta do
que o depoimento com voz embargada do emocionado Durval após o
final da partida.
domingo, 18 de novembro de 2012
A Queda
E chega ao fim o suplício da torcida palmeirense. Porém o time não caiu hoje. Não com tantos gols perdidos, falhas banais da zaga, erros de arbitragem, falta de qualidade dos atacantes na hora de finalizar. Caiu em 2002, ou antes ainda, com o fim da co-gestão com a Parmalat, a diretoria não teve capacidade ou quiçá intenção de manter a qualidade de jogadores que fizeram do Palmeiras o campeão do século XX.
Com a campanha da série B, o time voltou à elite com a esperança de tempos melhores. Passaram 10 anos do descenso, vieram um campeonato paulista, em 2008, em parceria com a Traffic e neste ano a Copa do Brasil. Também vieram times "bons e baratos", técnicos sem alguma expressão e também o que havia de melhor no mercado e, ainda assim, nada foi suficiente para reverter esta situação.
O Palmeiras tornou-se motivo de piada. O legado deixado por Ademir, Dudu, César, Edmundo, Marcos, Evair, Alex, Rivaldo etc foi aos poucos se esvaindo por vários motivos: a incompetência da diretoria, a violência da torcida, muitos jogadores que não souberam envergar o manto sagrado, não suportando o peso que a camisa alviverde carrega, fazendo do time um celeiro de jogadores genéricos, no nome e na bola.
Surgiram, dentro dessa balbúrdia, os chamados pseudo-ídolos, Valdivia e Kleber, vitoriosos no Paulista-08 e... só. Além disso, Diego Souza e Vágner Love saindo pela porta dos fundos, vítima de uma parte da torcida que acha que na porrada podem resolver alguma coisa. Podem sim, ajudar a afundar o time ainda mais.

Que venha a série B, que venha a Libertadores e que venha um Palmeiras de verdade pro ano que vem.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Fluminense: o Campeão Brasileiro de 2012
Numa conversa de boteco há uns
três meses atrás, os autores desse blog, discutíamos se o Atlético-MG sendo
campeão brasileiro de 2012 seria uma chaga para o futebol brasileiro, já que
marcaria a redenção do Ronaldinho: a vitória do jogador insolente, que só joga
quando tem vontade e faz sempre o que quer.
A divergência foi grande, mas
passados três meses o campeão brasileiro deste ano saiu com três rodadas de
antecedência: o Fluminense.
A pergunta que fica é: será que o
título do Fluminense não seria também uma chaga para o futebol brasileiro?
Digo isso porque o triunfo do
tricolor carioca é a redenção do amadorismo que marcam o futebol carioca: falta
de estrutura para treinamentos, ingerência do dono do patrocinador no
departamento de futebol, uma diretoria/presidência de fachada e uma grande
injeção de recursos financeiros que saem do bolso do consumidor que contratam a
operadora de plano de saúde e que muitas vezes não torcem pelo time carioca.
A maior folha salarial do Brasil
é do time carioca e faz com que seja um excelente time de futebol, sem dúvidas.
São R$7,5 milhões de reais por mês, sendo que R$5,5 milhões saem dos cofres da
patrocinadora, que paga R$10 por consulta para os médicos cadastrados.
Ninguém nega que o time do
Fluminense é muito bom e muito bem montado por Abel Braga. Ninguém nega que a
campanha do tricolor carioca foi quase perfeita: apenas 3 derrotas em 35 jogos,
incríveis 72,4% de aproveitamento.
Mas enfim.
Os atletas, comissão técnica e
torcida merecem todos os cumprimentos pelo título e pela campanha.
Mas esse modelo de gestão merece
ser questionado. Se a patrocinadora sair amanhã, o que vai ser do Fluminense?
Enquanto o dono da operadora de
saúde brinca de cartola, o clube – enquanto instituição – se enfraquece.
A pergunta que fica é: será que a
vitória do Fluminense é bom para o futebol brasileiro?
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Antiga Paixão
Por Sousa e Martins
Além
do título do nosso blog, uma paixão em comum e bastante comentada
em nossas mesas de bar são os carros. De preferência, os antigos,
os clássicos. Eu venho de uma família bastante numerosa e quando
criança me maravilhava ao ouvir as histórias vividas por meus tios
em seus bólidos possantes. Alguns eu tive a oportunidade de ver e
andar no banco de trás, já que nem tinha idade para tirar a
habilitação, como dois Opalas lindos sendo um com o câmbio na
coluna de direção, popularmente chamado de câmbio em cima, um
Escort XR-3 vermelho, considerado carro de boy, entre tantos outros.
Alguns nem nascido eu era, como os Mavericks que já estiveram na
garagem e só sei através dos 'causos' contados em outras rodas de
cerveja.
Como
morei um tempo em Goiás à viagem a São Paulo de lá foi marcante.
O ano era 1995 e nós fomos em um carro do ano, modelo top de linha:
o russo Laika, da Lada. Um carro tão sui
generis que a chave da ignição
ficava do lado esquerdo. Sim! Você dá partida no carro virando a
chave com a mão direita e nunca reparou nisso. Lá em Goiás, meu
tio (são vários mesmo) tinha um fusquinha vermelho com volante de
madeira lindo. Conforme o tempo foi passando, nós tínhamos um
acordo: eu o ajudava a lavar o carro no fim de semana e ele começava
a me ensinar a dirigir. E assim foi: com um Gol GL 94, um Uno Mille,
até que passamos a ir pra fazenda com uma Ford Rural 76, uma das
maiores diversões que o moleque de 17 anos morando no interior pode
ter! A folga do volante dava uma volta completa e fazer curvas era
algo sensacional, um verdadeiro rally na estrada de terra até a
chegada da sede da fazenda. “Quem aprende a dirigir isso, dirige
qualquer coisa” - dizia meu tio. E realmente você se acostuma a
domar aquela fera.
Anos
depois, já morando em São Paulo, recém-habilitado, surge uma festa
feita pela turma do cursinho. “Pai, me empresta o carro?” –
falei, mas sem muita pretensão. Quando vejo aquele chaveiro
brilhando em sua mão, dizendo que podia ir sim. E aquele Santana GLS
95 só para mim foi uma sensação tão incrível que a festa mesmo
ficou em segundo plano, eu queria era curtir essa liberdade sobre
quatro rodas. Sem falar na magnífica Quantum, que até geladeira já carregou, com sua força e robustez, uma grande companheira, literalmente.
Hoje
eu tenho uma relação intrínseca de amor e ódio com meu carro, o
Gigante Guerreiro Palio, só quem nos conhece já sabe tudo o que
passamos. E chegamos a conclusão de que realmente fomos feitos um
para ou outro.
Assim
como o Sousa, também nutro paixão por carros antigos. Aprendi a
dirigir aos 12 anos, em um Fiat 147 azul bebê, modelo 1981 que era
do meu avô paterno. Lembro da minha ansiedade nos finais de semana,
quando esperava meu avô me dizer: “vamos manobrar o carro!” E lá
ia eu todo feliz, em primeirinha, até o final da rua e voltando.
O
tempo foi passando e eu aprendendo cada vez mais. Esse meu mesmo avô,
tinha uma irmã que possuía um sítio na cidade de Socorro, interior
de São Paulo. Íamos quase a todos os feriados e num desses, ele deu
na minha mão o Corcel II, marrom escuro, modelo 1982 que está com
ele até hoje. Fazia o trajeto da estrada de terra, entre a pista e o
sítio e também servia de chofer para levá-lo a vendinha para tomar
sua costumeira cachaça com limão, enquanto me deliciava com uma
tubaína.
Não preciso nem dizer a
emoção que era dirigir aquela barca, possante e super confortável.
Nesse ínterim dirigi
muitas vezes o Fusca amarelo dos meus tios. Não me lembro bem o ano
dele, mas me lembro que tinha uma ponteira de Dodge Dart e fazia um
barulho absurdo. Nossa diversão era chegar a estacionamentos
fechados – como os de shopping e grandes mercados – e esticar o
motor, para logo em seguida reduzir a marcha bruscamente, apenas para
“causar” no estacionamento.
Outro antigo, esse
clássico, que dirigi foi uma TL, amarelo gema.
Raridade. Sempre ficava ansioso para dirigir aquela beleza de carro e
sonhava em herdá-lo dos meus pais. Infelizmente, minha alegria durou
pouco, pois meu pai sofreu um acidente que deu perda total no
veículo.
Assim fui crescendo e
tomando gosto por carros antigos. O primeiro clássico que tive o
gostinho de chamar de meu, foi um Gol AP, prata, modelo 1985. O carro
não era meu de fato, mas do meu falecido e saudoso avô materno.
Recebera o carro em troca de serviços prestados como construtor
civil e como não dirigia, eu que praticamente utilizava o carro no
dia a dia. Foi meu primeiro companheiro de viagens a Socorro e a
Praia Grande nos feriados e fins de semana, meu primeiro companheiro
de baladas na Chopperia Pólo Norte, na Cantareira, e também das
pescarias em família.
Mas meu primeiro carro de
verdade foi um Opala Comodoro, verde escuro, modelo 1985. Passei
alguns anos juntando dinheiro para comprar um carro e esse caiu no
meu colo. Amava aquele carro, com todo o seu estilo e seu conforto. A
caranga chamava tanto a atenção, que gerou briga entre manobristas
num restaurante para poder estacionar meu carro. Fora as inúmeras
vezes que me paravam, com a seguinte pergunta: “vende?” Ou também
os inúmeros olhares de satisfação de outros adoradores de carros
clássicos, principalmente aqueles de mais idade que me acenavam pela
rua.
Por fim, minha
experiência findou-se com um Fusca, laranja, modelo 1972. A
particularidade desse carro é que era movido a GNV e tinha bancos de
couro do Vectra. Eu rodava a semana toda, de casa para o trabalho, do
trabalho para a faculdade e de volta para casa com míseros cinco
reais de combustível. Como todo Fusca, tinha suas gambiarras, como
um pedaço de cabo de vassoura que usei para calçar os pedais. Mas
mesmo assim nunca me deixou na mão e me levou para muitos lugares.
Infelizmente precisei
vender, com dor no coração, meus dois últimos carros. Nunca mais
comprei carro algum, mas espero em breve comprar outro antigo e
novamente receber olhares de admiração e aprovação de outras
pessoas, que assim como o Sousa e eu, nasceram para andar nos
gloriosos velhinhos.
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